E-E-A-T e qualidade de conteúdo: da confiança abstrata à evidência que a empresa consegue provar
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E-E-A-T significa Experience, Expertise, Authoritativeness e Trust, ou experiência, especialização, autoridade e confiança: as quatro perguntas que o Google usa para orientar avaliadores humanos sobre se uma informação merece confiança. E-E-A-T não é um fator isolado de ranqueamento nem uma pontuação pública. O curso usa as quatro perguntas como linguagem de decisão para a diretoria: quem assina, que prova sustenta cada afirmação, que risco a peça corre e o que se promete ao conselho.
22capítulos conectados por cinco elos
Trilha Diretoria: 2 h 54 min · Trilha Completa: 5 h 35 min
22 capítulos em 5 partes, gratuito
Cinco elos auditáveis do início ao fim
Diretoria sem pré-requisito · Completa intermediário
O que você vai aprender
Ao final, você consegue seguir uma afirmação até a evidência e a pessoa que responde por ela, classificar o risco antes de escolher o controle, conduzir uma revisão executiva em trinta minutos e transformar o diagnóstico num plano de 90 dias com dono, prazo e critério de aceite.
Cinco elos congruentes
Casos por função executiva
Auditoria e plano de 90 dias
Para quem é
Diretoria e conselho: nenhum pré-requisito, comece pela Trilha Diretoria
Quem executa conteúdo, SEO ou compliance: noções básicas de SEO ajudam
Para os laboratórios da Trilha Completa: um site em operação e acesso ao Search Console
Percursos comparáveis
Escolha pela decisão que você precisa tomar
As duas trilhas compartilham a mesma taxonomia e o mesmo registro de progresso. Você pode migrar de trilha sem recomeçar.
12 capítulos · 2h 54min
Trilha Diretoria
CEO, CFO, COO, CHRO, conselho e jurídico
Classificar o risco de uma peça, decidir quem assina e quem confere o que é feito com IA, auditar uma página em 25 fatos e aprovar um plano de 90 dias com critério de aceite. Sem pré-requisito.
Começa:
Por onde começar: o mapa da confiança em uma página
Termina:
O memorando de uma página para o conselho
22 capítulos · 5h 35min
Trilha Completa
CMO, conteúdo, SEO, produto, compliance e quem executa
Percorrer os 22 capítulos em cinco partes: o que o Google avalia, a prova de cada pilar, risco jurídico, produção com IA e citação por IA, medição e governança.
Começa:
Por onde começar: o mapa da confiança em uma página
Termina:
O memorando de uma página para o conselho
Por onde começar: o mapa da confiança em uma página
Antes de pedir "mais qualidade", saiba o que auditar numa página, que pergunta fazer a ela e quem entrega a prova. E-E-A-T, sigla em inglês para experiência, especialização, autoridade e confiança, vira aqui um roteiro de reunião.
Em que fonte acreditar quando o assunto é qualidade
De onde vêm as quatro perguntas do E-E-A-T (o manual dos avaliadores do Google), o que elas não são e como separar documento oficial de folclore de mercado antes de aprovar orçamento.
Parte 1Em que acreditar sobre qualidade
Ao final você consegue dizer o que o Google avalia numa página, em que fonte confiar e o que a equipe deve parar de fazer já.
Capítulo 3 de 22 · 10 min
O que o Google mudou até outubro de 2026 e o que parar de fazer
A linha do tempo de 2024 a outubro de 2026, com o que continua valendo, o que caiu e o que nunca foi verdade, para limpar o checklist da equipe.
Todo time de conteúdo carrega um checklist herdado: marcar perguntas frequentes para ganhar destaque, acompanhar a atualização de conteúdo útil, tratar E-E-A-T (experiência, especialização, autoridade e confiança, as quatro perguntas que o Google usa para orientar seus avaliadores) como nota do algoritmo. Parte desses itens morreu com data marcada, e a equipe continua gastando horas com eles.
A decisão deste capítulo é simples de enunciar: que itens do checklist param de ser executados já na próxima semana. Você sai com a linha do tempo de 2024 a outubro de 2026 e uma tabela que etiqueta cada prática em ainda vale, caiu ou nunca foi verdade.
O mapa velho cobra dois preços. O primeiro aparece em hora de time: um sprint inteiro de marcação para recuperar um destaque visual que não volta, ou o acompanhamento de uma atualização que saiu do calendário do Google. O segundo é reputacional e custa mais. O cliente que descobre sozinho que o sistema citado na sua apresentação foi absorvido em 2024 passa a duvidar do documento inteiro, inclusive das partes corretas.
Três mudanças pesam mais, porque ainda circulam em curso pago e em checklist de agência: o sistema de conteúdo útil deixou de existir como peça separada, o destaque de perguntas frequentes sumiu da Busca e a definição de spam passou a cobrir a tentativa de manipular respostas geradas por IA.
Leia a definição no alto da página: desde 15/05/2026 ela cobre também a tentativa de manipular respostas de IA generativa. É o texto que jurídico e marketing devem ler juntos. Tela: Central da Pesquisa Google, página Políticas de spam para a Pesquisa Google na Web, capturada em 24/10/2026.
Página de políticas de spam da Pesquisa Google na Web, com a definição de spam e a lista de técnicas proibidas.
As mudanças que redefiniram o terreno, de 2024 a maio de 2026
05/03/2024Concluído
O sistema de conteúdo útil deixa de existir como peça separada
O Helpful Content System é absorvido pelo núcleo de ranqueamento na atualização ampla de março de 2024. No mesmo anúncio entram três políticas de spam: abuso de domínio expirado, abuso de reputação do site e abuso de conteúdo em escala.
19/11/2024Concluído
Política de abuso de reputação do site é esclarecida
Supervisão do dono do site não salva conteúdo de terceiro publicado para aproveitar a autoridade do domínio anfitrião e manipular o ranqueamento.
23/01/2025Concluído
As diretrizes dos avaliadores definem o que é IA generativa
A nota mais baixa (Lowest) passa a cobrir conteúdo principal gerado por IA sem esforço, originalidade ou valor agregado. Entra uma seção sobre enchimento de baixo esforço, que só infla a página.
11/09/2025Concluído
Sai a versão das diretrizes que vale até hoje
Inclui exemplos de como avaliar respostas de IA e amplia a categoria de temas sensíveis (YMYL) para governo, civismo e sociedade: eleições, voto e confiança em instituições. Continua sendo a versão vigente em outubro de 2026.
13/04/2026Concluído
Sequestro do botão Voltar vira spam
Back button hijacking é o site que manipula o histórico do navegador para impedir o leitor de voltar à busca. Única política de spam criada no período, anunciada com dois meses de antecedência com enforcement, a aplicação efetiva da regra, desde 15/06/2026, por ação manual ou rebaixamento automático.
07/05/2026Concluído
O destaque de perguntas frequentes sai da página de resultados
O resultado enriquecido (rich result) de FAQ, a caixa expansível com perguntas, some da SERP, a página de resultados, e das ferramentas de teste. A marcação FAQPage continua válida e o Google continua fazendo o parsing, a leitura da marcação. A documentação do recurso saiu do ar em 15/06/2026.
15/05/2026Concluído
Spam passa a incluir manipulação de respostas de IA
A definição de spam no topo da página oficial cita a tentativa de manipular as respostas generativas do Google, e não só o resultado orgânico tradicional.
27/05/2026Concluído
Fontes preferidas chegam às respostas de IA
O recurso Preferred Sources, em que o leitor marca os sites que prefere ver, chega a AI Overviews e AI Mode depois de passar, em etapas, por todos os idiomas em 30/04/2026.
As mudanças de agosto a outubro de 2026
18 a 21/08/2026Concluído
Atualização de spam de agosto
Durou 2 dias e 16 horas, global e em todos os idiomas, sem política nomeada como alvo.
20/08/2026Concluído
Botão de fonte preferida para os sites
O site pode exibir um botão que convida o leitor a marcá-lo como fonte preferida na Busca.
28/08/2026Concluído
Reputação do site passa a depender de onde se pesquisa
Em vigor desde 30/08. Para quem pesquisa fora do Espaço Econômico Europeu, o que inclui o Brasil, a ação manual atinge só a seção afetada e o resto do site fica de fora. Dentro da Europa o efeito da ação manual não se aplica.
31/08/2026Concluído
Controle de IA generativa liberado para todos os sites
O dono do site decide se a página entra em AI Overviews, AI Mode e AI Overviews no Discover, com relatórios no Search Console. O Google diz que a escolha não é usada como sinal de ranqueamento fora desses recursos.
24/09 a 08/10/2026Concluído
Atualização de spam de setembro
13 dias e 16 horas, global e em todos os idiomas. Concluída em 08/10/2026.
01/10/2026Concluído
Guia de IA pede checagem humana antes de publicar
Fatos, título, meta description, dados estruturados e texto alternativo das imagens passam por revisão manual. O guia recomenda considerar informar como a automação foi usada.
05/10/2026Concluído
Página de conteúdo útil nomeia quatro atributos
Esforço, originalidade, talento ou habilidade e precisão. A página incentiva assinatura com informação de autoria precisa e chama de enganoso o perfil de autor inventado.
15/10/2026Agora
Mais links nas respostas de IA
Links mais visíveis e mais acima em AI Overviews e AI Mode, em lançamento. Segundo o Google, o uso de fontes preferidas cresceu mais de 7 vezes desde o início do ano, sem base publicada.
Fontes preferidas merecem mais atenção do que a linha do tempo sugere. É o único sinal de credibilidade em que quem declara a preferência é o próprio leitor, e não o algoritmo nem um terceiro que vende medição. Desde 20/08/2026 o site pode pedir essa marcação com um botão, e o Google diz que o número de pessoas que usam o recurso cresceu mais de 7 vezes em 2026, sem publicar a base do cálculo.
Há um detalhe de arquitetura com consequência direta: só domínios e subdomínios podem ser marcados. Uma seção em /cupons ou /parceiros fica de fora, por mais autoridade que o domínio anfitrião tenha.
No outro sentido, a calmaria também é informação. Pelo painel de status do Google, não houve atualização ampla (core update) depois da de maio de 2026 até 24/10/2026; os últimos registros são as duas atualizações de spam.
Confira a regra de elegibilidade antes de pedir o botão ao time: só domínio e subdomínio podem ser marcados como fonte preferida, e uma seção em /cupons fica de fora. Tela: Central da Pesquisa Google, página Guia sobre fontes preferidas na Pesquisa Google para publishers da web, capturada em 24/10/2026.
Guia sobre fontes preferidas na Pesquisa Google, com ilustração de como o site aparece destacado para quem o escolheu.
Recorte em 24/10/2026, já com o controle de IA generativa aberto a todos os sites em agosto; o detalhe de agosto a outubro está na linha do tempo acima. O desenho separa o que o Google desligou do que ligou, e tudo o que foi ligado depois de 2025 vive na superfície generativa.Ver como texto
Linha do tempo de 2024 a 2026 comparando o que o Google desligou (três marcos) com o que ligou (quatro marcos), sobre um eixo comum que mostra a concentração recente do que foi ligado na superfície generativa
O que ainda vale, o que caiu, o que nunca foi verdade
Prática ensinada até 2023
Situação em outubro de 2026
O que fazer agora
Marcar FAQPage para ganhar o destaque expansível
Caiu em 07/05/2026; documentação removida em 15/06/2026
Manter a marcação se ela descreve a página; parar de contar com o destaque visual
Acompanhar a atualização de conteúdo útil como evento separado
Caiu em 05/03/2024
Acompanhar as atualizações amplas; não existe mais atualização dedicada a conteúdo útil
Tratar E-E-A-T como fator de ranqueamento
Nunca foi verdade
Usar como linguagem de avaliação; ver "Em que fonte acreditar quando o assunto é qualidade"
Assumir que temas sensíveis são só saúde, finanças e direito
Incompleto desde 09/2025
Incluir governo, civismo e sociedade: eleições, voto, confiança em instituições; ver "Temas de alto risco: classificar a página antes de publicar"
Escrever só para o link azul tradicional
Insuficiente desde 2025
Considerar a citação em AI Overviews e AI Mode; ver "Avaliar a presença da empresa nas respostas de IA"
Confiar em detector de IA para julgar qualidade
Nunca foi confiável
Julgar o texto pelo que ele entrega ao leitor; ver "O fluxo editorial com IA em cinco pontos de controle"
Rotular todo texto feito com IA para agradar o Google
Nunca foi exigência do Google
Checar fatos e metadados antes de publicar; informar o uso de automação quando o leitor esperaria saber (01/10/2026)
Cada linha tem a fonte detalhada no capítulo indicado na terceira coluna.
Fonte: Consolidação das fontes deste capítulo: Google Search Central, blog.google e diretrizes dos avaliadores.
Regra de ouro
Segundo a página do Google atualizada em 05/10/2026, a confiança é o aspecto mais importante do E-E-A-T. Isso orienta a revisão de autoria, fontes e transparência, mas não vira pontuação nem garante desempenho depois de uma atualização. Antes de tratar uma prática antiga como regra atual, abra o documento vigente.
Atenção
Cuidado com data de segunda mão. Muito material de 2026 apresenta as boas práticas de marcação de autoria do Google como novidade de junho deste ano. A orientação original é de 01/06/2022 e segue na documentação atual. Antes de repetir uma data em proposta, aula ou post, abra a fonte e leia o carimbo: datar errado é o erro mais barato de cometer e o mais caro de defender.
Revisar o checklist com as orientações de outubro de 2026
Em 01/10/2026, o guia de IA generativa passou a explicitar a conferência factual humana, incluindo metadados. A página de conteúdo útil, atualizada em 05/10/2026, explicita o problema da autoria enganosa. O efeito na operação é revisar quem assina e conferir cada alegação em todas as superfícies da campanha. Os laboratórios em Congruência e Fluxo editorial humano-IA mostram como executar essas verificações. São orientações documentadas, sem anúncio de uma nota de E-E-A-T ou garantia de ranking.
Checkpoint
Confirme antes de seguir: (1) Você sabe dizer a data e a consequência prática das mudanças das duas linhas do tempo? (2) Consegue explicar por que a atualização de conteúdo útil não aparece mais como evento separado no calendário do Google? (3) Sabe o que aconteceu com o destaque de perguntas frequentes em 07/05/2026 e o que continua valendo da marcação FAQPage? (4) Consegue classificar três práticas do seu site em ainda vale, caiu ou nunca foi verdade?
Na segunda-feira: peça ao responsável pelo conteúdo o último checklist que a equipe usou de verdade, e não o que está guardado no drive. Em uma hora, etiquete cada item com uma categoria da tabela acima. Leve à reunião só os itens marcados como caiu ou nunca foi verdade, cada um com a data da mudança ao lado: a conversa sai da opinião e vai para o calendário.
Some as horas que o time gastou no trimestre com os itens que caíram. Esse número é o argumento que libera orçamento para o resto do curso. Está pronto quando o checklist novo circular sem nenhum item vencido.
Para pôr data em cada item do checklist, use o registro de mudanças da documentação: cada entrada traz o dia e o que mudou, sem depender de resumo de terceiros. Tela: Central da Pesquisa Google, página Atualizações mais recentes da documentação da Pesquisa Google, capturada em 24/10/2026.
Experiência: mostrar que alguém da empresa viveu o que o texto conta
Como registrar teste, uso e caso real de um jeito que um texto gerado por IA não consegue imitar, e quanto isso custa à operação.
Especialização: decidir quem pode assinar cada tema
Quando a lei ou o conselho profissional exige credencial, quando a prática comprovada basta e como mostrar profundidade sem inflar currículo.
Autoridade: fazer o mercado e as máquinas reconhecerem a empresa
Autoridade vem de fora: imprensa, perfis coerentes e registros públicos. O que vale o esforço, o que é atalho arriscado e por onde começar.
Confiança: as três frentes e quem responde por cada uma
Segurança do site, transparência sobre quem está por trás e exatidão do conteúdo têm donos diferentes. Cada correção precisa chegar a quem consegue executá-la.
Coerência: os cinco elos que precisam contar a mesma história
Afirmação, autor, página, empresa e reputação externa precisam se confirmar. Aprenda a achar o elo fraco e a entregá-lo à área que consegue corrigir.
Temas de alto risco: classificar a página antes de publicar
YMYL, sigla em inglês para temas que mexem com saúde, dinheiro, segurança ou direitos, pede mais controle. Aqui você classifica cada página e escolhe quem assina, que fonte vale e quando revisar.
O que conselhos profissionais e reguladores exigem de quem publica
Saúde, finanças, seguros e advocacia: o que é obrigatório na peça, o que é vedado e o que mudou em 2026, incluindo a norma do CFM sobre IA na medicina, em vigor desde agosto.
Publicidade que o leitor reconhece: a lei, a portaria de setembro e o CONAR
Conteúdo pago que o leitor não reconhece como anúncio é tratado como publicidade enganosa. Como sinalizar post, review e parceria antes que uma notificação faça isso por você.
Avisar que usou IA: o que a Europa já exige e o que o Brasil exige
Desde 02/08/2026 o AI Act, a lei europeia de inteligência artificial, obriga a rotular certos conteúdos. Quem é alcançado, a exceção para texto revisado por pessoas e o pouco que a lei brasileira pede.
Conteúdo feito com IA: o que o Google pune e o que aceita
O Google julga o propósito e o valor da página, e não a ferramenta. O que a orientação de 01/10/2026 pede, com checagem humana de fatos, e onde começa a produção em massa tratada como spam.
O fluxo editorial com IA em cinco pontos de controle
Cinco etapas com dono nomeado, a conferência de que fontes e números existem como etapa própria, e por que detector de IA fica fora do critério de aprovação.
Avaliar a presença da empresa nas respostas de IA
O que o Google documenta sobre AI Overviews e AI Mode, o que é medição de terceiros e o que é aposta. Onde vale investir e onde a promessa do fornecedor passa do que a prova sustenta.
Marcação de autoria: o que pedir ao time técnico e o que não prometer
Dados estruturados de autor e de empresa: o que o Google documenta, o que é vocabulário válido sem efeito comprovado e o que o único estudo controlado mediu.
Por que o tráfego caiu: quatro causas e como separá-las
Atualização ampla do Google, punição por regra de spam, clique perdido para respostas de IA ou página fora do índice: como cada causa aparece nos dados e qual plano de recuperação vale financiar.
Três indicadores para levar à diretoria
Que números entram no painel da diretoria, o que cada fonte de dado enxerga e não enxerga, e como ler um estudo de mercado antes de citá-lo.
Auditoria de 25 fatos numa página real
O procedimento de sim ou não que substitui a nota: vinte e cinco fatos observáveis, cinco por elo, aplicados a uma página da sua empresa.
A decisão de cada cadeira, do CEO ao jurídico
Que prova cada diretor exige antes de aprovar uma peça, quem confere de forma independente e o que fica registrado para quando alguém perguntar meses depois.
Plano de 90 dias com dono, prazo e critério de aceite
Três ondas de 30 dias: o que fazer em cada quinzena, quem é o dono, como se aceita a entrega e o que se mede no fim.
O memorando de uma página para o conselho
O artefato de saída do curso: um pedido em uma página, com três números que não dependem de algoritmo e três compromissos que o memorando declara não assumir.
Perguntas frequentes
E-E-A-T é fator de ranqueamento?
Não. O SEO Starter Guide oficial do Google lista E-E-A-T na seção de coisas em que você não deve focar, afirmando que não é fator de ranqueamento. E-E-A-T é o vocabulário que o Google usa para orientar avaliadores humanos a julgar a qualidade dos resultados; esse julgamento alimenta o desenvolvimento dos sistemas, sem virar uma variável que o algoritmo lê da sua página. A consequência prática é direta: quem promete subir posição otimizando E-E-A-T está prometendo mover uma alavanca que a própria documentação do Google diz não existir. O que existe é a relação indireta, pelos sinais concretos que o framework descreve, e essa é a conversa franca a ter com o cliente. Tratado em "Em que fonte acreditar quando o assunto é qualidade". Fonte: Google Search Central, SEO Starter Guide.
Existe EEAT Score?
Não como representação de uma nota oficial do Google. Ferramentas podem verificar elementos observáveis, como byline ou data, mas isso não confirma que a credencial é genuína, que o caso aconteceu ou que a fonte sustenta a frase. Quando convertem esses sinais em um número com pesos próprios, entregam um índice do fornecedor, não um score de E-E-A-T do Google. A alternativa deste curso é a auditoria de vinte e cinco fatos nos cinco elos, em "Auditoria de 25 fatos numa página real", em que cada item tem evidência reproduzível.
Preciso marcar knowsAbout e hasCredential nas páginas de autor?
Pode marcar, e é razoável marcar, desde que ninguém prometa efeito a partir disso. As duas propriedades são vocabulário válido do schema.org, e a versão 30.0 do padrão, de 19/03/2026, criou a classe Credential, ampliando hasCredential para certificações profissionais e licenças regulatórias. O que a documentação do Google não faz é mencionar qualquer uma das duas: a página oficial de Organization, atualizada em 15/04/2026, lista name, sameAs, legalName, taxID, leiCode e outras, e não cita knowsAbout nem hasCredential. Implementar descreve a entidade com precisão. Afirmar que o Google as consome para avaliar expertise é alegação sem base documental. Ver "Marcação de autoria: o que pedir ao time técnico e o que não prometer".
Vale a pena implementar schema para ser citado por IA?
Não há evidência controlada de que valha para essa finalidade específica. A Ahrefs acompanhou 1.885 páginas que adicionaram JSON-LD entre agosto de 2025 e março de 2026, comparadas a 4.000 páginas de controle, e publicou o resultado em 11/05/2026: AI Mode +2,4% e ChatGPT +2,2%, ambos sem significância estatística, e AI Overviews -4,6%, uma queda pequena mas estatisticamente significativa. O estudo agrupou todos os tipos de marcação sem isolar autoria, então não refuta schema de autor em particular; ele refuta a ideia de que adicionar schema, por si só, aumenta citação em IA. Implemente pelas razões documentadas, que são elegibilidade a resultados enriquecidos e compreensão de entidade, e mantenha citação em IA fora da lista de entregáveis. Ver "Marcação de autoria: o que pedir ao time técnico e o que não prometer".
O Google penaliza conteúdo gerado por IA?
O critério declarado é propósito e valor, não método de produção. A página oficial de orientação sobre conteúdo generativo, atualizada em 01/10/2026, mantém o foco na qualidade do que foi publicado e passou a pedir checagem humana dos fatos antes de publicar, inclusive do título, da meta description, dos dados estruturados e do texto alternativo das imagens. O que a política de spam alcança é a geração em escala com o propósito primário de manipular ranqueamento, nomeada scaled content abuse na documentação de spam atualizada em 15/05/2026. A distinção importa na operação: usar IA para estruturar, revisar ou traduzir material que passa por controle humano não é o comportamento descrito na política; publicar centenas de páginas geradas sem verificação, sem valor agregado e sem alguém que responda pelo conteúdo é exatamente ele. Ver "Conteúdo feito com IA: o que o Google pune e o que aceita".
O que mudou nas Quality Rater Guidelines mais recentes?
A versão vigente é a de 11/09/2025, disponível no PDF oficial em guidelines.raterhub.com. Duas mudanças têm efeito prático imediato. A primeira é a entrada de exemplos sobre como o avaliador humano deve julgar respostas geradas por IA nos resultados. A segunda é a expansão de YMYL: a antiga categoria YMYL Society passou a se chamar YMYL Government, Civics & Society, cobrindo explicitamente informação sobre eleições, voto e confiança em instituições públicas, o que eleva o padrão exigido para quem publica nesse território. Vale lembrar que o documento orienta avaliadores humanos e não descreve o funcionamento do algoritmo. Em 05/10/2026, a página de conteúdo útil do Google passou a listar os quatro atributos que os avaliadores examinam no conteúdo principal: esforço, originalidade, talento ou habilidade e precisão. Ver "Temas de alto risco: classificar a página antes de publicar".
Existe estudo sério provando que técnicas de GEO aumentam citação em IA?
A revisão mais rigorosa localizada até outubro de 2026 conclui que não. A survey crítica de 45 estudos publicada na arXiv sob o identificador 2607.14035, submetida em 15/07/2026, afirma que nenhuma técnica de GEO revisada mostra efeito causal estável, longitudinal e cross-platform sobre a descoberta orgânica. Isso não significa que nada funcione; significa que a maior parte da evidência que circula é observacional, de curto prazo, sem grupo de controle e frequentemente publicada por quem vende a ferramenta de medição. Um curso sobre confiança que exagerasse as próprias evidências se autodestruiria, e essa é a razão de o dado estar aqui. Ver "Em que fonte acreditar quando o assunto é qualidade".
Os rich results de FAQ acabaram. Devo remover a marcação FAQPage do site?
Não precisa remover. Os resultados enriquecidos de FAQ deixaram de aparecer na Busca em 07/05/2026, o suporte no Search Console e no teste de resultados enriquecidos saiu em seguida, e o Google anunciou também a retirada do suporte na API. O tipo FAQPage continua válido no schema.org e o Google confirma que segue fazendo parsing da marcação para entender a página. O que mudou foi a exibição, não o vocabulário. O erro a evitar é o oposto do que o mercado costuma fazer: planejar sprint de marcação de FAQ esperando recuperar um resultado visual que não volta. Ver "O que o Google mudou até outubro de 2026 e o que parar de fazer".
O que a regulação brasileira exige de quem publica conteúdo de saúde ou de finanças?
Em saúde, a Resolução CFM 2.336/2023, vigente desde 2024, exige que peças de publicidade médica, inclusive em redes sociais, tragam nome, registro no CRM e identificação de médico; especialidade registrada exige RQE. Em sites e redes sociais, a identificação deve estar na página principal do perfil ou equivalente. Depoimentos devem ser sóbrios, sem alegação de superioridade nem promessa de resultado. Em finanças, a Resolução Conjunta CMN/BCB 17, de 28/11/2025, padroniza como instituições autorizadas se apresentam ao público em todos os canais, incluindo os digitais, e exige que cada uma declare quais serviços está autorizada a oferecer. A CVM colocou a regulação de finfluencers na Agenda Regulatória 2026, anunciada em 10/12/2025. Essas exigências valem independentemente de qualquer sistema de busca, e é isso que as torna a primeira frente do plano de 90 dias. Desde o fim de agosto de 2026 vale também a Resolução CFM nº 2.454/2026, sobre IA na medicina: o paciente tem direito de ser informado quando a IA apoia seu cuidado, e o uso de IA com finalidade publicitária segue as normas de publicidade médica. Ver "O que conselhos profissionais e reguladores exigem de quem publica".
O EU AI Act já exige avisar que um texto foi feito com IA?
Para quem publica na União Europeia, sim, desde 02/08/2026, nos casos do artigo 50: deepfakes e texto publicado para informar o público sobre assunto de interesse público. O texto que passou por revisão humana ou controle editorial, com alguém assumindo a responsabilidade editorial, fica dispensado; conferência só de ortografia não conta. Conteúdo gerado antes de 02/08/2026 não precisa de rótulo retroativo, segundo a Comissão Europeia. O prazo até 02/12/2026 vale só para fornecedores de sistemas já no mercado antes de agosto, e só para a marcação legível por máquina do artigo 50(2). Empresa brasileira que publica em português para leitor no Brasil não está automaticamente sob a norma; quem tem público ou cliente na União Europeia está. Ver "Avisar que usou IA: o que a Europa já exige e o que o Brasil exige".
Próximo passo · plataforma NAIA
Terminou o curso? Execute GEO em escala com a NAIA.
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