NotebookLM para criar conteúdo · Capítulo 17 de 28 · 14 min
Compartilhar o notebook e cada peça sem expor o que não deve
Você escolhe, peça por peça, entre baixar, mandar o link do artefato ou abrir o notebook, sabendo o que cada escolha entrega a quem recebe.
Este capítulo faz parte do curso gratuito NotebookLM para criar conteúdo.
Compartilhar um notebook entrega a peça que você quer mostrar e também tudo o que está em volta dela. Quem recebe acesso ao notebook pode ler as fontes e as notas compartilhadas com ele e abrir os itens do Studio, inclusive os rascunhos reprovados no gate. Por isso a pergunta deste capítulo vem antes do botão Share: o que essa pessoa precisa ver, e o que ela não deveria ver? A resposta muda o caminho. Às vezes basta baixar o arquivo aprovado; às vezes o link de um artefato resolve; só em alguns casos faz sentido abrir o notebook inteiro.
No fim deste capítulo você terá um notebook de teste compartilhado com o nível de acesso certo, uma peça aprovada distribuída pelo caminho escolhido e uma linha nova no manifesto registrando quem recebeu o quê, em que data e por qual via. Esta aula abre a trilha 5, a de multiplicar e distribuir, e tudo nela parte de uma peça que já passou pelo gate de curadoria.
Verificação rápida
Retomada da trilha 4. Um Audio Overview passou no scorecard de fidelidade e na revisão adversarial. Falta só confirmar o consentimento de uso da voz de um entrevistado cuja gravação entrou como fonte. Uma colega pede o link para divulgar hoje. Qual é o estado correto da peça no manifesto?
Antes de começar
0/4O compartilhamento tem dois eixos. O primeiro é quem pode entrar: pessoas nomeadas por e-mail (compartilhamento privado) ou qualquer pessoa com o link (“Anyone with a link”). O segundo é o que essa pessoa pode fazer: o papel de leitor (Viewer) dá acesso somente de leitura às fontes e notas; o de editor (Editor) permite ver, adicionar e remover fontes e notas e compartilhar o notebook com outras pessoas. Uma conta Gmail pessoal compartilha um notebook com até 50 pessoas e não aceita Google Groups.
Chamamos de notebook público o notebook configurado como “Anyone with a link”. O visitante precisa estar conectado a uma conta Google para abrir, e o notebook aparece na página inicial dele. Em conta pessoal, qualquer pessoa pode tornar um notebook público. No Workspace, inclusive em instituições de ensino, a resposta depende do administrador: desde 10/09/2026 ele controla o compartilhamento externo no Admin console, com quatro opções, desligado (o padrão), domínios confiáveis, ligado, e ligado com notebook público. As páginas de cada recurso na Central de Ajuda ainda dizem que o compartilhamento público está desligado nas contas Workspace Enterprise e Education, então confira o que o administrador da sua organização liberou.
O que cada forma de compartilhar entrega a quem recebe
| Forma | Quem consegue abrir | O que a pessoa vê | O que pode dar errado |
|---|---|---|---|
| Arquivo baixado do Studio | Quem receber o arquivo | Só a peça, sem fontes, notas ou outros itens | Circula sem data nem créditos se você não acrescentar a divulgação ao lado |
| Link do artefato (áudio, vídeo, slides, infográfico, relatório) | Quem já tem acesso ao notebook completo; em notebook público, qualquer pessoa com conta Google e o link | A peça, e a partir dela o caminho para o notebook | Apagar a peça quebra o link; o notebook precisa continuar compartilhado com o destinatário, ou público, para o link funcionar |
| Link do chat (“Copy link to chat view”) | Quem tem acesso ao notebook | A conversa em primeiro plano, com fontes e Studio fora da tela | A própria Central de Ajuda avisa que o acesso às fontes continua existindo por baixo |
| Notebook como leitor | Pessoas nomeadas por e-mail, até 50 em Gmail pessoal | Todas as fontes, notas compartilhadas e itens do Studio | Rascunhos reprovados e fontes com direitos restritos ficam visíveis |
| Notebook como editor | Pessoas nomeadas por e-mail | Tudo, com poder de adicionar, remover e compartilhar adiante | Uma fonte apagada ou um compartilhamento novo feito por outra pessoa |
| Notebook público | Qualquer pessoa com conta Google e o link (conta pessoal; no Workspace, só se o administrador liberar) | O notebook inteiro; mudanças futuras aparecem sem gerar link novo | Expor fontes protegidas por direito autoral e publicar edições que ainda não passaram pelo gate |
Cada nível de acesso inclui o de baixo
As camadas mostram o que fica exposto a cada nível. Quem está numa camada alcança também tudo o que existe nas camadas abaixo dela.
- Editor
Adiciona e remove fontes e notas e compartilha com terceiros. Se outras pessoas podem copiar o notebook, quem decide é o dono.
- Leitor ou visitante do notebook público
Lê todas as fontes, as notas compartilhadas e consome todos os itens do Studio.
- Link do chat ou de um artefato
Mesma camada do leitor: a tela mostra uma peça ou a conversa, mas o acesso ao notebook completo existe por baixo.
- Arquivo baixado
Só a peça. Nenhum acesso ao notebook.
Duas funções completam o quadro. A cópia de notebook, lançada em 17/08/2026, cria uma cópia privada com as fontes e os itens do Studio, mas sem o histórico do chat e sem as notas, e a cópia não sincroniza com o original. Quem controla é o dono, pela caixa “Allow copies” no painel de compartilhamento. Mesmo com a caixa desmarcada, a Central de Ajuda lembra que quem tem acesso ainda consegue copiar o conteúdo que vê. A outra função é a aba Analytics, com dados dos últimos sete dias: usuários por dia e consultas por dia, contando o próprio dono. Ela só aparece com o notebook compartilhado com pelo menos quatro outras pessoas e com conversa no chat nos últimos sete dias, e atualiza mais ou menos a cada 24 horas. As páginas da ajuda divergem sobre quem enxerga a aba: uma diz que está disponível para todos, outra diz que é para donos de notebooks públicos com assinatura paga. Confira na sua conta.
Compartilhar uma peça aprovada pelo caminho de menor exposição
Passo 1: Escolha a peça e confira o estado no manifesto
Abra o manifesto e localize a linha da peça. Só siga se o estado for aprovado, com responsável e nota preenchidos. Anote o nome do arquivo e a data da geração.
Deu certo quando: A peça tem estado aprovado e você sabe quem aprovou.
Erro comum: Compartilhar a versão mais recente do Studio em vez da versão aprovada. Se você gerou de novo depois do gate, a peça nova volta para aguardando.
Passo 2: Decida o que a pessoa precisa ver
Escreva numa frase quem recebe e para quê: ouvir o episódio, revisar o roteiro, conversar com as fontes. Ouvir ou assistir pede só o arquivo; revisar pede leitura das fontes; coeditar pede o papel de editor.
Deu certo quando: Uma frase do tipo “a equipe de vendas precisa ouvir o episódio aprovado, sem acesso às fontes”.
Erro comum: Abrir o notebook “para facilitar”. A pessoa passa a ver as fontes, as notas e todos os itens do Studio, inclusive os reprovados.
Passo 3: Baixe a peça pelo menu do Studio
No player do áudio ou do vídeo, use Download. Nos slides, abra o menu de três pontos e escolha PDF ou PowerPoint. No infográfico, Download gera um PNG; nos flashcards, um CSV. Relatórios saem por Export to Docs e Data Tables por Export to Sheets.
Deu certo quando: O arquivo está na sua pasta, com nome que traz data e tema.
Erro comum: Notebook com ebook do Play Books como fonte pode bloquear o download, conforme a restrição da editora. Nesse caso, reveja se a peça pode circular.
Passo 4: Se precisar de link, compartilhe o notebook com o papel certo
Clique em Share no canto superior direito. Para pessoas nomeadas, adicione o e-mail e escolha Viewer ou Editor. Desmarque “Allow copies” se não quiser que façam cópia do notebook. Só depois copie o link do artefato no player da peça.
Deu certo quando: A pessoa recebe o link e abre a peça; você vê o nome dela no painel de compartilhamento.
Erro comum: Esperar que o link do artefato funcione com o notebook restrito. A ajuda exige notebook compartilhado com o destinatário, ou público, com acesso ao notebook completo.
Passo 5: Teste o que a pessoa enxerga
Peça à pessoa de confiança que abra o link e diga o que aparece: só a peça, o chat, as fontes. Se você mandou o link do chat, peça que ela procure as fontes pelos menus.
Deu certo quando: A descrição da pessoa bate com o que você decidiu no passo dois.
Erro comum: Testar com a sua própria conta. Como dono, você sempre vê tudo e não percebe o que vazou.
Passo 6: Registre a distribuição no manifesto
Acrescente à linha da peça: via (arquivo, link do artefato, notebook), destinatário ou grupo, papel concedido, data e a pessoa que autorizou. Se a peça foi publicada, mude o estado para publicado.
Deu certo quando: Qualquer pessoa da equipe consegue responder, pelo manifesto, quem recebeu a peça e por qual caminho.
Erro comum: Deixar o registro para depois. Sem ele, ninguém lembra de revogar o acesso quando a peça for substituída.
No fim você tem: Uma peça aprovada distribuída pelo caminho de menor exposição, testada do lado de quem recebe e registrada no manifesto.
Confira o resultado: a peça aprovada chegou ao destinatário pelo caminho escolhido, a pessoa de teste descreveu exatamente o que conseguiu ver, e o manifesto tem a linha da distribuição com via, destinatário, papel, data e quem autorizou.
O motivo do envio escolhe o caminho
Comece pela necessidade de quem recebe. Cada condição leva ao caminho que entrega o mínimo suficiente.
- só precisa ouvir, assistir ou ler a peçaBaixe e envie o arquivo
Junte a divulgação de uso de IA e a data. Fontes e rascunhos ficam no notebook.
Local, cota zero - precisa conferir a peça contra as fontesCompartilhe como leitor
Antes, apague do Studio os itens reprovados e retire fontes que não podem circular.
Decisão humana - vai coeditar fontes e promptsCompartilhe como editor
Combine quem gera e quem aprova. O editor também compartilha adiante.
Decisão humana - o notebook é material de estudo aberto, com fontes de livre circulaçãoTorne o notebook público
Em conta pessoal, ou no Workspace se o administrador liberar. Toda edição futura aparece no link sem aviso.
Decisão humana
Abrir o notebook publica as fontes, além da peça. Se uma fonte tem direitos de terceiros, a ajuda do produto lembra que você não deve compartilhar conteúdo protegido sem autorização, e o notebook público continua mostrando qualquer edição futura sem gerar link novo.
Exemplo real: como a esteira GEO-Pesquisador, da Brasil GEO, distribuiu a mídia do capítulo 1 de cursos do portal. O padrão de publicação foi fixado em 17/08/2026. O notebook de cada capítulo ficou fechado; a regra da esteira é compartilhamento só nominal, e o plano de reversão de incidentes da equipe inclui revogar compartilhamento como um dos primeiros passos. A decisão foi não usar link de artefato para o público, porque o link depende de abrir o notebook, e o notebook guardava o texto-fonte e as tentativas reprovadas.
O caminho escolhido foi baixar e publicar no próprio site. O NotebookLM entregou o áudio com 28,3 MB para 14 minutos e o vídeo com 38,2 MB para nove minutos, em 1280x720. Antes de publicar, a equipe recomprimiu os dois arquivos, e eles caíram para 10,7 MB e 11,4 MB. A página do curso recebeu um player próprio, a transcrição no HTML servido e a divulgação de uso de IA no próprio bloco, com data e origem. Cada passo entrou no manifesto, e a publicação só aconteceu depois da escuta humana.
O motivo de cada decisão: o arquivo baixado leva só a peça aprovada, o site controla a página onde ela aparece e o leitor encontra a divulgação ao lado do player. Variação: num grupo de estudo fechado com fontes de domínio público, o notebook compartilhado como leitor faria sentido, porque ali o valor está justamente em conversar com as fontes. As superfícies públicas da esteira são o guia em /notebooklm.html e o feed do podcast.
Quem automatiza também encontra o compartilhamento na biblioteca não oficial notebooklm-py, que tem um grupo de comandos share (add, public, remove, status, update e view-level). Use o caminho pela interface primeiro, porque ali você vê o painel e o aviso de cada opção. Se for automatizar, confira a sintaxe com o comando de ajuda da versão que você fixou e trate qualquer ação pública como passo que só uma pessoa autoriza. A instalação e a autenticação da biblioteca ficam para o capítulo 26.
# CLI não oficial notebooklm-py: listar a sintaxe do grupo share na versão instalada
notebooklm share --helpAvalie a resposta abrindo cada citação: o trecho apontado precisa dizer, de fato, o que a tabela afirma. O chat usa as fontes selecionadas, o histórico da conversa e as notas que você selecionar. Ele não verifica o estado de aprovação dos itens do Studio nem um manifesto que você não tenha posto no contexto; essa conferência continua sua. Desconfie de uma tabela sem nenhuma linha “decisão humana” num notebook com muitas fontes, porque dado pessoal e restrição de direito raramente aparecem escritos de forma explícita.
Verificação rápida
Uma professora quer que a turma ouça um Audio Overview aprovado, mas o notebook tem como fonte um capítulo de livro digitalizado que ela não pode distribuir. Qual é o melhor caminho?
Verificação rápida
Uma equipe numa conta Workspace Education quer criar um notebook público para divulgar um material. O que define se ela consegue?
Perguntas frequentes deste capítulo
O link de um Audio Overview funciona para quem não tem acesso ao notebook?
O link de visualização do chat protege as minhas fontes?
Posso compartilhar um notebook que usa ebook do Play Books?
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