85 termos. Busque pelo nome, pelo assunto ou por uma palavra da definição.
- A2A (Agent2Agent, protocolo de agente para agente)
- Padrão aberto que permite a um agente descobrir outro agente, saber o que ele faz e passar tarefas adiante, mesmo quando os dois foram construídos por fornecedores diferentes. Chegou à versão 1.0 estável em 09/04/2026, sob a Linux Foundation, com mais de 150 organizações participantes. O MCP liga o agente às ferramentas; o A2A liga o agente a outros agentes.
- Agente
- Programa que recebe um objetivo, decide sozinho a sequência de passos, usa ferramentas e sistemas para executá-los e devolve um resultado. A autonomia sobre os passos intermediários é o que o separa de um assistente que apenas responde perguntas.
- Agentic Operating Model (modelo operacional agêntico)
- O desenho de como uma empresa delega, orquestra, verifica e governa trabalho executado por agentes. Este curso o organiza em cinco camadas: Intenção (Intent), Especificação (Spec), Orquestração de agentes (Agent Orchestration), Verificação (Verification) e Governança (Governance). A divisão em cinco camadas é cunhagem deste curso, sem norma de mercado por trás, e nenhum auditor externo vai reconhecer os nomes.
- Agile (metodologia ágil)
- O modo de organizar o trabalho de software que predominou dos anos 2000 até a chegada dos agentes: entrega em ciclos curtos de duas semanas, estimativa de esforço em pontos, reunião diária de acompanhamento e revisão ao fim de cada ciclo. Tudo que ele mede é esforço humano aplicado, e é essa a pergunta que perde sentido quando parte da execução passa a ser feita por máquina.
- Alucinação (hallucination)
- Resposta inventada, entregue com a mesma segurança de uma resposta correta. Vem do modo como o modelo funciona, calculando a continuação mais provável do texto em vez de consultar uma verdade, e por isso o erro não tem cara de erro: a checagem precisa vir de fora. Num agente com permissão de agir, a alucinação deixa de ser texto errado e vira ação errada.
- API (application programming interface, interface de programação de aplicações)
- A porta programável de um sistema, pela qual outro sistema pede um dado ou dispara uma ação sem passar por tela nenhuma. É por essa porta que os agentes tocam os sistemas da empresa.
- Arbitragem por agentes (agentic arbitrage)
- Deslocamento de valor que acontece quando um agente entrega o resultado que você comprava de um software por assinatura, sem abrir nenhuma das telas pelas quais você paga. Cada renovação de contrato passa a comparar uma fatura conhecida com um custo de construção e manutenção que quase nenhuma empresa mediu.
- Arnês de execução (harness)
- Tudo que a empresa constrói em volta do modelo para que ele produza resultado confiável: regras de trabalho, ferramentas conectadas, verificadores automáticos, limites de gasto e de permissão. É a parte que continua sua quando o modelo do mês seguinte substituir o de hoje, o que costuma torná-la mais valiosa que a escolha do modelo.
- Autonomia excessiva (excessive agency)
- Risco catalogado pelo OWASP em que o agente recebe mais ferramenta, mais permissão ou mais liberdade do que a tarefa exige. Basta uma alucinação ou uma instrução maliciosa para que esse excesso vire ação real e irreversível.
- Benchmark (placar de comparação)
- Conjunto padronizado de tarefas com resposta conhecida, aplicado a vários modelos para ordená-los numa lista pública. Funciona como prova de vestibular: mede desempenho naquelas questões, e não capacidade geral. Dois cuidados de leitura antes de citar um placar em reunião: nota alta numa prova já conhecida convive com desempenho baixo numa prova nova e mais difícil, e praticamente nenhum placar pontua custo.
- Camada determinística
- O conjunto de verificações que devolve sempre o mesmo resultado para a mesma entrada: compilar, checar tipos, rodar a bateria de testes, aplicar regra de formato. Custa quase nada por execução e responde sim ou não, sem opinião. Toda pergunta que puder ser respondida aqui e for mandada para um modelo custa mais e devolve menos certeza.
- CD (continuous delivery, entrega contínua)
- A prática de manter o software sempre em estado publicável, com a publicação disparada por decisão de negócio em vez de por mutirão de fim de mês. Complementa o CI: o CI prova que a mudança não quebrou o que existia, o CD a leva ao ar.
- CI (continuous integration, integração contínua)
- A esteira automática que, a cada mudança proposta, compila o sistema, roda os testes e reprova o que quebrou. Quando alguém diz que o CI está verde, significa que essa esteira não encontrou problema entre os que ela sabe procurar.
- Commit
- Um registro de alteração salvo no histórico do sistema, com autor, data e a lista do que mudou. É a menor unidade que o histórico guarda, e vários commits formam um PR. Serve à governança por um motivo direto: é o que permite dizer, meses depois, quem mudou o quê e em que momento.
- Confiança demonstrada
- O segundo eixo da autonomia, ao lado do raio de dano: quanto uma classe de tarefa já provou, em execuções repetidas e registradas, que merece mais liberdade. Amplia-se por tipo de tarefa, o que evita conceder autonomia por impressão geral sobre a ferramenta.
- Contrato de entrega (Spec Acceptance Pack)
- Os onze itens que uma especificação precisa ter antes de ser delegada a um agente, agrupados por três perguntas: qual problema resolver, sob que restrições e com que liberdade e orçamento. Cada item deixado em branco vira decisão silenciosa do agente. O mais esquecido é o de fora de escopo, que é também o único que exige decisão de negócio em vez de descrição técnica.
- Control plane de agentes (sala de controle)
- A plataforma que enfileira trabalho para agentes, aplica política antes de deixar executar, isola credenciais e ambiente, registra tudo que foi feito e submete o resultado a um portão de aprovação. Em 2026 essa camada saiu do plano conceitual e passou a ter preço de tabela, contrato de suporte e concorrência entre fornecedores.
- Controles anti-fraude da verificação (anti-gaming)
- Os três controles que impedem o agente de fabricar a própria aprovação: arquivos de teste em modo somente leitura para quem implementa, verificador rodando em sessão separada da de quem gerou o código, e achados identificados pelo conteúdo (a regra violada, o nome da função ou do campo afetado e a forma do problema) em vez de por arquivo e linha. Sem eles, um índice alto de completude de evidência mede apenas a habilidade do agente em preencher campos.
- Critério de aceite
- A frase que descreve o que precisa ser verdade para a entrega ser aceita, escrita de um jeito que um teste, um comando ou um documento consiga declarar cumprida. Quando a checagem depende de alguém achar que ficou bom, ainda é desejo. Escrevê-lo antes da execução é o que impede o agente de decidir sozinho, depois, o que contava como sucesso.
- Custo por mudança verificada (Cost per Verified Change)
- Quanto custou cada alteração que chegou à produção com prova anexada, somando tokens de modelo, infraestrutura de execução e horas humanas de revisão. Ocupa no orçamento o lugar que o custo por story point ocupava.
- Custo por tarefa concluída
- O que se paga para levar uma tarefa até o fim, incluindo as tentativas que falharam no caminho. Preço por token não prevê esse número: um modelo barato que erra três vezes sai mais caro que um modelo caro que acerta na primeira. Os placares públicos de agentes pontuam acerto e não custo, então toda comparação nesse eixo é reconstrução feita por terceiros, com premissas que vale ler antes de citar.
- DAST (dynamic application security testing, teste dinâmico de segurança)
- Varredura que ataca a aplicação em execução, do lado de fora, procurando falha explorável no comportamento real. Complementa o SAST, que lê o código parado e nunca vê o sistema funcionando.
- Definição de pronto (Definition of Done)
- A lista que um time considera suficiente para chamar uma tarefa de concluída. Nasceu num mundo em que quem escrevia o código era uma pessoa, com julgamento conhecido e reputação em jogo. Quando o autor passa a ser um agente, a lista continua útil e deixa de bastar, e é essa lacuna que a definição de verificado deste curso preenche.
- Definition of Verified 2.0 (definição de verificado)
- Cunhagem deste curso, sem correspondência em norma de mercado. Promove a definição de pronto a exigência de prova, pela fórmula: pronto, mais evidência automatizada, mais validação adversarial, mais revisão humana proporcional ao raio de dano. Na prática vira um checklist de quinze itens e um dossiê anexado à entrega.
- Depreciação de produto (deprecation)
- O aviso formal de que um produto, um recurso ou uma versão vai deixar de existir, com prazo declarado para quem depende dele migrar. Passado o prazo, aquilo para de funcionar. Nada tem a ver com a depreciação contábil, apesar do nome idêntico: aqui ninguém está lançando perda de valor no balanço, e sim recebendo do fornecedor uma data em que a sua dependência silenciosa vira prazo de projeto.
- Diff
- A diferença entre o antes e o depois de uma alteração, mostrada linha a linha, com o que saiu de um lado e o que entrou do outro. Revisar por diff é ler só o que mudou, sem reler o sistema inteiro. O volume dele explica por que a revisão humana vira gargalo assim que o agente começa a produzir em escala.
- Disjuntor (circuit breaker)
- Mecanismo que interrompe a operação sozinho quando um limite é ultrapassado, do mesmo modo que o disjuntor do quadro de luz desarma antes de a fiação queimar. Em operação com agentes, ele corta a repetição de uma chamada que vem falhando, ou a queima de orçamento sem progresso, antes que alguém perceba pelo relatório do dia seguinte.
- Disponibilidade geral (GA, general availability)
- O estágio em que o fornecedor declara o produto pronto para produção, com preço público, suporte e compromisso de nível de serviço. Antes dele vêm prévia e beta, que não sustentam dependência de produção nem cláusula de contrato.
- Dossiê de evidências (Evidence Manifest)
- Formato proposto neste curso: o resumo anexado à entrega com os comandos executados, os resultados obtidos, o que ficou sem cobertura e o plano de reversão. É o artefato que torna a definição de verificado auditável por alguém que não leu uma linha do código. O nome em inglês fica registrado aqui porque é assim que ele aparece em material de fornecedor.
- Drift (deriva de comportamento)
- Degradação silenciosa do comportamento de um agente ao longo do tempo, depois de uma troca de modelo, de uma mudança de contexto ou da chegada de dados novos. Nenhuma bateria de testes de integração o detecta, porque o código continua idêntico e o que mudou foi o comportamento.
- E2E (end to end, teste de ponta a ponta)
- Teste que percorre o caminho completo do usuário, da tela ao banco de dados, verificando o comportamento como um cliente o veria. É o mais lento e o mais caro de manter, e o único que prova que as partes funcionam juntas.
- Escada de autonomia da Gartner
- Classificação de quatro degraus para agentes corporativos: Observe (apenas lê e exibe), Advise (recomenda, com o humano decidindo), Act with Approval (executa mediante aprovação explícita) e autônomo sob guardrails. Serve como referência externa citável em conselho. Mede o que o agente faz, enquanto a escala L0-L5 deste curso mede o que a credencial dele permite no pior caso.
- Eval (avaliação de agente)
- Teste desenhado para comportamento probabilístico, que a bateria tradicional não cobre: casos canônicos, casos adversariais, verificação de chamada de ferramenta, testes de política, testes de memória e testes de deriva. Responde se o agente continua acertando o que já acertava depois de qualquer mudança de modelo, instrução ou ferramenta.
- Executor e verificador (Doer-Verifier)
- Desenho em que um agente executa a tarefa e outro, em sessão e contexto separados, verifica o resultado. Existe porque modelos reconhecem e preferem a própria saída: a segunda leitura feita por quem escreveu devolve confirmação em lugar de crítica. O rótulo em inglês circula em material técnico e não tem instituição por trás.
- Gate (portão de aprovação)
- A regra que uma entrega precisa cumprir para seguir adiante, e o ponto exato do processo em que essa regra é aplicada. Funciona como a vistoria que libera o veículo: quem não cumpre o critério não passa. O curso mantém o termo em inglês porque é assim que ele aparece na ferramenta e na conversa do time.
- Golden prompt (caso canônico)
- Pedido de referência com a resposta esperada já acordada, reexecutado a cada troca de modelo, de instrução ou de ferramenta. Serve para provar que o agente continua entregando aquilo que ele já entregava.
- Guardrail (trilho de contenção)
- Controle técnico que limita o que o agente consegue fazer, aplicado pela infraestrutura, fora do texto de instrução. Uma frase no prompt é um pedido; um guardrail é um impedimento.
- Guardrails de terminação de loop
- Os três controles que garantem que um agente autônomo para: teto de iterações, detecção de não progresso e teto de orçamento em tokens, dinheiro e tempo. São independentes do nível de permissão, porque um agente com o menor acesso possível ainda consegue rodar indefinidamente e queimar orçamento.
- Handoff de contexto (passagem de bastão)
- Arquivo de progresso versionado do qual uma sessão nova de agente retoma uma tarefa longa. Existe porque o modelo só consegue considerar uma quantidade limitada de texto por vez: quando o trabalho atravessa dias, o histórico da conversa não cabe mais, e a continuidade passa a depender desse registro escrito fora do agente.
- Identidade de agente
- Credencial própria de cada agente, separada da credencial da pessoa que o acionou, que responde quem é o agente, o que ele pode tocar e em nome de quem age. Deixou de ser discussão conceitual em maio de 2026: o Google levou a Agent Identity, construída sobre o padrão aberto SPIFFE, à disponibilidade geral em 06/05/2026, e a Microsoft levou o Entra Agent ID à disponibilidade geral em 01/05/2026, com política de acesso condicional específica para agente autônomo e para agente agindo em nome de um usuário.
- Injeção indireta de instrução (indirect prompt injection)
- Instrução maliciosa escondida em um conteúdo que o agente lê no curso do trabalho, como um e-mail, um documento, um comentário de chamado ou uma página da web, e que ele passa a obedecer como se tivesse vindo de você. O ataque dispensa acesso ao seu sistema: basta plantar o texto onde o agente vai buscar contexto.
- Intervalo de confiança
- A faixa dentro da qual o valor real provavelmente está, dado o tamanho da amostra, declarada ao lado do número. Faixa estreita indica medição firme; faixa larga indica que o número do meio é palpite educado. Quando a faixa atravessa o zero, o estudo não distingue ganho de perda, e citar só o número do meio transforma medição em promessa.
- Isolamento por worktree
- Cada agente trabalha em uma cópia própria do repositório, com diretório e ramo separados, e integra o resultado por PR. Evita a colisão silenciosa em recursos sequenciais, como números de migração de banco, chaves de funcionalidade e nomes de ramo, quando vários agentes atuam ao mesmo tempo no mesmo código.
- Janela de contexto (context window)
- A quantidade máxima de texto que o modelo consegue considerar de uma vez, somando instrução, documento, histórico e resposta. Em 2026 deixou de ser argumento de venda, porque os modelos de topo passaram a operar na mesma ordem de grandeza; quem ainda compara fornecedor por esse número está comparando o que virou piso. A comparação que decide é custo por tarefa concluída.
- KPI (key performance indicator, indicador-chave de desempenho)
- O número que a liderança acompanha para saber se algo vai bem. Antes de eleger qualquer um deles para um painel de agentes, vale a advertência da lei de Goodhart.
- L0-L5 (escada de autonomia deste curso)
- Escala de seis degraus que gradua o poder do agente pelo que a credencial dele permite no pior caso, de L0 (apenas leitura) a L5 (agir sozinho onde o erro é irreversível). É cunhagem deste curso e nenhuma instituição a normatizou. A única taxonomia de níveis de autonomia com respaldo institucional publicado é a do Knight First Amendment Institute (Feng, McDonald e Zhang, 28/07/2025), que vai de L1 a L5 e não tem L0.
- Lei de Goodhart
- Quando uma medida vira meta, ela deixa de ser uma boa medida. Aplicada a um painel de agentes: se a contagem de mudanças verificadas ou o consumo de tokens ganham bônus atrelado, a resposta racional do time passa a ser fatiar entregas e queimar tokens. É por isso que os indicadores deste curso são diagnóstico coletivo e ficam fora da avaliação individual de desempenho.
- LLM (large language model, modelo de linguagem de grande porte)
- O motor estatístico por trás dos agentes. Ele calcula a próxima palavra provável a partir do texto que recebeu, o que explica ao mesmo tempo a fluência da escrita e a segurança com que ele erra.
- Mapa de Provas (Quality Evidence Stack)
- As dez camadas de evidência que uma entrega pode carregar, de testes unitários e verificação de tipos até teste de carga, varredura de segurança e revisão adversarial. Cada camada responde a uma pergunta diferente, e o mapa funciona como diagnóstico: para cada uma, a equipe marca se ela está automatizada, manual ou inexistente.
- MCP (Model Context Protocol, protocolo de contexto de modelo)
- Padrão aberto que liga um agente às ferramentas e às fontes de dado da empresa, cumprindo para agentes o papel que a tomada padronizada cumpre para eletrodomésticos: quem fabrica o aparelho e quem instala a tomada não precisam se conhecer. É mantido na Linux Foundation desde dezembro de 2025. A revisão datada de 28/07/2026 é a maior desde o lançamento e quebra compatibilidade com o que está instalado hoje, com prazo de doze meses até a remoção do que foi descontinuado, de modo que quem tem servidor MCP em operação precisa de um plano de migração com dono e data. Vale a lembrança de cadeia de suprimentos: cada servidor MCP instalado é um fornecedor a mais na sua.
- Model routing (roteamento de modelos)
- A política que define qual modelo, ou qual ferramenta sem modelo nenhum, executa cada tipo de tarefa: raciocínio caro no plano e na revisão adversarial, modelo intermediário na reescrita, modelo eficiente no repetitivo e verificação determinística no que puder ser conferido por comando. Vira documento com dono e data de revisão, saindo da preferência individual de quem programa.
- Montagem (build)
- O passo em que o computador transforma o código escrito no programa que efetivamente roda, e o resultado desse passo. Quando alguém diz que a montagem passou, ou que o build está limpo, quer dizer que o sistema pelo menos se monta inteiro sem erro estrutural. É a mais barata das provas e a que menos diz sobre o comportamento na frente do cliente, e por isso abre a bateria em vez de encerrá-la.
- MTTR (mean time to restore, tempo médio até restaurar o serviço)
- Quanto tempo, em média, o serviço leva para voltar ao normal depois de uma falha. É a medida que traduz um incidente em minutos de cliente sem atendimento.
- Orquestração de agentes
- A camada que decide qual agente executa cada etapa, em que ordem, com qual permissão e a que custo, e junta os pedaços no fim. Quem orquestra não executa: distribui, acompanha e cobra. É a terceira das cinco camadas do modelo operacional deste curso, e a primeira que costuma ficar sem dono nomeado.
- OWASP Top 10 for Agentic Applications 2026
- A lista de referência de risco de segurança para aplicações com agentes, publicada pelo OWASP Gen AI Security Project em 09/12/2025. Organiza o risco pela arquitetura do agente, com categorias como abuso de identidade e privilégio e execução inesperada de código. Em julho de 2026 é o framework publicado mais diretamente aplicável a agentes, já que não existe perfil do NIST finalizado para eles.
- p95 (percentil 95)
- O tempo de resposta que 95% das requisições respeitam. Serve para escrever desempenho de forma verificável, no lugar da palavra rápido. A mesma lógica vale para P50, P75 e P85 em previsão de prazo: P85 é a data que 85% dos cenários simulados respeitam.
- PR (pull request, pedido de incorporação)
- O pacote em que uma alteração de software é proposta, discutida e aprovada antes de entrar no produto. É a menor unidade que a maioria das empresas consegue contar, o que a torna o denominador natural para custo e para prova.
- Produção (ambiente de produção)
- O sistema no ar, atendendo cliente real com dinheiro real. É o oposto do ambiente de teste, onde o erro custa uma correção e mais nada. Sempre que este curso escreve em produção, leia na frente do cliente.
- Prompt
- O texto de instrução entregue ao agente: o que ele deve fazer, o que não pode fazer e em que formato responder. Prompt de sistema é a camada fixa dessas instruções, que vale para todas as tarefas daquele agente. Mudar o prompt muda o comportamento sem que uma linha de código seja tocada, o que é útil e perigoso pelo mesmo motivo: regra escrita ali vale como pedido, e um pedido pode ser contornado por instrução que chegue depois. O impedimento de verdade mora no guardrail.
- Prompt caching (cache de contexto)
- Guardar o começo estável do pedido enviado ao modelo (instruções, convenções, especificação) para não pagar preço cheio por ele em toda chamada. A releitura custa cerca de um décimo do preço de entrada, e gravar custa um pequeno prêmio. O que interessa a quem aprova orçamento é a pegadinha: abaixo de um tamanho mínimo o desconto simplesmente não é criado, sem erro e sem aviso, e a equipe segue acreditando que paga um décimo enquanto paga a conta inteira. Antes de contar com essa economia na projeção, peça a fatura.
- Proporção de anestesia
- Cunhagem deste curso, sem lastro em terminologia de mercado: a fatia dos testes de uma bateria que continuaria verde mesmo com o comportamento errado na frente do cliente. O nome vem do efeito, porque o painel verde desliga a desconfiança que teria pegado o defeito. Como toda cunhagem deste material, não espere que um auditor externo reconheça o termo.
- QA (quality assurance, garantia de qualidade)
- A função que confere se o que foi construído corresponde ao que foi pedido. No desenho clássico ela é a última etapa da fila, o que a torna a primeira a ser atropelada quando o prazo aperta e a que menos escala quando a geração de código acelera.
- Raio de dano (blast radius)
- Até onde vai o estrago se aquela ação der errado: quantos clientes atinge, quanto dinheiro move, qual dado toca, se é reversível e em quanto tempo. É a régua que este curso usa para graduar quanta prova exigir de cada entrega e quanto poder conceder a cada agente. No mercado o termo circula em inglês, como blast radius.
- Regressão
- Quando algo que funcionava para de funcionar por causa de uma alteração feita em outro canto do sistema. É o defeito mais caro da era dos agentes, porque a entrega parece correta: o que foi pedido funciona, e o estrago aparece num caminho que ninguém reexecutou.
- Reward hacking (fraude do critério de sucesso)
- Quando o agente cumpre a letra do critério sem cumprir o propósito dele, por exemplo passando no teste sem resolver o problema. A forma grave, em que um agente com acesso ao próprio processo de avaliação o altera para se aprovar, chama-se reward tampering. É a razão de existir dos controles anti-fraude da verificação.
- ROI (return on investment, retorno sobre o investimento)
- Quanto a iniciativa devolveu em relação ao que consumiu. Em projeto com agentes, o número só é auditável quando o denominador inclui o custo de verificar o que foi gerado, que é justamente a parcela que costuma ficar fora da planilha.
- SAST (static application security testing, análise estática de segurança)
- Varredura que lê o código parado, sem executá-lo, procurando padrões conhecidos de vulnerabilidade e segredos deixados no repositório. Roda na esteira automática, com custo marginal próximo de zero por execução.
- SDLC (software development life cycle, ciclo de vida de desenvolvimento de software)
- A sequência clássica pela qual uma ideia vira software: descoberta, especificação, implementação, teste, liberação e operação. É o processo que a chegada dos agentes reorganiza, com destaque para a posição em que a prova entra na fila.
- SLA (service level agreement, acordo de nível de serviço)
- O compromisso contratual de disponibilidade e de tempo de resposta que um fornecedor assume, com consequência definida quando descumpre. É o que separa, na prática, um produto em disponibilidade geral de um produto em prévia.
- Spec (especificação executável)
- Documento curto que define o problema, o que fica de fora, as restrições e a prova de que a entrega atendeu, escrito antes de o agente começar. Cada frase vaga nele transfere uma decisão de negócio para a máquina, que a toma em silêncio e com o julgamento que você já conhece. O mercado chama a prática de spec-driven development, ou SDD.
- Story point, velocity e sprint
- O vocabulário de medição do Agile. Sprint é o ciclo de trabalho, em geral de duas semanas; story point é a estimativa de esforço relativo de uma tarefa; velocity é a soma dos pontos concluídos por ciclo. Os três medem esforço humano aplicado, e é por isso que deixam de servir como indicador de conselho quando parte do trabalho passa a ser executada por agente.
- TDAD (Test-Driven Agentic Development)
- Linha de pesquisa que mede o que acontece quando um agente resolve o problema pedido e quebra comportamento anterior no mesmo movimento, e que propõe tratar regressão como métrica de primeira classe na avaliação de agentes.
- TDD (test-driven development, desenvolvimento guiado por testes)
- Escrever o teste que falha antes de escrever o código que o faz passar, no ciclo vermelho, verde, refatoração. Com agentes, funciona como contrato de delegação: o teste escrito antes define o que conta como sucesso, e o agente perde a chance de decidir isso sozinho depois.
- Tiny teams (times pequenos)
- Times de engenharia de quatro a cinco pessoas, com casos de dois a três, que ganham capacidade combinando gente e agentes em vez de crescer em número. O Gartner projeta 60% das organizações nesse formato até 2029, contra um patamar atual de cerca de 15%, e enquadra o movimento como reestruturação de capacidade.
- Token (unidade de cobrança de modelo)
- O pedaço de texto em que os modelos de linguagem cobram, algo próximo de uma sílaba longa. Tudo que você envia conta como entrada e tudo que o modelo devolve conta como saída, e a saída custa alguns múltiplos da entrada. É o item que faz a fatura de uma operação com agentes subir ou descer, e o número que mais aparece em diretoria sem que ninguém explique. Atenção ao falso cognato dentro deste curso: na aula de segurança, token quer dizer outra coisa, e o verbete seguinte trata dela.
- Token de acesso (credencial de agente)
- A chave que prova quem é o agente e abre as portas que ele pode abrir. Nada a ver com a unidade de cobrança que carrega o mesmo nome: aqui o token é segredo, e o nível real de autonomia de um agente é o alcance dessa chave, não o que está escrito na política.
- Triagem de falha
- O protocolo para quando o dossiê de evidências volta vermelho: causa-raiz antes da correção, com a hipótese vindo do agente e a decisão ficando com o humano; escalonamento por teto de tentativas; e dono definido por classe de falha antes de o incidente acontecer. Metade da vida real de uma operação com agentes é o dossiê vermelho.
- Trust pipeline (esteira de confiança)
- Cunhagem deste curso para o sucessor do CI/CD. Além de compilar e testar, a esteira produz o pacote de provas que sustenta a aprovação da mudança.
- Trust Velocity
- Cunhagem deste curso e métrica-mãe do painel de conselho: quanto resultado verificado o sistema produz por unidade de tempo, custo e risco. Ocupa o lugar da velocity de story points, sem norma nem referência pública de comparação por trás, o que impede benchmarking contra outras empresas.
- Ultracode
- Cunhagem deste curso para a categoria "modo de raciocínio elevado do seu conjunto de ferramentas", qualquer que seja o fornecedor. Nomeia a camada que planeja, decompõe, verifica e audita o trabalho dos demais agentes.
- Validation Debt (passivo de validação)
- Cunhagem deste curso para o estoque de mudanças já geradas e ainda não verificadas, que cresce sempre que a capacidade de gerar corre à frente da capacidade de conferir. Aparece no painel como passivo, do mesmo modo que uma dívida aparece no balanço.
- Validation Engineering (engenharia de validação)
- A disciplina que responde "como saber se ficou melhor?" com dono nomeado, instrumentos definidos e rito de execução. Converte o imposto de verificação, hoje pago de forma desorganizada por quem estiver disponível, em capacidade instalada com orçamento próprio.
- vCPU-hora
- Uma hora de um núcleo virtual de processador na nuvem. É a unidade em que se cobra a máquina onde o agente roda, somada e separada da cobrança por token. Orçamento que só considera token esquece essa linha, que é justamente a que cresce quando o agente fica tentando.
- Verificação Noturna (Nightly Agentic Verification)
- Rotina em que o orquestrador roda a validação estruturada durante a noite, com os testes impactados, a bateria completa, os testes de ponta a ponta, a varredura de segurança e as avaliações de agente, e entrega pela manhã um dossiê de evidências pronto para revisão humana priorizada por risco. Máquina de noite, julgamento de dia. O nome em inglês fica registrado porque é assim que a rotina aparece em material de fornecedor.
- Verification tax (imposto de verificação)
- Cunhagem deste curso para o saldo entre o tempo economizado gerando software e o tempo gasto conferindo o que foi gerado. É convenção didática deste material, sem origem em relatório de mercado: nenhum instituto de pesquisa publica o termo, e vale desconfiar de qualquer atribuição em contrário que circule por aí.