MCP para quem decide · Capítulo 10 de 21 · 22 min
Inventariar o que já roda nas máquinas do time
Um levantamento de dez dias úteis revela quais servidores rodam nas máquinas do time, com que privilégio e sob a responsabilidade de quem.
Este capítulo faz parte do curso gratuito MCP para quem decide.
Servidores de agente provavelmente já rodam nas máquinas do seu time sem contrato, sem compras e sem revisão de segurança. A instalação é um arquivo de texto dentro de uma pasta de projeto, e o processo resultante herda os privilégios de quem abriu o assistente. Cada um deles pode ler um banco de produção com a senha de um analista, e nenhum aparece na lista de fornecedores.
O inventário não exige projeto novo: as ferramentas de segurança e de gestão de dispositivo que a empresa já paga passaram a enxergar esses agentes, e a decisão que fecha este capítulo é liberar, restringir a um catálogo aprovado ou suspender com prazo.
O problema chega à sua mesa por um caminho torto
Ninguém apresenta pedido de aprovação para ligar uma ferramenta de inteligência artificial a um sistema interno. Um desenvolvedor lê um tutorial, copia oito linhas para um arquivo do repositório em que já trabalha, e no minuto seguinte o assistente dele lê o banco de homologação. Duas semanas depois metade da equipe fez o mesmo, porque funcionou.
Quando o assunto finalmente sobe, ele sobe errado: como pedido de orçamento para uma plataforma de governança de agentes, ou como incidente. Em nenhum dos dois casos alguém apresenta a lista do que já está ligado. A pergunta deste capítulo vem antes de qualquer compra e custa menos que qualquer plataforma: quantos servidores rodam hoje, quem autorizou cada um, com que privilégio e alcançando o quê.
Esse tipo de instalação escapou dos controles por um motivo estrutural. Software corporativo entra pela porta de compras, com contrato, fornecedor e nota fiscal. Um servidor local entra pela porta do sistema operacional, como qualquer processo que o usuário tem direito de iniciar. Nenhum controle de aquisição foi desenhado para barrar um arquivo de configuração.
A cópia da chave que ninguém registrou
Toda empresa controla quem recebe crachá e quem entra no andar do financeiro. Poucas controlam quem tirou cópia da própria chave para dar a um estagiário. A cópia abre as mesmas portas e não aparece no relatório de acessos, porque o relatório registra crachás. Um servidor rodando na máquina de quem trabalha é a cópia: opera com a chave da pessoa, alcança o que ela alcança e não gera linha nova em nenhum sistema de identidade.
O inventário que falta é o de processos rodando com credencial de gente que a empresa já autorizou, mais do que o de fornecedores contratados.
Cada assistente guarda a configuração num lugar diferente
Em setembro de 2026 a estação de trabalho típica de um time de tecnologia tem quatro famílias de assistente que falam o protocolo. Claude Code e Claude Desktop, da Anthropic. ChatGPT com modo desenvolvedor, da OpenAI, que dá acesso de leitura e de escrita a servidores remotos. Antigravity CLI, que substituiu o Gemini CLI para usuários individuais do Google desde 18/06/2026. E Grok Build, a ferramenta de terminal da xAI.
Essas quatro famílias somam-se aos editores com assistente embutido, como o Visual Studio Code e o Cursor. Cada cliente carrega o próprio arquivo, no próprio lugar e no próprio formato. O arquivo do Claude Desktop configura aquele cliente e mais nenhum; o do Claude Code, outro; o do Antigravity, um terceiro. Padronizar máquinas a partir de um único arquivo cobre uma fatia pequena do que está instalado.
Por isso o levantamento é feito cliente por cliente, e a imposição de política é escrita por comando executado e por endereço de servidor. Esses dois critérios atravessam a diferença de formato entre os clientes. O ChatGPT é a exceção que confunde a varredura: o servidor fica cadastrado na conta da pessoa, nas configurações do site, e não deixa arquivo na máquina.
Onde a configuração mora, por cliente, em setembro de 2026
| Cliente | Onde a configuração mora | Quem aprova na prática hoje | Controle central que já existe |
|---|---|---|---|
| Claude Code (terminal da Anthropic) | .mcp.json na raiz do projeto, compartilhado com o time, e ~/.claude.json para servidores pessoais | Quem abre o projeto ou quem roda o comando de adicionar | Arquivo gerenciado managed-mcp.json, com listas de servidores permitidos e bloqueados definidas pela empresa |
| Claude Desktop | claude_desktop_config.json, em ~/Library/Application Support/Claude/ no macOS e em %APPDATA%\Claude\ no Windows | A própria pessoa, na máquina dela | Pacotes de instalação em um clique (.mcpb) cuja origem precisa ser rastreada |
| ChatGPT com modo desenvolvedor | Na conta da pessoa, em Configurações, depois Segurança e login; o servidor remoto é cadastrado como aplicativo | A própria pessoa, nos planos Plus, Pro, Business, Enterprise e Edu | Ações de escrita pedem confirmação por padrão; nenhum arquivo local aparece na varredura |
| Antigravity CLI (Google) | ~/.gemini/config/mcp_config.json, compartilhado entre a linha de comando e o editor, segundo a DEV Community (24/05/2026) | Quem instala a ferramenta | Plugins e hooks herdados do Gemini CLI; política central a confirmar com o Google |
| Grok Build (xAI) | Configuração própria da ferramenta, que carrega servidores, plugins e hooks sem ajuste adicional | Quem instala a ferramenta | Caminho do arquivo não publicado na página oficial; pedir ao fornecedor antes da varredura |
| Editores Visual Studio Code e Cursor | .vscode/mcp.json e .cursor/mcp.json, dentro de cada repositório clonado | Quem abre o repositório na própria máquina | No editor da Microsoft, suporte nativo desde a versão 1.102, com isolamento de arquivo e rede em macOS e Linux |
A coluna do meio é a que interessa ao comitê. Em nenhuma das seis linhas a aprovação passa por alguém da casa antes da instalação.
Se a figura ultrapassar a área visível, deslize para os lados. Pelo teclado, foque a figura e use as setas.
Desconfie de proposta que cobra para habilitar o que o cliente já traz. Duas extensões de editor recomendadas em versões antigas deste curso, de suporte de linguagem e de depuração para o protocolo, não fecham em fonte primária e saíram. O editor da Microsoft tem suporte nativo desde a versão 1.102, com isolamento e fluxo de autorização embutidos. Se o fornecedor cobra por isso, o item está inflado.
Execução local roda com o privilégio de quem chamou
O modo mais comum de rodar um servidor na máquina é pela entrada e saída padrão (o canal pelo qual o sistema conversa com programas de terminal, como um interfone interno). O cliente executa um comando, o comando vira processo, e o processo herda o ambiente de quem o iniciou: tokens de nuvem, chaves de sistemas, arquivos e rede interna.
Rodar localmente parece mais seguro, e a intuição erra sobre onde mora o risco. A própria especificação lista a execução arbitrária de comando com os privilégios do cliente como risco da modalidade local. Ela prescreve dois controles: consentimento explícito, com o comando exibido na íntegra antes da execução, e isolamento, com arquivos e rede restritos. A localidade não entra na lista porque não controla coisa alguma.
O caso datado que prova o ponto está em "Tirar lição dos incidentes que já aconteceram": um assistente de desenvolvimento carregava sozinho a configuração de servidor encontrada no repositório aberto, sem pedir confirmação. Abrir um repositório clonado bastava. A correção entregue introduziu exatamente o primeiro controle, o consentimento antes do carregamento.
Duas leituras do risco de execução local
Tratar a localidade como o controle
Leitura que falha
- Aceitar "roda só na máquina dele" como resposta em revisão de segurança
- Não exigir a exibição do comando completo antes da primeira execução
- Deixar credencial de nuvem de longa duração no ambiente de quem desenvolve
- Supor que a rede interna está protegida porque o processo não veio da internet
- Aprovar por nome amigável do servidor, que é apenas um rótulo escolhido pelo usuário
Tratar o privilégio herdado como o controle
Leitura que sustenta decisão
- Exigir consentimento explícito com o comando visível na íntegra, sem truncamento
- Exigir isolamento declarado, com sistema de arquivos e rede restritos ao necessário
- Trocar credencial de longa duração por credencial de curta duração na estação de trabalho
- Escrever a política por comando executado e por endereço de servidor, nunca por nome
- Rotacionar credencial das máquinas em que rodou servidor fora do catálogo aprovado
O navegador é a superfície mais subestimada da casa
Quando o agente ganha teclado dentro do navegador da pessoa, ele entra numa sessão já autenticada. O sistema do outro lado vê o cookie de sempre e registra a ação no nome de sempre. O protocolo usado para isso chama-se Chrome DevTools Protocol (o painel de controle remoto do navegador, como o controle da televisão).
O risco tem dois nomes, e nenhum deles é criptografia de transporte. O primeiro é injeção pelo conteúdo da página: o texto que o agente lê vem de uma página que a empresa não controla e pode carregar instrução. O segundo é a execução com a credencial da pessoa, que apaga a distinção entre o que ela fez e o que o software fez. Certificado e rede privada protegem o caminho, e o problema mora no conteúdo e na identidade.
Dessa leitura sai uma decisão estreita e rápida. Existe uma lista curta de operações que nenhum agente executa em sessão autenticada sem confirmação humana no ato: aprovar pagamento, alterar cadastro de fornecedor, emitir nota, conceder acesso e enviar mensagem em nome da empresa. Escrever essa lista custa uma reunião de quarenta minutos.
Se a figura ultrapassar a área visível, deslize para os lados. Pelo teclado, foque a figura e use as setas.
O sistema operacional entrou na conversa, e isso barateia o inventário
A Microsoft documenta um registro de agentes no Windows que descobre conectores locais e remotos do protocolo, com contenção em ambiente separado por padrão, controle pela ferramenta de gestão de dispositivos e registro das interações. Na atualização de 04/06/2026, a página ainda marcava o recurso como prerelease, sujeito a mudança.
O item de custo está em outro lugar. O registro corporativo de agentes da Microsoft ficou disponível em 01/05/2026 e enxerga agentes locais não gerenciados, descobertos pelas ferramentas de segurança e de dispositivo que a empresa já opera, incluindo servidores locais e remotos deste protocolo. Para quem já paga essas ferramentas, o inventário vira um relatório a pedir, sem verba nem fornecedor novo.
A revisão 2026-07-28 da especificação, vigente desde 28/07/2026, ajuda a fechar a planilha. Todo servidor atualizado responde a uma pergunta padrão, chamada server/discover (o cartão de visita que o servidor entrega a quem pergunta), com versão, capacidades e identidade. Servidor que não responde está numa revisão anterior, e isso já é um dado de risco para a linha dele.
O que mudou embaixo da máquina de quem trabalha
- 14/07/2025Concluído
Suporte nativo no editor da Microsoft
Deixa de exigir extensão. A instalação de servidor passa a ser um arquivo dentro do repositório.
- 01/05/2026Concluído
Registro corporativo de agentes disponível
Passa a enxergar agente local não gerenciado pelas ferramentas de segurança e de dispositivo já pagas.
- 18/06/2026Concluído
Antigravity CLI substitui o Gemini CLI
Usuários individuais do Google migram de ferramenta de terminal, e o arquivo de configuração muda de lugar.
- 26/06/2026Concluído
Divulgação da falha de carregamento sem consentimento
Configuração de servidor dentro de repositório clonado era carregada sem pedido de confirmação.
- 28/07/2026Concluído
Revisão 2026-07-28 da especificação
Protocolo sem estado e pergunta padrão server/discover, que identifica versão e capacidades de cada servidor.
- 26/09/2026Agora
A sua casa, hoje
Quatro famílias de assistente falam o protocolo na mesma máquina. O relatório de inventário ainda não foi pedido.
Glossário rápido
Entrada e saída padrão
O canal pelo qual o sistema operacional conversa com um programa de linha de comando. O servidor iniciado por ele herda o ambiente inteiro de quem o chamou, incluindo credenciais.
Isolamento
Restrição declarada do que um processo pode ler, escrever e alcançar na rede. É o controle que limita o estrago quando o consentimento é dado por engano.
Sessão autenticada
O estado do navegador depois do login. Uma ação disparada dentro dela sai registrada como sendo da pessoa, sem distinção entre o digitado e o automatizado.
Arquivo gerenciado
Configuração distribuída pela empresa que prevalece sobre a da pessoa. No Claude Code, define quais servidores são permitidos e quais são bloqueados.
Ferramenta oficial de inspeção
Utilitário gratuito do projeto do protocolo que conecta a um servidor e lista o que ele expõe. É o instrumento de homologação, no lugar de observar o comportamento de um assistente.
Homologar tem ferramenta própria, e ela é gratuita
Observar um assistente conversando com o servidor produz evidência fraca, porque mostra comportamento e esconde o contrato. A ferramenta oficial de inspeção do projeto conecta ao servidor e lista as ferramentas declaradas, os formatos de entrada e saída, os recursos e os modelos de pedido. Ela roda por linha de comando, tem interface web e modo automatizável.
Cobrar isso do time é simples. Antes de aprovar um servidor de terceiro, peça a listagem de ferramentas produzida por essa inspeção, com data, e guarde o arquivo. Na renovação, peça de novo e compare. O ataque em que a descrição de uma ferramenta muda depois da aprovação, tratado em "Reconhecer os ataques próprios deste protocolo", morre contra essa comparação, que custa quinze minutos de um analista.
Inventário de servidores em dez dias úteis
Roteiro para o diretor de tecnologia delegar ao time de segurança, com um dono único e entrega na reunião seguinte ao décimo dia útil.
Passo 1: Dia 1: nomear o dono do inventário e pedir o relatório da frota
Uma pessoa, não uma área, responde pela planilha. No mesmo dia ela pede ao time de segurança o relatório de agentes não gerenciados das ferramentas de dispositivo já contratadas.
Deu certo quando: O dono está nomeado por escrito e o pedido de relatório tem número de chamado.
Erro comum: Atribuir o inventário a um comitê, que ninguém cobra no dia 10.
Passo 2: Dias 2 a 4: varrer os arquivos de configuração, ferramenta por ferramenta
Claude Code (.mcp.json e ~/.claude.json), Claude Desktop, Antigravity (~/.gemini/config/mcp_config.json), Grok Build, Visual Studio Code e Cursor em cada repositório. Para o ChatGPT, cada pessoa exporta a lista de aplicativos cadastrados no modo desenvolvedor.
Deu certo quando: Cada linha traz o comando completo ou o endereço do servidor remoto, sem truncar.
Erro comum: Varrer só a pasta do usuário e esquecer os arquivos dentro dos repositórios clonados.
Passo 3: Dia 5: pôr um dono em cada linha
Quem instalou responde pelo servidor. Linha sem dono reconhecido em 48 horas vai para a lista de órfãos.
Deu certo quando: Nenhuma linha fica com o campo de dono vazio ou preenchido com o nome de uma área.
Erro comum: Aceitar "o time de dados" como dono.
Passo 4: Dias 6 e 7: classificar pelo grau de poder
Leitura ou escrita, teste ou produção, local ou remoto, e quais sistemas o processo alcança de fato. Servidores com escrita em produção ganham marcação própria.
Deu certo quando: A planilha permite filtrar em um clique os servidores com escrita em produção.
Erro comum: Copiar o que o fornecedor diz que o servidor faz em vez de medir o privilégio efetivo.
Passo 5: Dia 8: remover órfãos e trocar credenciais
Servidor sem dono ou em máquina de quem saiu é desligado. As credenciais das máquinas que rodaram servidor fora de qualquer aprovação são rotacionadas no mesmo dia.
Deu certo quando: Zero servidores órfãos ligados e registro da rotação com data.
Erro comum: Desligar antes de registrar o que rodava, o que apaga a evidência.
Passo 6: Dias 9 e 10: publicar o catálogo provisório e a política
Lista aprovada com versão fixada e dono, política escrita por comando e por endereço (no Claude Code, pelo arquivo gerenciado) e prazo de dez dias úteis para declarar o que faltou.
Deu certo quando: O catálogo está publicado e a política já bloqueia um servidor de teste fora da lista.
Erro comum: Escrever a política pelo nome amigável do servidor, que qualquer pessoa troca.
No fim você tem: Uma planilha com uma linha por máquina e servidor, dono nomeado, privilégio efetivo e situação no catálogo, pronta para a decisão de liberar, restringir ou suspender.
Material para o time técnico: o que abrir, onde olhar e o que trazer de volta
Quais arquivos varrer em cada máquina, e o que procurar dentro deles
Claude Code: .mcp.json na raiz de cada projeto e ~/.claude.json no diretório do usuário, que guarda tanto servidores pessoais quanto os de projeto local. Claude Desktop: claude_desktop_config.json em ~/Library/Application Support/Claude/ no macOS e em %APPDATA%\Claude\ no Windows. Antigravity: ~/.gemini/config/mcp_config.json. Editores: .vscode/mcp.json e .cursor/mcp.json por repositório. Dentro de cada um, traga o comando executado na íntegra, o endereço quando for remoto, as variáveis de ambiente e qualquer segredo referenciado.
Como tratar o ChatGPT e o Grok Build, que fogem do padrão de arquivo
No ChatGPT o servidor é remoto e fica cadastrado na conta, depois de ligar o modo desenvolvedor em Configurações, Segurança e login. A varredura de disco não o encontra; peça a cada pessoa a lista de aplicativos criados ali. No Grok Build, a página oficial afirma que servidores, plugins e hooks funcionam sem ajuste, mas não publica o caminho do arquivo: registre a pergunta ao fornecedor e trate a ferramenta como pendente até a resposta.
Como impor a política no Claude Code e no editor da Microsoft
No Claude Code, o arquivo gerenciado managed-mcp.json tem a maior precedência e aceita listas de servidores permitidos e bloqueados. No editor da Microsoft, o suporte nativo traz isolamento de arquivos e rede em macOS e Linux; máquina Windows depende de outro mecanismo de contenção. Servidor iniciado à mão num terminal não passa por nenhuma dessas regras.
Roteiro de uso da ferramenta oficial de inspeção como evidência de homologação
Rodar a inspeção contra o servidor candidato, exportar a listagem completa de ferramentas com nome, descrição e formato de entrada, salvar com data e hash e anexar ao processo. Em servidor atualizado para a revisão 2026-07-28, guardar também a resposta de server/discover. Diferença na descrição de uma ferramenta entre duas versões é evento de segurança.
O que devolver ao comitê, em formato fechado
Uma planilha com uma linha por par de máquina e servidor: usuário, equipe, cliente, comando ou endereço, privilégio efetivo, sistemas alcançáveis, data de instalação estimada, dono e situação no catálogo. Sem a coluna de privilégio efetivo a planilha vira lista de nomes, e lista de nomes não sustenta decisão de risco.
// .mcp.json na raiz do projeto: configuração compartilhada do Claude Code.
// O que o inventário extrai daqui: "command" + "args" na íntegra,
// "url" quando remoto, e todo segredo referenciado em "env".
{
"mcpServers": {
"erp-leitura": {
"command": "npx",
"args": ["-y", "@fornecedor/servidor-erp@1.4.2"],
"env": { "ERP_TOKEN": "${ERP_TOKEN}" }
},
"crm-remoto": {
"type": "http",
"url": "https://mcp.fornecedor.com.br/crm"
}
}
}# Homologação: listar o que o servidor de fato expõe, antes de aprovar.
# Ferramenta oficial e gratuita do projeto (modelcontextprotocol.io/docs/tools/inspector).
npx @modelcontextprotocol/inspector \
--cli npx -y @fornecedor/servidor-erp@1.4.2 \
--method tools/list > homologacao-erp-2026-09-26.json
# Guardar o arquivo com data e hash. Na renovação, repetir e comparar:
sha256sum homologacao-erp-2026-09-26.jsonO relatório de inventário voltou na terça-feira, tirado do registro corporativo de agentes que já estava pago no contrato de segurança. São 34 servidores distintos em 61 máquinas, espalhados por Claude Code, Antigravity e dois editores. Nove constam de alguma aprovação escrita. Três alcançam o banco de produção do ERP com leitura e escrita, instalados por dois analistas comerciais que queriam consultar estoque sem esperar a fila de relatórios. A CFO pede posição para a diretoria de sexta.
Qual é a decisão a levar para a reunião de sexta?
Verificação rápida
O time de segurança propõe uma política que lista, por nome, os servidores aprovados. Qual é o defeito dessa política?
Levantamento por equipe e por máquina: o que pedir e o que trazer de volta
Descoberta, na semana 1
0/5Privilégio, na semana 2
0/4Decisão, na semana 3
0/4Evidência, contínua
0/3O que levar para a próxima reunião
Peça hoje o relatório de agentes não gerenciados ao time de segurança e nomeie o dono do inventário antes de sair da sala. No décimo dia útil, confira três números na planilha: total de servidores, quantos têm escrita em produção e quantos ficaram sem dono. Se o terceiro número for maior que zero, o prazo de declaração ainda não terminou.
O achado que costuma mudar a pauta é outro: o acesso do agente não segue o ciclo de vida de ninguém. Ele é concedido máquina a máquina e continua ativo depois que a pessoa sai. Leve esse achado para "Amarrar o acesso do agente ao crachá da pessoa" e marque a revisão do desligamento para a semana seguinte ao inventário.
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Conexões deste capítulo
Veja o que estudar antes e para onde seguir depois, explore os conceitos e compare abordagens em outros cursos. Sugestões marcadas como “sugerido pelo grafo” vêm dos assuntos em comum, não do índice do curso.
Estude antes
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- CursoAgentes de código para executivossugerido pelo grafo5 capítulos de “MCP para quem decide” usam conceitos apresentados em “Agentes de código para executivos”.
Depois, siga para
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- CursoClaude Code CLI: Programação com IAsugerido pelo grafo7 capítulos de “Claude Code CLI: Programação com IA” usam conceitos apresentados em “MCP para quem decide”.
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Conceitos deste capítulo
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Capítulos vizinhos em MCP para quem decide
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- 09Separar o que o padrão faz do que vendem
- 10Inventariar o que já roda nas máquinas do time
- 11Amarrar o acesso do agente ao crachá da pessoa
- 12Controlar a tela de terceiro dentro da conversa