Google Ads 2027 · Capítulo 1 de 25 · 11 min
Entender o que a IA mudou no Google Ads antes de gastar
Os seis movimentos do Google entre 2024 e 2026, o que cada um muda na sua conta ainda este ano e o vocabulário que o curso inteiro usa.
Este capítulo faz parte do curso gratuito Google Ads 2027. Para marcar como concluído e salvar o progresso, abra este capítulo na página do curso.
Quem abre o Google Ads em setembro de 2026 encontra uma conta diferente da que aprendeu a operar em 2024. A palavra-chave exata perdeu o posto de unidade central, o lance manual quase sumiu do menu e o gestor passou a decidir menos sobre cada clique e mais sobre o que a máquina recebe para decidir.
Ignorar essa troca custa dinheiro de dois jeitos. Quem continua montando conta como em 2024 gasta horas em ajustes que o sistema desfaz na madrugada seguinte. Quem entrega tudo à automação sem dados nem limites paga por cliques que nunca viram venda, e só descobre na fatura.
O que a IA mudou no Google Ads e o trabalho que continua com o gestor
O capítulo em vídeo: por que a conta de 2026 não é a de 2024, o Smart Bidding e os três insumos que ele exige, os três trabalhos que sobram para quem opera, os seis movimentos do Google com as datas de cada um, o número de 14 por cento com a etiqueta de dado do vendedor, a Aurora Casa e a lista de campanhas a revisar antes de fevereiro de 2027.
Transcrição
0:00Bom, vamos direto ao ponto. Esta é uma aula de abertura, sem jargões de agência e sem falsas promessas, sobre o primeiro capítulo do material do Google Ads 2027.
0:10Quem opera campanhas no dia a dia ou quem toma a decisão sobre a verba, precisa entender de forma estrutural o que mudou na plataforma antes de gastar o próximo real.
0:20O nosso objetivo aqui é olhar para o cenário de um jeito bem prático e concreto. Vamos entender juntos o que a automação realmente mudou dentro das contas E o mais importante, qual parte do trabalho continua obrigatoriamente nas mãos de quem faz a gestão?
0:33A nossa pauta vai passar rapidamente por seis pontos bem lógicos. 1. O fim do Ads 2024. 2. A compra de resultado. 3. O novo trabalho do gestor. 4. Os seis movimentos da IA. 5. O cenário Aurora Casa. E por fim, o item 6, o seu próximo passo.
0:53Ponto número 1, o fim do Ads 2024. Olha, a primeira verdade técnica que a gente precisa encarar é que a perda de controle granular é total. Aquela conta do Google Ads de 2024 que a gente conhecia bem simplesmente não existe mais.
1:07Quem abre a plataforma em setembro de 2026 dá de cara com uma realidade onde a palavra-chave exata perdeu o posto de unidade central e o lance manual quase sumiu do mapa. A grande virada é que a gestão decide muito menos sobre cada clique individual e muito mais sobre o que a máquina recebe de informação.
1:23E ignorar essa troca de poder custa dinheiro, viu? E de duas formas bem diretas. A primeira forma de perder dinheiro hoje é tentar operar exatamente como em 2024. É gastar horas fazendo ajustes finos e manuais para na madrugada seguinte o sistema simplesmente desfazer tudo.
1:40A segunda forma, que é tão perigosa quanto a primeira, é entregar a chave do cofre para a automação sem dar limites ou dados corretos. Fazendo isso, a gente paga por cliques que nunca vão virar vendas e a surpresa só aparece na fatura no fim do mês.
1:53Vamos ao ponto 2, a compra de resultado. A gente saiu de uma era de comprar espaço na mídia para comprar resultado usando inteligência artificial. E aqui entra o conceito central do Smart Bidding, que é aquele leilão automático que ajusta o lance baseando-se em sinais de conversão.
2:10Mas, atenção, para a engrenagem girar, ele exige três coisas. A conversão tem que estar medida, o valor dessa conversão precisa ser declarado e o sistema tem que receber dados de primeira parte. Sem esses três pilares, o algoritmo fica cego e otimiza apenas para o clique mais barato e sem qualidade.
2:27E aqui mora um dos mecanismos mais cruciais de toda essa análise. Prestem muita atenção nesta dinâmica. O custo do erro mudou de lugar. No passado, dar um lance manual errado custava um dia de cliques caros. A gente ia lá, corrigia e pronto.
2:43Hoje, uma conversão medida de forma errada treina o sistema para buscar ativamente o cliente errado por semanas a fio. E a IA faz isso com uma eficiência absurda. É um erro sistêmico que drena a verba com força.
2:56Avançando para o ponto 3, o novo trabalho do gestor. Bom, se a máquina assumiu os lances em tempo real, o que sobra de trabalho? Sobram três coisas que a inteligência artificial não faz sozinha.
3:07Primeiro, medir o que vale, ou seja, garantir que a conversão e o valor financeiro estão corretos na plataforma. Segundo, dizer o que não pode. É preciso construir cercas, colocando limites de marca, exclusões de URL, de temas e de públicos.
3:22E terceiro, fechar a conta do negócio, que é cravar qual o limite de CPA e qual o retorno aceitável para a margem da empresa. Daí em diante, o trabalho é pura vigilância e testes. Para deixar bem visual, a diferença é brutal.
3:36De um lado, a operação de 2024, totalmente baseada no controle da palavra-chave exata, na força do lance manual e na escrita de anúncios estáticos. Do outro lado, operar em 2026 significa usar a intenção e as exclusões como rédeas de controle, focar em metas de CPA e ROAS atreladas ao negócio real e fornecer ativos soltos que precisam ser cuidadosamente revisados antes de irem para a rua.
4:01Chegamos ao ponto 4, os seis movimentos da IA. Vamos olhar o que mudou na estrutura de produto de 2024 até 2027? É essencial mapear esse calendário.
4:11O primeiro movimento foi o AI Max para pesquisa, que chegou em beta lá em maio de 2025 e ganhou disponibilidade geral em 15 de abril de 2026. O segundo movimento foi a grande migração.
4:23Em 3 de agosto de 2026, encerrou-se a criação de ativos criados automaticamente e da correspondência ampla no nível da campanha. E a migração automática aconteceu entre 1 e 30 de setembro de 2026, com os velhos DSA migrando entre 1 e 28 de fevereiro de 2027.
4:38O terceiro foi o fim do display como campanha independente, anunciado em 26 de maio de 2026, migrando aquela rede gigante de sites para o Demand Gen. O quarto movimento, em 10 de setembro de 2026, trouxe a integração do Data Manager.
4:51O quinto foi a etiqueta de IA, aparecendo desde julho de 2026. E o sexto eliminou vários modelos de atribuição, deixando vivos só o orientado por dados e o último clique. E durante toda essa transição para o AI Max, surgiu aquele famoso número, 14% a mais de conversões ou valor a CPA e ROAS semelhantes.
5:10A gente precisa dizer isso em voz alta e com muita clareza. Esse percentual é um dado interno do Google de maio de 2025. Não tem nenhum estudo independente atestando isso ao lado. É uma informação que ajuda a entender o mecanismo, mas jamais, em hipótese alguma, deve ser vendida ou comprada como promessa de resultado na conta.
5:28Outra coisa importante é separar o que é regra do que é apenas teste. Aquela etiqueta de IA existe desde julho de 2026 para marcar conteúdo gerado, mas ela não garante conformidade legal, tá?
5:41Outro ponto, os anúncios no AI Mode continuam sendo testados apenas nos Estados Unidos e em inglês. E sobre o AI Overview, a funcionalidade existe no Brasil sim, mas o Brasil ficou fora da lista de exibição de anúncios lá dentro.
5:53O Ask Advisor também segue em beta para contas em inglês. Resumindo, nada disso deve entrar como certeza no planejamento de 2027. E aqui a gente esbarra no segundo mecanismo crucial desta aula, que é uma verdadeira armadilha.
6:07É um erro ler automação como sinônimo de férias para o gestor. A automação não elimina o trabalho, ela muda a etapa em que ele acontece. Quem achou que a migração automática de setembro faria tudo sozinho, se deu mal.
6:19os grupos de recursos automáticos foram para o AI Max sem pedir licença. Quem não fez o trabalho de base, revisando exclusões de URL e controles de marca, acordou com o anúncio totalmente reescrito e entregue na página errada.
6:32A vigilância preventiva não é opcional. Ponto 5. O cenário Aurora Casa. Para não ficarmos só em conceitos teóricos, vamos aplicar tudo isso no caso da Aurora Casa, que vai nos acompanhar pelo material. Mas veja bem, é essencial pontuar.
6:49A Aurora Casa é um cenário composto. Os números foram desenhados para ilustrar o raciocínio e manter a matemática coerente. Não é uma conta real e não serve para mostrar sucesso de campanha com o AI Max.
7:02É um ambiente de estudos para a gente enxergar a estrutura funcionando. A Aurora Casa é, na nossa estrutura, uma loja de móveis e decoração da cidade de Curitiba. Ela opera em duas frentes.
7:13O e-commerce de decoração roda com um ticket médio de R$ 380, uma margem de 34% e fecha 2.100 pedidos por mês. Já a frente de móveis planejados tem um ticket médio bem maior, de R$ 28 mil, com margem de 26%.
7:28O ciclo de vendas leva 45 dias, fechando um contrato a cada nove leads gerados. E como essa operação se sustenta no tráfego? A verba mensal é de R$ 60 mil, dividida em três pilares. 55% vai para a pesquisa, consumindo R$ 33 mil.
7:4530%, que dá R$ 18 mil, rodam no Performance Max, alimentando as vendas do Merchant Center. E os 15% restantes, ou R$ 9 mil, vão para o Demand Gen. Além desse dinheiro da operação principal, a conta vai precisar estruturar um ambiente de testes para ensaiar qualquer mudança antes de arriscar a verba real.
8:03Por fim, o ponto 6, o seu próximo passo. Digerindo aqueles seis movimentos da IA, a Aurora tirou três prazos muito práticos de execução. Prazo 1, a campanha de pesquisa focada em decoração migrando para o AI Max em setembro.
8:18Prazo 2, a campanha de display independente do showroom precisa obrigatoriamente de migração para o Demand Gen. Prazo 3, o relatório, que era focado no decaimento temporal, fazendo a mudança estrutural para o modelo orientado por dados.
8:33Então, a pergunta final para fechar esta análise é bem prática. A conta que está rodando aí do outro lado usa hoje campanhas com DSA, ativos criados automaticamente, correspondência ampla no nível da campanha ou, ainda, campanhas isoladas de display.
8:50Se a resposta for sim para qualquer um desses itens, já existe um trabalho de transição inadiável mapeado. E é fundamental organizar esse fluxo antes de fevereiro de 2027. A gente encerra essa análise por aqui, mãos à obra com essas verificações.
O que a IA mudou no Google Ads, em conversa
Dois apresentadores percorrem o capítulo cobrando a prova de cada afirmação: os dois jeitos de perder dinheiro, o custo do erro que mudou de lugar, os três trabalhos do gestor, os seis movimentos com as datas, o número de 14 por cento como dado interno do Google, o que ainda é teste e a lição de casa com prazo antes de fevereiro de 2027.

Transcrição
0:00Sabe, geralmente quando se pensa na operação de uma plataforma complexa de anúncios, vem logo aquela imagem mental de um piloto, tipo numa cabine de avião antiga Uhum, cheia de botões físicos, alavancas, né?
0:15Exato. Se a gente voltar para 2024, quem estava no controle segurava um manche com força. Cada turbulência ali no mercado, cada flutuação de clique exigia um movimento manual É, era uma operação na força bruta mesmo.
0:31A pessoa via o buraco, virava o volante, reduzia o lance na mão e desviava. Mas aí, quando quem opera abre o painel hoje, esse manche simplesmente evaporou. O que sobrou na frente do gestor foi uma tela limpa, parecida com um GPS. Sabe que é bem por aí.
0:48Basta digitar o endereço e o sistema assume o controle da direção, da aceleração, dos freios. Só que tem um detalhe brutal nisso. Se o número do destino for digitado errado, bum, a máquina vai levar a campanha inteira para o lugar errado.
1:02Só que na velocidade máxima. E sem fazer perguntas. Exatamente. Bom, hoje é quarta-feira, 23 de setembro de 2026. A missão da nossa análise aprofundada de hoje é dissecar o primeiro capítulo do curso Google Ads 2027.
1:18O título é bem direto, entender o que a IA mudou no Google Ads antes de gastar. E olha, é crucial a gente estabelecer o tom logo de cara, sabe? Essa não é uma daquelas conversas genéricas para o mercado. Com certeza não.
1:32É uma análise direta e muito urgente para aquela pessoa que nesta exata semana, agora no final de setembro de 2026, está com o painel aberto na outra aba decidindo verba. Isso. É para quem precisa separar de forma cirúrgica o que a automação já engoliu do que ainda é de fato o trabalho humano ali no dia a dia.
1:53Perfeito. E sem choradeira, né? O objetivo não é ficar reclamando que o jogo mudou, mas entender a física desse tabuleiro atual para fazer quem nos ouve parar de sangrar dinheiro à toa. Porque o grande elefante na sala, que a fonte aponta, é esse a conta de setembro de 2026, é um bicho completamente diferente da de 2024.
2:14Nossa, nem se compara. A palavra-chave exata, que reinou absoluta por anos ali com a unidade central, perdeu o posto. O lance manual quase sumiu do menu. Hoje, quem opera a conta decide muito menos sobre o clique isolado e muito mais sobre o que a máquina recebe de insumo, né?
2:33Sim, o material faz um diagnóstico muito preciso sobre isso. Ele descreve dois jeitos bem específicos de perder dinheiro hoje. O primeiro jeito é pela pura teimosia. Teimosia de operar como em 2024. Exato. A pessoa gasta horas fazendo microajustes, baixando o lance e o sistema simplesmente desfaz tudo na madrugada seguinte.
2:54Ok, vamos desempacotar isso. Porque o segundo jeito de perder dinheiro que a fonte traz é justamente o extremo oposto disso, que é entregar as chaves para a automação sem dar dados e sem impor limites. O que é perigosíssimo. Muito!
3:10É o cenário onde a conta paga por cliques que não viram venda e quem opera só descobre o estrago quando a fatura chega. E isso nos leva àquela mudança de paradigma, de sair da compra de espaço para a compra de resultado.
3:23Isso mesmo. E o conceito central da fonte para isso é o Smart Bidding. O material define o Smart Bidding exatamente como leilão automático que ajusta o lance por sinal de conversão. Só que ele não faz mágica, né? Não, de jeito nenhum.
3:37Para funcionar, a fonte lista que ele exige conversão medida, valor declarado e dados de primeira parte. Se não tiver isso, o sistema otimiza para o que ele consegue enxergar. E, geralmente, o que ele enxerga é o clique barato.
3:53Mas aí eu te pergunto, e a fonte levanta esse questionamento, por que o custo do erro mudou de lugar? Ah, essa tese da fonte é brilhante. Pensa assim, antes, um lance errado custava para a conta um dia de cliques caros, certo?
4:08Era algo reversível ali, rápido. Entrava e corrigia. Isso. Hoje, uma conversão medida errada ensina o sistema a buscar o cliente errado por semanas a fio. É uma eficiência máxima, só que no erro. Nossa, ele aprende a errar.
4:23Então, se a máquina assumiu o leilão, o que o humano faz? O trabalho sumiu. De jeito nenhum. O material detalha três trabalhos que sobram para o gestor. O primeiro é medir o que vale, ou seja, conversão e valor corretos. Tá, e o segundo?
4:38O segundo é dizer o que não pode. O gestor tem que impor os limites de marca, de URL, de tema e de público. E o terceiro é fechar a conta do negócio, que é saber exatamente quanto pagar por lead e qual retorno aceitar. O resto é vigilância e experimento.
4:57Para ficar bem claro, a gente devia fazer um raio-x lado a lado de 2024 contra 2026, como o material propõe. Ótima ideia. Vamos item a item. Beleza. Unidade. Em 2024, palavra-chave exata. Em 2026, intenção, sinal e exclusão.
5:15Lance. Em 2024, era ajustado à mão. Em 2026, é uma meta de CPA ou ROAS que vem lá do negócio. Anúncio. Era escrito peça a peça em 2024. Agora, em 2026, são ativos entregues e revisados. Público. Antes era uma lista travada.
5:34Hoje, os dados do CRM entram como sinal, não como cerca. Isso é bem importante frisar. Sim, sinal e não cerca. E, para fechar essa lista, a conversão. Em 2024, era configurada e esquecida. Em 2026, é a conversão com valor e revista a cada oferta.
5:54Só que toda essa mudança não foi do nada, né? O material estrutura isso organizando os seis movimentos exatos que trouxeram a gente até aqui, entre maio de 2025 e fevereiro de 2027. Vamos passar por essa linha do tempo, então. Qual é o primeiro?
6:09O primeiro é o AI Max para pesquisa. Aquele conjunto sem palavra-chave que reescreve títulos e expande o URL. Ele entrou em beta em maio de 2025 e teve disponibilidade geral em 15 de abril de 2026.
6:24O segundo movimento é a migração, que aliás está rodando agora. O fim da criação de ACA e da correspondência ampla de campanha foi em 3 de agosto de 2026. E a migração roda nesse exato mês, entre 1 e 30 de setembro de 2026.
6:44E tem um novo prazo estendido dos DSA também, né? Sim. Os anúncios dinâmicos de pesquisa foram estendidos para o período de 1 a 28 de fevereiro de 2027. E aí entramos no terceiro movimento, que é o fim do display independente.
7:00Foi anunciado em 26 de maio de 2026. Com a migração abrindo em junho? Isso. A conclusão é em 2027 e a rede vai seguir toda para dentro do Demand Gen.
7:11Tá. Quarto movimento, Data Manager, o hub integrado ao Analytics e ao DV360, que virou no dia 10 de setembro de 2026. E o quinto é a etiqueta de IA. Em julho de 2026, começaram os rótulos em criativos gerados ou alterados por inteligência artificial.
7:30E, por último, o sexto movimento, o fim de quatro modelos de atribuição, também em julho de 2026. Fim do primeiro clique, linear, decaimento e posição. As ações restantes migram para o modelo orientado por dados agora, em setembro.
7:47Sabe um ponto que o texto foca bastante em relação ao AI Max? Aquele famoso número dos 14%? Ah, eu sou bem cético com isso. Dizem que o AI Max traz em média 14% a mais de conversões ou valor com CPA ou ROAS semelhantes Mas de onde vem isso? Cadê o estudo?
8:06Olha, a fonte coloca exatamente a etiqueta que esse número merece Ela alerta que isso é um dado interno do Google de maio de 2025 E não tem nenhum estudo independente ao lado Entendi, é o dado do vendedor da plataforma Confiar nisso cegamente para aprovar verba é bem arriscado Com certeza, mas se a gente conectar isso à figura maior, a gente não pode inflar o número como promessa, mas também não dá para descartar a ferramenta por birra.
8:33A arquitetura da plataforma inteira está empurrando para essa direção. É um filtro de realidade e, por falar em realidade, a gente não pode colocar dinheiro no que ainda é fumaça. O plano de 2027 exige saber o que ainda é teste.
8:47Tem três itens bem frágeis nessa lista da fonte. Primeiro, os anúncios no AI Mode são apenas testes nos Estados Unidos e só em inglês. Certo. Segundo, o Brasil está explicitamente fora da lista de anúncios dentro do AI Overview.
9:03E terceiro, o Ask Advisor está em beta apenas para contas em inglês. Ou seja, quem decide verba hoje não pode basear o plano em ferramentas sem data de lançamento sólida. De jeito nenhum.
9:15o que nos leva para aquela armadilha terrível, a ilusão de achar que automação significa menos trabalho. Achar que a máquina trabalhando significa o gestor descansando na praia. Isso é um perigo. A fonte usa a migração desse mês de setembro como exemplo.
9:31Os grupos de recursos automáticos estão indo para o AI Max sem pedir licença. Exato. E qual é a consequência? Se a pessoa que opera não revisou as exclusões de URL e os controles de marca, Bom, ela vai descobrir do pior jeito possível o anúncio reescrito na página errada.
9:48O trabalho não sumiu, ele só mudou de etapa. Saiu da operação manual diária para governança prévia. É, e o curso traz um estudo de caso muito bom para ilustrar tudo isso, a Aurora Casa. Mas olha, pausa aqui.
10:00Tem que ficar claro, em voz alta, que a Aurora Casa é um cenário composto do curso, tá? Os números foram escolhidos para ilustrar os conceitos. Eles não foram medidos numa conta real.
10:11Sim, aviso dado. Os dados clínicos que a fonte usa para Aurora Casa é uma loja de móveis e decoração de Curitiba, que tem um showroom no Batel. Eles têm um e-commerce com ticket de R$ 380, margem de 34% e 2.100 pedidos por mês.
10:28E a parte de móveis, planejados? Fica com R$ 28 mil em média, margem de 26%, um ciclo de 45 dias, fechando um contrato a cada nove leads. E a equipe? A Renata cuida da conta e tem quatro vendedores trabalhando no CRM.
10:44A verba deles é de R$ 60 mil por mês, 55% vai para a pesquisa, 30% para a Performance Max e 15% para a Demand Gen. Legal. Mas me tira uma dúvida que o texto levanta. Por que a fonte exige que a Aurora tenha uma conta de testes ao lado da principal?
11:02É uma lógica irrevogável. A fonte explica que o Google muda a plataforma em, abre aspas, ciclos de meses. Toda mudança precisa ser ensaiada com um orçamento limitado e uma conversão separada antes de tocar naqueles 60 mil reais principais.
11:19Ah, faz todo sentido. E traduzindo os seis movimentos para a realidade da Aurora Casa, o material aponta três ações com prazo para eles, né? Isso. A primeira é que a campanha de pesquisa de decoração migra de recursos automáticos para o AI Max agora, em setembro.
11:36Certo. A segunda é que a campanha de display do showroom precisa ir para a Demand Gen. E a terceira ação é que a conta precisa parar de reportar por decaimento temporal e começar a comparar pelo modelo orientado por dados.
11:49O que nos leva para a tarefa principal, a lição de casa de segunda-feira para quem nos ouve agora. Qual é a missão? A exigência do material é abrir a própria conta e verificar a lista de campanhas.
12:01Quem está ouvindo precisa procurar campanhas usando DSA ou ativos criados automaticamente, correspondência ampla no nível da campanha ou campanhas puras de display. E o prazo final para isso, segundo o material, é definitivo.
12:16Se houver ao menos um desses itens rodando na conta, o capítulo seguinte já começa com esse trabalho obrigatoriamente marcado para antes de fevereiro de 2027. Para não ser atropelado pela mudança, sabe, para encerrar essa nossa conversa, Me vem um pensamento que vai até um pouco além da fonte.
12:33Manda. Se em 2024, o melhor gestor era o que tinha os dedos mais rápidos no teclado, o gestor de 2027 precisa ser aquele que faz as melhores perguntas de negócio antes mesmo de abrir o navegador. Nossa, total.
12:48A máquina otimiza perfeitamente para o alvo que recebe, sabe? A sua função agora é garantir que esse alvo não está desenhado na beira de um abismo. É, sobre pensamento crítico no fim das contas, a governança antes do clique.
13:02Exatamente. Fica essa reflexão para quem está com o painel aberto decidindo o orçamento dessa semana.
Ao terminar, você reconhece os seis movimentos que o Google fez entre 2024 e 2026, sabe qual deles mexe na sua conta antes do fim do ano e fala o vocabulário que os outros 24 capítulos usam. Os números vêm de um caso que acompanha o curso até o projeto final.
Na mídia tradicional o anunciante comprava espaço. Uma palavra-chave, um lance, um anúncio escrito à mão, um público marcado na lista. O gestor operava cada peça e o resultado dependia de quantas peças ele conseguia acompanhar por dia.
Já na aquisição orientada por IA o anunciante compra resultado e entrega insumo. Smart Bidding: o leilão automático que ajusta o lance por sinal de conversão. Ele precisa de conversão medida, valor declarado e dados de primeira parte. Sem isso, otimiza para o que enxerga, e o que enxerga costuma ser o clique barato.

Se a figura ultrapassar a área visível, deslize para os lados. Pelo teclado, foque a figura e use as setas.
Isso importa para o negócio porque o custo do erro mudou de lugar. Antes, um lance errado custava um dia de cliques caros. Hoje, uma conversão medida errada ensina o sistema a buscar o cliente errado por semanas, com toda a eficiência.
Sobram para o gestor de 2026 três trabalhos que a máquina não faz. Medir o que vale, com a conversão certa e o valor certo. Dizer o que não pode, em marca, URL, tema e público. Fechar a conta do negócio: quanto pagar por lead e qual retorno aceitar. O resto é vigilância e experimento.
Se a figura ultrapassar a área visível, deslize para os lados. Pelo teclado, foque a figura e use as setas.
Mídia tradicional e aquisição orientada por IA, lado a lado
Operar como em 2024
Antes
- Palavra-chave exata como unidade de controle
- Lance ajustado à mão por grupo de anúncios
- Anúncio escrito peça a peça, sem variação
- Público escolhido em lista e travado
- Conversão configurada uma vez e esquecida
Operar em 2026
Depois
- Intenção, sinal e exclusão como unidade de controle
- Meta de CPA ou ROAS calculada na conta do negócio
- Ativos entregues ao sistema, revisados antes de publicar
- Dados próprios do CRM como sinal, não como cerca
- Conversão com valor, revista a cada mudança de oferta
Seis movimentos explicam a diferença entre a conta de 2024 e a de 2026. O primeiro é o AI Max para Pesquisa, o conjunto que casa termos sem palavra-chave, reescreve títulos a partir da página e expande a URL final. Anunciado em beta em maio de 2025, chegou à disponibilidade geral em 15 de abril de 2026.
Segundo o Google, anunciantes que adotaram o AI Max viram em média 14 por cento a mais de conversões ou valor a CPA e ROAS semelhantes, segundo dados internos da empresa em maio de 2025. É um dado do vendedor, sem estudo independente ao lado, e entra aqui com essa etiqueta.
Migração é o segundo movimento. Em 3 de agosto de 2026 acabou a criação de grupos de recursos criados automaticamente e de correspondência ampla no nível da campanha, e a migração automática desses dois para o AI Max corre entre 1 e 30 de setembro de 2026. Os anúncios dinâmicos de Pesquisa, os DSA, ganharam prazo: a migração automática ficou para 1 a 28 de fevereiro de 2027.
Em terceiro vem o fim do Display como tipo de campanha independente, anunciado em 26 de maio de 2026. A ferramenta de migração para Demand Gen abriu em junho, a conclusão está prevista para 2027 e a rede de 2 milhões de sites continua como canal, agora dentro do Demand Gen.
O que mudou entre maio de 2025 e fevereiro de 2027
- 6 de maio de 2025Concluído
AI Max para Pesquisa em beta
Correspondência sem palavra-chave, texto gerado da página e expansão de URL final num só conjunto.
- 15 de abril de 2026Concluído
AI Max em disponibilidade geral
Onze meses de beta aberto; no mesmo dia o Google publicou o cronograma de migração dos DSA.
- 26 de maio de 2026Concluído
Display migra para Demand Gen
Ferramenta de migração desde junho; conclusão prevista para 2027; campanhas migradas ganham o sufixo #2.
- julho de 2026Concluído
Etiqueta de IA e fim de quatro modelos de atribuição
Rótulo em criativos gerados ou alterados por IA (9 de julho); primeiro clique, linear, decaimento e posição deixam de ser selecionáveis.
- 1 a 30 de setembro de 2026Agora
Migração de ACA e correspondência ampla de campanha
Criação encerrada em 3 de agosto; as ações de atribuição restantes migram para o modelo orientado por dados no mesmo mês.
- 10 de setembro de 2026Agora
Data Manager integrado ao Analytics e ao DV360
Hub de dados de primeira parte com mapa visual de conexões e a métrica Data Strength Uplift.
- 1 a 28 de fevereiro de 2027Previsto
Migração automática dos DSA
Prazo estendido de setembro de 2026 após pedido de anunciantes; fim da criação de novos grupos DSA.
O quarto movimento é o Data Manager, o hub que recebe dados de primeira parte do CRM, da planilha e do e-commerce e os devolve ao lance. Em 10 de setembro de 2026 ele passou a se integrar ao Google Analytics e ao DV360, com um mapa visual das conexões. A trilha 2 gasta um capítulo inteiro nele.
A etiqueta de IA é o quinto. Desde julho de 2026 o Google permite rótulo de texto ou visual em imagem e vídeo gerados ou alterados por IA e pode aplicar o rótulo sozinho em ativos criados com as ferramentas de IA da própria empresa. O rótulo não garante conformidade legal, e a política diz isso com todas as letras.
O sexto é o fim de quatro modelos de atribuição. Desde meados de julho de 2026 primeiro clique, linear, decaimento temporal e baseado em posição deixaram de ser selecionáveis, e em setembro as ações restantes migram para o modelo orientado por dados. Sobram esse modelo e o último clique.
Se a figura ultrapassar a área visível, deslize para os lados. Pelo teclado, foque a figura e use as setas.
Já o que tende a mudar tem status mais frágil, e o curso trata assim. Anúncios dentro do AI Mode estão em teste nos Estados Unidos, em inglês; o Brasil está fora da lista de anúncios dentro do AI Overview. O Ask Advisor, agente que une Ads e Analytics, está em beta para contas em inglês. Nada disso entra no seu plano de 2027 como certeza.
Armadilha comum: ler automação como menos trabalho. A migração de setembro de 2026 leva grupos de recursos automáticos para o AI Max sem perguntar, e o anunciante que não revisou exclusões de URL e controles de marca descobre o anúncio reescrito na página errada. O trabalho não sumiu, mudou de etapa.
As sete trilhas do curso seguem a ordem de construção de uma conta: terreno, base de medição, Pesquisa, multicanal, criativo e público, regras e leitura, operação. Cada capítulo mostra o que um mesmo negócio fez sobre o assunto dele e o número que saiu.
Esse negócio é a Aurora Casa, um cenário composto: os números são coerentes entre capítulos e escolhidos para ilustrar, não medidos numa conta real. Loja de móveis e decoração de Curitiba, showroom no Batel, e-commerce de decoração e uma linha de móveis planejados vendida por orçamento.

Se a figura ultrapassar a área visível, deslize para os lados. Pelo teclado, foque a figura e use as setas.
No e-commerce o ticket médio é de R$ 380, margem de contribuição de 34 por cento e 2.100 pedidos por mês. Os planejados saem a R$ 28.000 em média, com margem de 26 por cento, ciclo de venda de 45 dias e 1 contrato a cada 9 leads. Renata, gestora interna, cuida da conta; quatro vendedores trabalham no CRM.
Aurora Casa: R$ 60.000 por mês, repartidos no começo do curso
| Tipo de campanha | Parcela | Verba mensal | O que sustenta |
|---|---|---|---|
| Pesquisa | 55% | R$ 33.000 | Leads de planejados, marca, decoração com intenção de compra |
| Performance Max | 30% | R$ 18.000 | Catálogo do e-commerce com feed do Merchant Center |
| Demand Gen | 15% | R$ 9.000 | Vídeo do showroom no YouTube e nos Shorts |
A repartição muda ao longo das trilhas conforme a conta de cada capítulo; o total mensal fica em R$ 60.000 até o projeto final.
Fonte: Aurora Casa, cenário composto deste curso
A conta vai precisar de uma conta de testes ao lado: campanha pequena, orçamento limitado e conversão separada, onde cada mudança do curso é ensaiada antes de tocar a verba principal. O Google muda a plataforma em ciclos de meses, e os capítulos trazem a data de cada anúncio para você conferir o status antes de aplicar.
Glossário rápido
Campanha
A unidade que carrega orçamento, objetivo, redes e estratégia de lance. Tudo o que está dentro dela disputa o mesmo dinheiro com a mesma regra.
Grupo de anúncios
Dentro da campanha de Pesquisa, o conjunto que junta palavras-chave e anúncios que respondem à mesma intenção. Um grupo, uma intenção, uma página.
Grupo de recursos
O equivalente no Performance Max: um conjunto de títulos, descrições, imagens, vídeos e sinais de público que o sistema combina em anúncios para todos os canais.
Ativo
Cada peça que o sistema pode montar num anúncio: título, descrição, imagem, vídeo, logotipo, sitelink. O gestor entrega ativos; a máquina monta a peça final.
Consulta
O texto que a pessoa digitou ou falou na busca. É o que existe de verdade; a palavra-chave é a aposta do anunciante sobre a consulta.
Palavra-chave
O termo que o anunciante escolhe para dizer em quais consultas quer aparecer, com um tipo de correspondência que define a folga entre os dois.
Conversão
A ação que o anunciante declarou valer dinheiro: pedido pago, formulário enviado, mensagem no WhatsApp, visita ao showroom. O lance automático aprende com ela.
Valor de conversão
O número em moeda que acompanha a conversão. Sem ele, o sistema trata um pedido de R$ 90 e um de R$ 2.800 como iguais.
CPA (custo por aquisição)
Quanto custou, em anúncio, cada conversão. É a régua das campanhas de lead e o número que o capítulo 3 ensina a calcular antes de a campanha existir.
ROAS (retorno sobre o investimento em anúncios)
Valor de conversão dividido pelo custo. ROAS 4 significa R$ 4 de receita para cada R$ 1 gasto; a margem diz se esses R$ 4 sobram ou faltam.
LTV (valor do cliente ao longo do tempo)
A margem que um cliente deixa em todas as compras que faz, não só na primeira. É o que permite pagar mais caro pelo primeiro pedido.
Incrementalidade
A parte do resultado que só aconteceu por causa do anúncio. A atribuição diz quem tocou a venda; a incrementalidade diz se a venda existiria sem o toque.
Para a Aurora, o inventário dos seis movimentos virou uma lista de três itens com prazo. A campanha de Pesquisa de decoração usava grupos de recursos automáticos e migra para o AI Max em setembro. A campanha de Display do showroom precisa de migração para Demand Gen. A conta ainda reportava por decaimento temporal e passou a comparar por modelo orientado por dados.
Abra a sua conta e anote, na lista de campanhas, quais usam DSA, ativos criados automaticamente, correspondência ampla no nível da campanha ou Display. Se a lista tiver ao menos um item, o capítulo seguinte já começa com trabalho marcado para antes de fevereiro de 2027.
Seu caderno neste capítulo
Abrir o caderno completoSelecione um trecho do capítulo para destacar ou anotar. No teclado, selecione com Shift e as setas e use Alt+Shift+D para destacar ou Alt+Shift+N para anotar.
Salvo neste navegador. Entre na sua conta para levar o caderno a outros aparelhos.
Entre na sua conta para compartilhar o que aprendeu e convidar alguém para estudar com você.
Todos os capítulos de Google Ads 2027
- 01Entender o que a IA mudou no Google Ads antes de gastar
- 02Ler a intenção de busca e o leilão antes de escolher a campanha
- 03Fechar a conta de CAC, LTV e CPA máximo antes da campanha
- 04Estruturar conta, nomenclatura e acessos sem perder o controle
- 05Preparar a página de destino para o clique e para a expansão de URL
- 06Instalar Google Tag, GTM e conversões que o lance consegue usar
- 07Pedir consentimento, configurar o Consent Mode e manter a medição de pé
- 08Levar a venda do CRM de volta ao Google Ads pelo Data Manager
- 09Descobrir a linguagem do cliente e agrupar palavras por intenção
- 10Montar a campanha de Pesquisa com anúncios responsivos e recursos
- 11Ligar o AI Max para Pesquisa com controle de marca, URL e texto
- 12Escolher a estratégia de lance e dar a ela os dados de que precisa
- 13Operar Performance Max com sinais, exclusões e relatórios que explicam
- 14Deixar o feed do Merchant Center pronto para Shopping e AI Max
- 15Gerar demanda no YouTube, Shorts, Discover e Display com Demand Gen
- 16Produzir criativos com Asset Studio e revisar antes de publicar
- 17Usar dados próprios como sinal, sem estrangular a campanha
- 18Adaptar a conta a leads, B2B, loja local, app e setor regulado
- 19Passar pela política do Google, inclusive a etiqueta de conteúdo de IA
- 20Ler relatório, atribuição e incrementalidade sem confundir os três
- 21Montar a rotina diária, semanal e mensal que diagnostica antes de mexer
- 22Desenhar experimentos e decidir escalar, manter, ajustar ou pausar
- 23Delegar ao Ask Advisor, scripts e API com aprovação humana
- 24Fazer onboarding, auditoria e prestação de contas como agência
- 25Lançar a conta inteira e otimizar os primeiros 30 dias