Google Ads 2027 · Capítulo 15 de 25 · 11 min
Gerar demanda no YouTube, Shorts, Discover e Display com Demand Gen
Demanda nasce onde a busca ainda não existe: YouTube, Shorts, Discover, Gmail e Maps, com público de dados próprios e conversão pós-visualização no lance.
Este capítulo faz parte do curso gratuito Google Ads 2027. Para marcar como concluído e salvar o progresso, abra este capítulo na página do curso.
Com o feed limpo e a Pesquisa comprando quem já procura, sobra a pergunta que a Pesquisa não responde: de onde vem o próximo cliente que ainda não sabe o que quer. Demand Gen é a campanha que o Google reservou para essa fase, e em 2026 ela absorveu tudo o que antes era Display e Video Action.
O custo de ignorar a etapa aparece na curva da Pesquisa: o volume de busca pela marca e pela categoria para de crescer, o CPC sobe porque todo concorrente disputa a mesma consulta, e a conta passa a depender de um leilão que encarece a cada trimestre. Sem geração de demanda, a Pesquisa só colhe o que outra mídia plantou.
Ao terminar, a campanha de Demand Gen tem canais escolhidos, formatos no tamanho certo, públicos construídos com dados próprios, a otimização por conversão pós-visualização ligada e as campanhas antigas de Display migradas antes que a migração automática as pegue. O cronograma das migrações fica no fim, porque ele explica o que mudou no ano.
O papel do Demand Gen é mostrar a oferta para quem tem o perfil de comprador, dentro do conteúdo que a pessoa já consome. A campanha usa os sinais do YouTube e do Discover para escolher quem vê, e mede não só o clique, mas a visualização que gera compra depois. Ela não substitui a Pesquisa; ela alimenta a Pesquisa.
Se a figura ultrapassar a área visível, deslize para os lados. Pelo teclado, foque a figura e use as setas.
Os canais são seis. YouTube in-stream e Shorts, Discover, Gmail, Maps, novo inventário de 2026 e ainda em beta, e a Rede de Display, com seus 2 milhões de sites, vídeos e aplicativos, além dos parceiros de vídeo. O Google afirma que anunciantes que adicionam a Rede de Display ao Demand Gen viram em média 9,5 por cento mais retorno, dado interno de 2025 e 2026, sem estudo independente.
Os canais do Demand Gen, o formato que cada um pede e o status em setembro de 2026
| Canal | Formato que rende | Público típico | Status |
|---|---|---|---|
| YouTube in-stream | Vídeo horizontal de 15 a 30 segundos com gancho nos primeiros 3 | Quem consome conteúdo da categoria | Disponível a todos |
| YouTube Shorts | Vídeo vertical 9:16 de até 20 segundos | Descoberta rápida, celular | Disponível a todos |
| Discover | Imagem 1:1 e 4:5 com título curto | Interesse declarado pelo histórico | Disponível a todos |
| Gmail | Imagem e título de assunto | Promoção e oferta | Disponível a todos |
| Maps | Imagem e texto ligados ao local | Quem está perto da loja | Beta (2026) |
| Rede de Display e parceiros de vídeo | Imagens responsivas e vídeo | Alcance e remarketing | Disponível a todos; recebe as campanhas de Display migradas |
Fonte: Google Ads Help, About Demand Gen campaigns e Google Display Ads campaigns have a new home in Demand Gen, 2026
Os formatos seguem o canal. O vídeo vertical serve ao Shorts, o horizontal ao in-stream, a imagem quadrada e a 4:5 ao Discover e ao Gmail, e o carrossel de produto ao feed ligado. Quem sobe só o vídeo horizontal recebe o recorte automático no Shorts, e o recorte corta o produto.
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Os públicos começam pelos dados próprios. A lista de clientes, o Customer Match: a lista enviada com o e-mail em hash, é a base. Sobre ela o Google constrói o público semelhante (lookalike), que substituiu os antigos públicos similares. Entram ainda a intenção personalizada, feita de termos e sites, os interesses, o remarketing de quem visitou e as exclusões: quem já comprou nos últimos 30 dias não precisa ver o anúncio de novo.
Como montar o público de uma campanha Demand Gen
Público que estrangula ou desperdiça
Coluna a evitar
- Só interesses amplos, sem dado próprio
- Lista de clientes enviada sem consentimento registrado e sem hash
- Remarketing sem exclusão de quem já comprou
- Um público por campanha, sem comparação
- Lance por clique com conversão que acontece dias depois da visualização
Público que a campanha aproveita
Coluna recomendada
- Semelhante construído sobre a lista de compradores dos últimos 180 dias
- E-mail em hash, consentimento pedido antes de coletar e guardado
- Compradores dos últimos 30 dias excluídos
- Grupos de anúncios separados por público para comparar CPA
- Otimização por conversão pós-visualização ligada desde abril de 2026
A conversão pós-visualização (view-through conversion) é a compra que acontece depois de a pessoa ver o anúncio sem clicar. Desde abril de 2026 o Demand Gen aceita otimizar o lance por ela, o que muda o que a campanha persegue: não mais só o clique, mas a visualização que leva à compra. Ela difere da visualização engajada, que exige 10 segundos ou o fim do bumper.
As parcerias com criadores (creator partnerships) entraram no seletor de ativos em maio de 2026: o anunciante impulsiona o vídeo que um criador publicou sobre a marca, com a audiência e a credibilidade do canal dele. O vídeo continua do criador; o anunciante paga a distribuição. A configuração de campanha assistida por IA, do mesmo evento, monta a estrutura a partir de um pedido em linguagem natural.
O comércio dentro do Demand Gen se apoia no feed. Com o Merchant Center ligado, o anúncio mostra produtos, e os vídeos dinâmicos de produto nascem do feed. Os links de finalização de compra (checkout links) levam direto ao carrinho, e chegaram a nove novos mercados em maio de 2026: Suíça, Austrália, Coreia do Sul, Indonésia, México, França, Polônia, Israel e Argentina. O Brasil não está na lista, e a finalização direta pelo protocolo de comércio universal vale só nos Estados Unidos.
Os números que o Google publica sobre Demand Gen, com a ressalva de cada um
+9,5%
de retorno ao adicionar a Rede de Display
média de anunciantes, dado interno do Google, 2025 e 2026
+33%
de conversões com feed de produto
anunciantes com catálogo grande, dado interno, maio de 2026
+6%
de conversões com checkout links
Demand Gen Drop de julho de 2026; mercados sem o Brasil
94%
dos compradores de fim de ano no YouTube deram passo adicional rumo à compra
pesquisa citada pelo Google, sem estudo independente
Fonte: Google, Fuel your next wave of growth on YouTube with Demand Gen (maio de 2026) e July's Demand Gen Drop (julho de 2026)
As migrações são a parte do capítulo que tem data. As Video Action Campaigns tiveram a criação bloqueada em março de 2025, o upgrade automático começou no fim de 2025 e as últimas campanhas foram migradas até abril de 2026; o Ads Editor 2.13 removeu a criação. Esse tipo de campanha acabou.
O Display segue o mesmo caminho, mais devagar. Em 26 de maio de 2026 o Google anunciou que as campanhas de Display deixam de ser um tipo independente. A ferramenta de migração em fases abriu em junho de 2026. Depois, campanhas novas de Display só nascem dentro do Demand Gen. No fim, as restantes migram sozinhas, com conclusão esperada para 2027. A cobertura de terceiros fala em janeiro de 2027 para o fim da criação, e o help oficial não fixa a data.
As migrações para o Demand Gen, de março de 2025 a 2027
- março de 2025Concluído
Video Action Campaigns: criação bloqueada
- fim de 2025Concluído
Upgrade automático das Video Action começa
Pedido de extensão até 31/01/2026 bloqueado em dezembro
- abril de 2026Concluído
Últimas Video Action migradas
Tipo de campanha encerrado; Ads Editor 2.13 removeu a criação
- 26 de maio de 2026Concluído
Display migra para o Demand Gen
Anúncio oficial; a Rede de Display continua como canal
- junho de 2026Agora
Ferramenta de migração em fases
Campanhas migradas ganham o sufixo #2 e pedem reaprovação
- 2027Previsto
Migração automática do Display restante
Conclusão esperada; terceiros citam janeiro para o fim da criação
A campanha migrada muda de comportamento, e o help lista as trocas. Ela ganha o sufixo #2 no nome, e o alcance passa de Display e Gmail para Display, YouTube, Discover, Gmail e Maps. O CPC manual e as impressões visíveis saem; o CPC desejado e o orçamento total entram. Os públicos similares viram semelhantes, 42 dias de histórico são transferidos, os dados originais ficam guardados por cinco anos e os anúncios precisam de nova aprovação.
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Armadilha comum: deixar a migração do Display para a etapa automática. A campanha migrada sem revisão herda os anúncios antigos, que precisam de reaprovação, sobe com lance e orçamento convertidos por regra, e perde o público similar por um semelhante que ninguém conferiu. Migrar com a ferramenta, em junho ou agora, é o que dá tempo de revisar antes de o dinheiro rodar.
A Aurora Casa, cenário composto deste curso, tinha R$ 9.000 por mês em Demand Gen e uma campanha antiga de Display para remarketing, gastando R$ 2.400 por mês fora dessa conta. Renata gravou um vídeo vertical de 20 segundos no showroom do Batel, com a luminária Ipê acesa nos três primeiros segundos, e um horizontal de 30 para o in-stream. As imagens 1:1 e 4:5 vieram das fotos de produto, e o feed do Merchant Center entrou ligado.

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O público partiu da lista de compradores dos últimos 180 dias, enviada com e-mail em hash e com o consentimento pedido no cadastro e guardado no CRM. Sobre ela, o semelhante. Num segundo grupo, a intenção personalizada com termos de móveis planejados e sites de arquitetura de Curitiba. Os compradores dos últimos 30 dias saíram por exclusão. A otimização por conversão pós-visualização ficou ligada desde maio.
A campanha de Display foi migrada em julho com a ferramenta, revisada antes de subir: dois anúncios reprovados na nova aprovação foram trocados, o CPC desejado ficou em R$ 1,90 e o orçamento virou total do mês. Em agosto o vídeo de uma criadora de decoração de Curitiba, que já tinha visitado o showroom, entrou pelo seletor de parcerias e alcançou taxa de visualização de 27 por cento, contra 18 por cento do vídeo institucional.

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Em 90 dias o CPA de lead de planejados vindo do Demand Gen caiu de R$ 310 para R$ 238, dentro da faixa que o comercial aceita, e o ROAS do e-commerce no canal subiu de 2,4 para 3,3, ainda abaixo da Pesquisa e do Shopping, como se espera de quem planta. O Maps, em beta, ainda não devolveu dado de visita ao showroom que valha leitura. As buscas pela marca cresceram 19 por cento no mesmo período, e é esse o número que justifica o canal.
Exporte o relatório de ativos da sua campanha de Demand Gen e marque os três com a menor taxa de visualização. Se algum deles for um vídeo horizontal recortado para o Shorts, grave a versão vertical antes do fim da semana. O capítulo seguinte entra na produção dos criativos com o Asset Studio e na revisão que precisa acontecer antes de publicar.
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Todos os capítulos de Google Ads 2027
- 01Entender o que a IA mudou no Google Ads antes de gastar
- 02Ler a intenção de busca e o leilão antes de escolher a campanha
- 03Fechar a conta de CAC, LTV e CPA máximo antes da campanha
- 04Estruturar conta, nomenclatura e acessos sem perder o controle
- 05Preparar a página de destino para o clique e para a expansão de URL
- 06Instalar Google Tag, GTM e conversões que o lance consegue usar
- 07Pedir consentimento, configurar o Consent Mode e manter a medição de pé
- 08Levar a venda do CRM de volta ao Google Ads pelo Data Manager
- 09Descobrir a linguagem do cliente e agrupar palavras por intenção
- 10Montar a campanha de Pesquisa com anúncios responsivos e recursos
- 11Ligar o AI Max para Pesquisa com controle de marca, URL e texto
- 12Escolher a estratégia de lance e dar a ela os dados de que precisa
- 13Operar Performance Max com sinais, exclusões e relatórios que explicam
- 14Deixar o feed do Merchant Center pronto para Shopping e AI Max
- 15Gerar demanda no YouTube, Shorts, Discover e Display com Demand Gen
- 16Produzir criativos com Asset Studio e revisar antes de publicar
- 17Usar dados próprios como sinal, sem estrangular a campanha
- 18Adaptar a conta a leads, B2B, loja local, app e setor regulado
- 19Passar pela política do Google, inclusive a etiqueta de conteúdo de IA
- 20Ler relatório, atribuição e incrementalidade sem confundir os três
- 21Montar a rotina diária, semanal e mensal que diagnostica antes de mexer
- 22Desenhar experimentos e decidir escalar, manter, ajustar ou pausar
- 23Delegar ao Ask Advisor, scripts e API com aprovação humana
- 24Fazer onboarding, auditoria e prestação de contas como agência
- 25Lançar a conta inteira e otimizar os primeiros 30 dias