Google Ads 2027 · Capítulo 20 de 25 · 10 min
Ler relatório, atribuição e incrementalidade sem confundir os três
O relatório diz o que aconteceu, a atribuição diz quem levou o crédito e só o experimento diz o que a campanha causou.
Este capítulo faz parte do curso gratuito Google Ads 2027. Para marcar como concluído e salvar o progresso, abra este capítulo na página do curso.
Com o anúncio aprovado e no ar, a pergunta seguinte é a que decide orçamento: quanto disso a campanha causou? O painel responde com um número por coluna, e cada coluna conta uma história diferente. Quem lê o painel de último clique como se fosse causa corta a campanha errada e escala a que só recolhia crédito.
Três instrumentos respondem a três perguntas. O relatório diz o que aconteceu: impressões, cliques, custo, conversões registradas. A atribuição diz quem levou o crédito por cada conversão quando houve mais de um toque. A incrementalidade diz o que teria acontecido sem a campanha, e só ela mede causa.
Se a figura ultrapassar a área visível, deslize para os lados. Pelo teclado, foque a figura e use as setas.
Ao terminar, a Aurora Casa tem um painel executivo com as métricas certas, a atribuição baseada em dados como padrão da conta e um geoexperimento fechado, o primeiro que contradisse o que o último clique dizia sobre a Pesquisa de marca.
As métricas fundamentais formam uma cadeia. Impressão vira clique pela taxa de cliques; clique vira conversão pela taxa de conversão; custo dividido por conversão dá o CPA, o custo por aquisição; receita dividida por custo dá o ROAS, o retorno sobre o gasto em anúncio. Cada elo tem dono: criativo no primeiro, página no segundo, lance e público nos dois últimos.
Se a figura ultrapassar a área visível, deslize para os lados. Pelo teclado, foque a figura e use as setas.
Os relatórios do Google Ads mostram a cadeia por campanha, grupo, palavra, termo de pesquisa e ativo. O relatório de orçamento dentro do Performance Max, disponível a todos em 2026, projeta o gasto até o fim do mês. O relatório de termos de pesquisa, hoje aberto para todas as campanhas, é o único que mostra o que a pessoa digitou, e não o que o gestor comprou.
O GA4 lê a mesma cadeia do lado do site. Aquisição mostra de onde a sessão veio; engajamento mostra o que a pessoa fez; eventos-chave, o nome das conversões desde o fim de 2024, mostram o que valeu. Receita e funil mostram o caminho até o pedido, e coorte mostra se quem entrou em julho voltou em agosto. Em 2026 o GA4 ganhou janelas de conversão ajustáveis, de 1 a 90 dias por clique, e um canal para tráfego de assistentes de IA.
Três instrumentos, três perguntas, três limites
| Instrumento | Pergunta que responde | Onde olhar | O que ele não diz |
|---|---|---|---|
| Relatório | O que aconteceu, por campanha, termo e ativo | Google Ads e GA4, colunas de custo, cliques e conversões | Se a conversão teria acontecido sem o anúncio |
| Atribuição | Quem leva o crédito quando houve mais de um toque | Configuração da ação de conversão; relatório de caminhos | Causa; distribui o crédito de conversões que já existiam |
| Incrementalidade | O que a campanha causou em relação a não veicular | Experimento de controle, geoexperimento, Meridian | Detalhe por palavra-chave; exige volume e semanas |
A atribuição mudou de forma em 2026. Desde meados de julho, os modelos de primeiro clique, linear, decaimento temporal e baseado em posição deixaram de ser selecionáveis, e em setembro as ações de conversão restantes migram para a atribuição baseada em dados. Sobram dois modelos: baseado em dados, que distribui o crédito conforme o padrão de conversão da própria conta, e último clique, que dá tudo ao toque final.
O último clique premia quem chega por último, e quem chega por último é quase sempre a Pesquisa de marca. A pessoa viu o vídeo do showroom no YouTube, pesquisou "sofá retrátil" duas semanas depois, clicou no Shopping, voltou pelo nome da loja e comprou. O painel de último clique registra uma venda da marca e zero das outras três.

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Atribuição baseada em dados corrige parte disso, porque compara caminhos que converteram com caminhos que não converteram e reparte o crédito. Ele continua sendo atribuição: distribui as conversões que existem, sem perguntar se existiriam sem o anúncio. A limitação é a mesma dos dois modelos, e por isso o próximo instrumento existe.
Painéis servem a duas pessoas diferentes. O executivo quer quatro números por mês: custo, receita ou contratos, CPA ou ROAS contra a meta, e a variação. O operacional quer a cadeia inteira por campanha, por semana, com alertas de orçamento e de aprendizagem. O Looker Studio monta os dois a partir das mesmas fontes, e a anotação de cada mudança na conta é o que dá sentido ao gráfico três meses depois.
A incrementalidade troca a pergunta. Em vez de perguntar a quem dar o crédito, pergunta o que teria acontecido sem a campanha. O teste de controle responde por pessoa: um grupo vê o anúncio, outro não, e a diferença de conversão entre os dois é o incremento. O Conversion Lift do Google faz isso por usuário ou por região, mediante um representante da conta.
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O geoexperimento responde por região. Uma cidade recebe a campanha, outras comparáveis não, e a diferença entre o resultado observado e o previsto para a cidade tratada é o incremento. Nada de cookie ou consentimento entra na conta, só vendas por região, o que o torna o teste mais fácil de defender numa reunião.
Meridian é o modelo de mix de mídia do Google, open-source, que estima o efeito de cada canal a partir de séries semanais de gasto e resultado. A versão 2.0.0, de 2 de setembro de 2026, trocou o motor para JAX, com o dobro de velocidade e quatro vezes menos memória segundo o Google. Ela também passou a aceitar experimentos de incrementalidade para calibrar o modelo. Um modelo de mix de mídia sem calibração é uma opinião estatística bem vestida.
Sobre ele roda o Meridian GeoX, a biblioteca que desenha e analisa o geoexperimento, com o resultado entrando no modelo como prior. Anunciado em 5 de maio de 2026, entrou em beta fechado em 28 de maio e ficou disponível a todos em 9 de setembro de 2026. O Google afirma que os experimentos saem 31 por cento mais baratos com a ferramenta, um dado do próprio Google na saída do beta, sem medição independente.
A sequência de medição de 2026
- 20 de maio de 2026Concluído
Meridian no GA 360 e Qualified Future Conversions
Anúncio no Google Marketing Live; GeoX e Meridian Studio apresentados
- meados de julho de 2026Concluído
Quatro modelos de atribuição deixam de ser selecionáveis
Primeiro clique, linear, decaimento temporal e baseado em posição
- 2 de setembro de 2026Agora
Meridian 2.0.0
Motor JAX e calibração por experimento de incrementalidade
- 9 de setembro de 2026Agora
Meridian GeoX disponível a todos
Geoexperimentos 31 por cento mais baratos, segundo o Google
- 10 de setembro de 2026Agora
Data Strength Uplift
Métrica das conversões recuperadas pelos dados próprios no Google Ads
A métrica Data Strength Uplift, lançada em 10 de setembro de 2026 no Google Ads, calcula as conversões adicionais recuperadas pela configuração de dados de primeira parte da conta. É uma leitura útil de quanto a medição do capítulo 8 devolve em conversões observadas, e não é incrementalidade: ela mede conversões que a conta enxerga a mais, não vendas que a campanha causou a mais.
Os números que o Google publicou com a atualização de medição
+14%
conversões com o Google tag gateway
Comparação de julho a dezembro de 2024 com janeiro a junho de 2025, dado interno do Google
+26%
ROAS incremental ao conectar dados offline e de app ao Data Manager
Dado interno do Google, janela própria na nota de rodapé
+11%
conversões em Pesquisa com Enhanced Conversions
Contra importação padrão, dado interno do Google
31%
mais barato o geoexperimento com o Meridian GeoX
Afirmação do Google na saída do beta, em setembro de 2026
Fonte: Google, New updates to measurement suite in Google Ads, 10 de setembro de 2026; ppc.land, 9 de setembro de 2026
Armadilha comum: ler o ROAS do painel como retorno da campanha e cortar a que mostra o menor número. O ROAS atribuído cai justamente nas campanhas que abrem o caminho, como Demand Gen, e sobe nas que o fecham, como a Pesquisa de marca. Cortar pelo painel desliga a torneira e mantém o ralo.
No cenário composto do curso, o painel de último clique da Aurora Casa atribuiu 41 contratos de planejados do trimestre à Pesquisa de marca, de 78 contratos no total. A conclusão óbvia era dobrar a campanha de marca. Renata desconfiou, porque quem já digita "Aurora Casa planejados" conhece a loja, e propôs um geoexperimento de seis semanas.
A linha de planejados atende Curitiba, Londrina e Joinville, com visita técnica nas três. Curitiba ficou como cidade tratada: a Pesquisa de marca foi pausada lá por seis semanas. Londrina e Joinville ficaram como controle, com a campanha intacta. A previsão para Curitiba, feita com as 26 semanas anteriores e o comportamento das cidades de controle, era de 31 contratos no período.

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Curitiba fechou 28 contratos. A Pesquisa de marca, que o último clique dizia responder por 12 contratos de Curitiba em seis semanas, causou perto de 3. Os outros 9 vieram pela busca orgânica e pelo acesso direto, que absorveram o clique quando o anúncio sumiu. O custo da campanha de marca em Curitiba no período tinha sido R$ 6.300, e o CPA incremental por contrato ficou em R$ 2.100.
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O número não condenou a campanha. Um contrato de R$ 28.000 com 26 por cento de margem devolve R$ 7.280, e R$ 2.100 por contrato incremental continua sendo bom negócio. O que mudou foi o tamanho: a Aurora cortou o orçamento de marca em 40 por cento e moveu R$ 2.500 por mês para a Pesquisa sem marca, onde o mesmo teste de seis semanas, refeito no capítulo 22, mostrou incremento maior.

Se a figura ultrapassar a área visível, deslize para os lados. Pelo teclado, foque a figura e use as setas.
Configure o modelo baseado em dados como padrão nas ações de conversão que ainda estão em último clique, anote a data da troca no painel e liste as três cidades ou regiões com volume mais parecido nas últimas 26 semanas. Com a lista pronta, a primeira decisão de orçamento acima de 10 por cento do mês passa a exigir um geoexperimento antes de acontecer.
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Todos os capítulos de Google Ads 2027
- 01Entender o que a IA mudou no Google Ads antes de gastar
- 02Ler a intenção de busca e o leilão antes de escolher a campanha
- 03Fechar a conta de CAC, LTV e CPA máximo antes da campanha
- 04Estruturar conta, nomenclatura e acessos sem perder o controle
- 05Preparar a página de destino para o clique e para a expansão de URL
- 06Instalar Google Tag, GTM e conversões que o lance consegue usar
- 07Pedir consentimento, configurar o Consent Mode e manter a medição de pé
- 08Levar a venda do CRM de volta ao Google Ads pelo Data Manager
- 09Descobrir a linguagem do cliente e agrupar palavras por intenção
- 10Montar a campanha de Pesquisa com anúncios responsivos e recursos
- 11Ligar o AI Max para Pesquisa com controle de marca, URL e texto
- 12Escolher a estratégia de lance e dar a ela os dados de que precisa
- 13Operar Performance Max com sinais, exclusões e relatórios que explicam
- 14Deixar o feed do Merchant Center pronto para Shopping e AI Max
- 15Gerar demanda no YouTube, Shorts, Discover e Display com Demand Gen
- 16Produzir criativos com Asset Studio e revisar antes de publicar
- 17Usar dados próprios como sinal, sem estrangular a campanha
- 18Adaptar a conta a leads, B2B, loja local, app e setor regulado
- 19Passar pela política do Google, inclusive a etiqueta de conteúdo de IA
- 20Ler relatório, atribuição e incrementalidade sem confundir os três
- 21Montar a rotina diária, semanal e mensal que diagnostica antes de mexer
- 22Desenhar experimentos e decidir escalar, manter, ajustar ou pausar
- 23Delegar ao Ask Advisor, scripts e API com aprovação humana
- 24Fazer onboarding, auditoria e prestação de contas como agência
- 25Lançar a conta inteira e otimizar os primeiros 30 dias