Frontends com Vibecoding · Capítulo 6 de 35 · 28 min
Investigar uma stack e priorizar atualizações
Ao fim, você lê a tecnologia de um site pelo painel de rede, separa o radar do trimestre em três rótulos e fecha as sete decisões iniciais do projeto.
Este capítulo faz parte do curso gratuito Frontends com Vibecoding.
Um radar de tecnologia só serve quando cada item vem com rótulo de ação, e são três rótulos. Alerta se resolve nesta semana, atualização espera a janela de manutenção e novo se avalia no próximo projeto. Sem esse rótulo a lista vira notícia, e ninguém faz nada com notícia.
Você termina sabendo descobrir do que é feito um site aberto no navegador e separar as atualizações do trimestre em alerta, atualização e novo. Tempo de leitura: cerca de 28 minutos, e o exercício no site da sua empresa, mais 15.
Alerta de segurança pede triagem imediata: confira os pacotes instalados, a exposição do projeto e a orientação do comunicado oficial. Aplique a correção indicada. Se isso não for possível de imediato, use apenas uma mitigação documentada para aquela falha ou suspenda o recurso exposto. Congelar uma versão vulnerável mantém a vulnerabilidade.
Atualizações sem risco urgente podem entrar numa janela de manutenção. Uma ferramenta nova merece avaliação antes da adoção. Num portal de contabilidade, por exemplo, uma falha em pacotes de React Server Components só entra como incidente confirmado após verificar a versão instalada e o uso desses componentes no servidor; o nome React, sozinho, não comprova exposição.
Dois itens mudam a base do próximo projeto, e só eles valem a conversa. O Vite 8 juntou o empacotador numa peça só, escrita em Rust, e um build de 19 mil módulos caiu de 40,10 segundos para 1,61 segundo. Build é o momento em que o seu código vira o site que o visitante recebe.
Esse ganho vira dinheiro porque cada espera de build é gente parada, e num projeto pequeno a melhora fica entre duas e cinco vezes. O Astro chegou à linha 7, e as coleções de conteúdo ao vivo e a API de fontes fazem dele a escolha para relatório estático e microsite.
Os demais itens novos valem uma linha cada. O MapLibre v6 exige o desenho mais moderno do navegador, então quem depende do formato antigo congela na v5. O Lucide chegou à 1.0, a primeira versão estável do conjunto de ícones usado aqui, e é o que você fixa no projeto novo.
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Build de 19 mil módulos: 40,10 segundos antes do Vite 8 e 1,61 segundo com o Vite 8, que juntou o empacotador numa peça só escrita em Rust. Em projeto pequeno, a melhora fica entre duas e cinco vezes.
No relatório em PDF, dois itens pedem atenção. O Typst 0.15 gera um arquivo que atende às normas de acessibilidade e de arquivamento ao mesmo tempo. E avisa com erro quando o documento não está conforme, em vez de entregar um PDF errado em silêncio.
O WeasyPrint 69 corrige a falha CVE-2026-49452 e é obrigatório para quem gera PDF a partir de arquivo que veio de fora. Esse é o caso da contabilidade, da clínica e de qualquer sistema que aceite envio do cliente.
No estilo, a função contrast-color() escolhe entre preto e branco pelo maior contraste que o navegador calcula. Ela poupa trabalho, mas não substitui a medição do contraste do texto, e navegador antigo simplesmente ignora a declaração. Escreva a cor de reserva junto.
Laboratório ao vivo: o radar filtrado sem JavaScript
Filtrar o radar por rótulo
Vite 8 e Rolldown 1.0
Bundler único em Rust: 19 mil módulos de 40,10 s para 1,61 s
Novo
avalie no próximo projeto
React Server Components
Compare os pacotes instalados com os avisos oficiais e as atualizações posteriores
Alerta
verifique a exposição e aplique a correção indicada
WeasyPrint 69
CVE-2026-49452: obrigatória para quem renderiza HTML não confiável
Alerta
aja nesta semana
TanStack Table v9
Estável em 04/08/2026, com plugins tree-shakable
Novo
avalie no próximo projeto
Next.js 16.3
Turbopack padrão e até 90% menos memória em sessão longa de desenvolvimento
Atualização
atualize na próxima janela
HTMX 4 em beta
Quebra atributos, headers e eventos: fique na 2.0.10
Alerta
aja nesta semana
MapLibre GL JS v6
WebGL2 obrigatório e só ESM: fique na v5 se o build depende de UMD
Novo
avalie no próximo projeto
ApexCharts 7.1
Anotações, cross-filtering, undo/redo, motor de plugins e canvas
Novo
avalie no próximo projeto
DTCG
Formato de design tokens do W3C Community Group, ainda sem status de Recommendation
Atualização
atualize na próxima janela
Leaflet 2.0 em alfa
Alfa sem data marcada de lançamento: fique na linha 1.x
Alerta
aja nesta semana
Lucide 1.0
Junho de 2026, com mais de 1.600 ícones
Novo
avalie no próximo projeto
Astro 6
Live Content Collections, Fonts API e Cloudflare Workers
Novo
avalie no próximo projeto
Suporte: o filtro roda na pseudo-classe :has() do navegador atual, sem uma linha de JavaScript. Sem ela, nenhum cartão esmaece e os doze seguem visíveis e legíveis.
Peça o arquivo de design tokens no formato aberto que o mercado adotou, ainda que ele seja rascunho, e cite a data em que você o leu. Token é o valor de cor ou de tipografia guardado com nome. Formato aberto evita que a sua identidade visual fique presa a uma ferramenta que você talvez troque.
Use como alvo de acessibilidade o WCAG 2.2 no nível AA, a norma que define o que uma pessoa com deficiência consegue usar num site. A obrigação legal varia por país e por setor, então trate esse nível como cláusula de contrato com quem constrói a sua página.
A camada semântica virou pré-requisito de IA. É o lugar onde a definição de cada métrica fica escrita uma vez só, em vez de dentro de cada tela. Sem ela, duas telas respondem números diferentes para a mesma pergunta, e um assistente de IA repete a divergência para quem perguntar.
Já a esteira de build segue a base que você escolheu, e não o contrário. O Vite serve Astro, SvelteKit e projeto novo. O Turbopack já é o padrão do Next.js. Quem mantém uma configuração antiga e complicada fica onde está, porque trocar de esteira no meio do projeto não devolve nada ao cliente.
Qualidade entra na mesma esteira, e é ela que impede o código escrito por IA de apodrecer sem ninguém ver. O Biome confere o estilo do código e aponta erro antes de subir. O Storybook guarda cada componente isolado num catálogo, o que deixa a mudança visual aparecer antes de chegar ao site no ar.
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A esteira que roda a cada envio de código: o Biome confere estilo e erro, o Storybook guarda cada componente num catálogo, o Vitest testa as peças pequenas, o Playwright repete o caminho do visitante e o axe-core barra o que falha em acessibilidade antes do site no ar. O resto é revisão humana com teclado e leitor de tela.
Os testes rodam sozinhos a cada envio de código. O Vitest confere as peças pequenas. O Playwright abre o site de verdade e repete o caminho do visitante. O axe-core vira portão de acessibilidade no CI, a esteira automática que roda a cada envio e barra o que não passa.
Esse portão pega parte dos problemas, e dois números circulam por aí. Um fala em 57%, contando volume de itens encontrados. O outro fica entre 30% e 40%, contando critérios da norma. Eles medem coisas diferentes, então somar um ao outro é o erro mais comum em relatório de conformidade.
O resto continua sendo revisão humana, com teclado e com leitor de tela. Vale saber que o mesmo axe-core é o motor do relatório de acessibilidade do navegador, o que explica ferramentas aparentemente independentes concordarem tanto entre si.
| Item | Rótulo | Ação recomendada |
|---|---|---|
| HTMX 4.0 em beta | Alerta | Fique na 2.0.10; a 4.0 quebra atributos, cabeçalhos e eventos |
| Leaflet 2.0 em alfa | Alerta | Fique na 1.x; sem data de lançamento, a migração fica fora do plano |
| Chakra UI v3 | Alerta | A v3 mantém Emotion; recipes inspiradas em Panda CSS e componentes compostos mudam a migração. Compare o esforço de migrar com o de trocar a biblioteca. |
| Paper.js | Alerta | Última release em julho de 2024; prefira Fabric.js, Konva ou PixiJS |
| DuckDB-Wasm | Alerta | Defasado do núcleo (base 1.5.4, Arrow 17); não assuma paridade; DuckDB 2.0 previsto para o fim de 2026 ainda sem data para o Wasm |
| WeasyPrint abaixo da 69 | Alerta | Atualize nesta semana se o pipeline recebe HTML de terceiros (CVE-2026-49452) |
| paged.js | Alerta | Troca de mantenedores e quebras anunciadas; congele a versão e planeje a saída |
| SVG chamado via img | Alerta | Não herda variável CSS da página; use SVG inline ou compile duas versões, com fill próprio em todo text |
Abra o package.json, a lista de pacotes do projeto, e marque cada linha com um dos três rótulos antes de aprovar qualquer atualização. Aplique nesta semana o que ficou em alerta e agende o resto para a janela de manutenção. Os itens novos vão para um arquivo de decisões. Deu certo quando nenhuma linha ficou sem rótulo.
Descubra a tecnologia de qualquer site e escolha a sua
O radar diz o que adotar e o que adiar, e ler o painel de rede de um site mostra o que ele prova sobre a própria tecnologia.
A tecnologia de um site aparece em quatro lugares do painel de rede do navegador, e ler esses sinais evita contratar a infraestrutura errada. Stack é a lista de tecnologias de um site, como a lista de materiais de uma obra.
Ler a stack de quem já resolveu o mesmo problema custa quinze minutos e poupa uma reunião inteira de suposição. Com ela na mão você separa o que viu do que deduziu, escolhe a família certa e fecha as sete decisões antes de pedir a primeira tela.
Só conta como prova um sinal técnico direto: cabeçalho de resposta, caminho de arquivo, marca deixada no HTML ou cookie. Cabeçalho é o recado que o servidor manda junto com a página, invisível para quem visita. Tudo o mais é dedução, e entra no laudo marcado como tal.
Esses sinais são confiáveis porque cada camada precisa se identificar para funcionar, e escondê-la quebraria o próprio site. Os cabeçalhos entregam o servidor e a rede que distribui a página. Os caminhos carregam a marca de quem os gerou, como /_next/ para Next.js, e os cookies denunciam o serviço de publicação.
A tecla F12 abre o painel. Recarregue com o cache desligado, ou seja, sem a cópia que o navegador guardou da visita anterior, e leia o peso total no rodapé. Esse peso é o teto da sua página: pesar o dobro da referência já é sair perdendo antes de qualquer desenho.
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Prova e dedução no laudo de stack. Conta como prova só o sinal técnico direto: cabeçalho de resposta, caminho de arquivo, como /_next/ para Next.js, marca deixada no HTML e cookie. Vaga de emprego e qualquer outro indício entram no laudo marcados como dedução.
Uma vaga de emprego publicada por uma empresa grande prova que uma equipe usa determinada tecnologia, e para de provar aí. Ela não diz em qual tela, nem se a decisão continua valendo, nem se aquilo serve ao seu tamanho de negócio.
Amazon, Mercado Livre, Apple e Duolingo ocupam pontos diferentes entre montar a tela no servidor e montar no navegador. O ponto muda de tela para tela dentro da mesma empresa. A Apple divide o próprio site entre aplicativo de música e páginas de marca em HTML com pouco JavaScript.
A direção de 2026 empurra as quatro para o mesmo lado, com menos código no navegador e mais decisão pronta no servidor. O que se transfere para você é esse princípio, porque ele continua verdadeiro na sua escala. A infraestrutura delas fica lá.
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Esquema anatômico do painel de rede do navegador, com chamadas apontando os quatro lugares em que a tecnologia de um site aparece. No topo, a barra de abas do painel, com a aba Rede selecionada e a caixa Desativar cache marcada. Abaixo, a lista de arquivos baixados: a primeira linha é o documento HTML e as demais são scripts, folhas de estilo, imagens e fontes. A primeira chamada aponta os cabeçalhos da resposta do documento, onde aparecem Server, Via e CF-Ray. A segunda aponta o caminho dos arquivos, onde barra underline next barra revela o Next.js e cdn ponto sanity ponto io revela o repositório de conteúdo. A terceira aponta a linha de fonte terminada em woff2, que mostra se a fonte vem do próprio domínio ou de um serviço externo. A quarta aponta a coluna de tamanho, que soma o peso total da página.
Um conjunto de 26 sites de alto padrão se divide em três famílias, e quem vai mexer no site daqui a seis meses decide qual é a sua. O construtor de sites, Webflow ou Framer, em cerca de 11 deles, serve a quem entrega o site e vai embora, com o cliente publicando sozinho depois.
O código próprio com o texto guardado à parte, em cerca de oito, serve a quem tem programador em casa. O artesanal, HTML e CSS escritos à mão, em cerca de quatro, serve ao site mantido por uma pessoa só. O construtor cobra caro na saída, porque deixá-lo exige refazer o site inteiro.
Ler a família antes de contratar economiza reunião. A imobiliária que ia pagar uma agência para copiar o site de um concorrente abriu o painel de rede e viu um construtor pronto. Não havia código a copiar, e sim uma assinatura a contratar.
Sete decisões cobrem o começo de qualquer projeto, uma por camada, e elas cabem num parágrafo. Linguagem: TypeScript, que avisa o erro antes de o site subir. É ele que pega a besteira que o agente, o assistente de IA que escreve código, produz com toda a confiança do mundo.
Framework: React com Next.js para aplicação e Astro para conteúdo. Build: ferramenta moderna, Vite ou Turbopack, no lugar das antigas. Renderização: página pronta por padrão, montada na hora só para o dado que precisa estar fresco, como saldo e estoque.
Estilo: aparência resolvida no build, sem cálculo de estilo dentro do navegador, que pesa a página. Estado: a cópia do dado do servidor separada do estado que só existe na tela.
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As sete decisões do começo de um projeto, uma por camada: linguagem TypeScript; framework Next.js para aplicação ou Astro para conteúdo; build com Vite ou Turbopack; renderização com página pronta por padrão; estilo resolvido no build; estado com o dado do servidor separado do estado da tela; e medição sobre visitas reais no 75º percentil.
A sétima decisão é a medição, e ela tem regra escrita. As três medidas de página valem sobre visitas reais, no 75º percentil, com celular e computador contados em separado. Pelo menos 75 de cada 100 visitas válidas do segmento precisam atingir o limiar.
O limiar de bom é 2,5 segundos ou menos para a maior pintura, que é o tempo até o maior elemento da tela aparecer. São 200 milissegundos ou menos para a resposta ao toque e 0,1 ou menos de deslocamento de layout, o pulo do conteúdo que faz a pessoa clicar errado.
Repare no operador "ou menos", porque escrever "menor que" exclui a página que ficou exatamente no limiar. A janela de 28 dias que aparece em toda conversa pertence ao relatório do Search Console, e colá-la na definição do limiar é erro de atribuição.
Dez perguntas de triagem fecham a stack numa folha, e a matriz abaixo cruza 12 cenários com a stack recomendada. Aparecer no Google por mérito pede Next.js ou Astro, porque o robô de busca precisa receber a página já escrita, e não montá-la sozinho.
Poucos elementos ricos pedem desenho em SVG; milhares de redesenhos por segundo pedem Canvas. Editor com conectores pede ferramenta própria de diagrama, e gráfico que muda ao vivo começa no ECharts. Cálculo pesado na tela é WebAssembly, que roda perto da velocidade de um programa instalado.
Pouco código de cola é Zustand, e auditoria de cada mudança é Redux Toolkit. Orçamento de desempenho e medição entram já no primeiro sprint, porque produto visual sem esse controle piora em silêncio e ninguém percebe até o cliente reclamar.
| Cenário | Stack recomendada | O que decide |
|---|---|---|
| Board mensal fechado | HTML estático, D3 ou Observable Plot e Print CSS | Leitura e impressão, sem operar a tela |
| Investor update | Astro 7, MDX, D3 ou ECharts e PDF via Playwright | Relatório estático premium com PDF fiel |
| Marketing performance diária | React ou Vue, ECharts, Plotly ou ApexCharts 7 e APIs | Dado que muda todo dia e muitos gráficos |
| Growth self-service | Looker, Power BI ou Tableau embutido com shell narrativo | Quem explora é o time, sem pedir tela nova |
| MMM e incrementalidade | Python ou R, Meridian ou Robyn, Plotly ou Vega e export HTML | Modelagem estatística antes da tela |
| Geomarketing | deck.gl 9.3, MapLibre v6 e Kepler.gl | Mapa com muitos pontos; MapLibre v6 exige WebGL2 |
| SaaS B2B analytics | React ou Svelte, headless BI (Cube e dbt) e visx ou D3 | A métrica vive em código versionado, fora da tela |
| Relatório offline seguro | HTML único, DuckDB-Wasm ou SQLite Wasm e dados locais | Abre sem internet; o dado não sai da máquina |
| Portal C-level recorrente | Next.js 16.3 ou Astro 7, camada semântica e auth com RLS (permissão por linha) | Login, permissão por linha e número consistente |
| Relatório com prova de conformidade | Typst 0.15 | PDF/UA-1 e PDF/A-2a no mesmo arquivo |
| Editor colaborativo de fluxograma | React ou Solid, JointJS ou GoJS, Konva ou PixiJS, Yjs e WASM cirúrgico | Conectores, edição simultânea e cálculo pesado só no gargalo |
| Planilha embutida no produto | Univer (ou Fortune-sheet em migração de Luckysheet) | Planilha real dentro do produto |
Escreva as sete decisões, linguagem, framework, build, renderização, estilo, estado e medição, numa folha só, uma linha cada, para colar no início de todo pedido ao agente. Junte a linha da matriz do seu cenário antes de pedir a primeira tela, e marque no laudo cada campo como visto ou deduzido.
Guia prático: vídeo, gravação de tela e transcrição no radar de quem faz frontend
O curso de edição de vídeo estudado em 07/10/2026 mostra que a edição inteira pode ser uma página web: um script escreve HTML com uma timeline de animação, e uma ferramenta abre essa página no navegador e grava quadro a quadro. Quem sabe fazer página já sabe metade do trabalho. Quatro ferramentas aparecem no estudo:
| Ferramenta | O que faz | O que exige |
|---|---|---|
| HyperFrames | Transforma HTML, CSS e animação controlável por tempo em MP4, quadro a quadro no Chrome sem janela | Node 22 ou mais novo e FFmpeg; licença Apache 2.0 |
| Playwright | Grava a tela do site real, tira print da página inteira e roda testes | Navegador instalado pelo próprio Playwright |
| Transcrição com tempo por palavra | Devolve o texto falado com início e fim de cada palavra, para legenda e corte | Chave de API paga por tempo de áudio |
| FFmpeg | Converte, corta e junta áudio e vídeo pela linha de comando | Instalação local |
Os números do material: 85 segundos de fala transcritos em 3 segundos; gravação de tela em 1600 por 1000 com escala 2 e 30 quadros por segundo; e uma dica que vale para demo de produto. Gravar a rolagem de uma página pesada dá pulos quando a máquina está ocupada; o print da página inteira em alta resolução, com a rolagem animada depois, sai liso.
O material também mostra o limite. Os scripts de controle de memória são de Mac, o teste completo não rodou no Windows e o processo pede 30 GB livres em disco. Ferramenta nova entra no radar como as outras do capítulo: investigada, testada num caso pequeno e só então adotada.
# Investigar o HyperFrames numa pasta de teste, sem tocar no projeto do site
node --version # precisa ser 22 ou mais novo
ffmpeg -version # precisa existir no PATH
npx hyperframes init teste-video
cd teste-video
npx hyperframes preview # abre a composição no navegador
npx hyperframes render # gera o MP4
# Playwright: print da página inteira para animar a rolagem depois
# await page.screenshot({ path: "pagina.png", fullPage: true });Investigar uma ferramenta do ecossistema e decidir se ela entra
Cinco passos, numa tarde, antes de prometer vídeo ou demo a um cliente.
Passo 1: Escreva o trabalho que a ferramenta resolveria
Vídeo curto de lançamento a partir da landing, demo gravada do formulário, legenda de um depoimento. Sem um trabalho concreto, a ferramenta vira curiosidade.
Deu certo quando: Você tem uma entrega real em mente, com formato e duração.
Erro comum: Instalar quatro ferramentas porque apareceram no mesmo vídeo.
Passo 2: Leia os requisitos na página oficial
Versão do Node, programas que precisam estar instalados, licença e sistema em que foi testada. Anote com a data.
Deu certo quando: Você sabe se a sua máquina atende e se a licença permite uso comercial.
Erro comum: Descobrir na metade que a ferramenta pede Node 22 e o projeto usa outra versão.
Passo 3: Teste numa pasta separada
Rode o exemplo mínimo fora do repositório do site, como no bloco acima. Se der erro, o site continua intacto.
Deu certo quando: O exemplo mínimo gera o arquivo esperado na sua máquina.
Erro comum: Instalar dentro do projeto do site e deixar dependência de vídeo no pacote da página.
Passo 4: Meça tempo, memória e disco
Cronometre o render ou a gravação de um caso de 30 segundos e veja quanta memória e disco foram usados. Esse é o custo que se multiplica no volume.
Deu certo quando: Você tem tempo, memória e disco anotados para um caso pequeno.
Erro comum: Rodar vários renders ao mesmo tempo no primeiro teste e esgotar a memória da máquina.
Passo 5: Classifique no radar
Adotar, testar mais ou evitar, com o motivo. Se envolver serviço pago, como a transcrição, confira o preço na página do dia e guarde a chave no arquivo .env, nunca no chat.
Deu certo quando: A ferramenta tem um lugar no radar com motivo e data de revisão.
Erro comum: Adotar porque o resultado do vídeo de demonstração era bonito, sem medir o próprio caso.
No fim você tem: Uma decisão registrada sobre cada ferramenta do ecossistema, tomada com um teste pequeno na sua máquina.
Analista de marketing de uma startup de software de gestão para salões de beleza, em Porto Alegre
SaaS, lançamento de funcionalidade
Dor
O time queria um vídeo de 30 segundos mostrando a nova agenda online, e a gravação de tela feita à mão saía com pulos e cursor perdido.
Solução
Ela testou o Playwright numa pasta separada: um roteiro de ações que abre a agenda, rola e clica no horário, e um print da página inteira para a rolagem. Montou a peça numa composição HTML e mediu o render de 30 segundos antes de prometer outras.
Resultado do exemplo
A demo passou a sair igual a cada gravação, e a equipe sabia quanto tempo de máquina cada vídeo novo ia pedir.
Cenário construído para fins didáticos. Números não correspondem a cliente específico.
Duas ferramentas gratuitas fazem o levantamento
O painel de rede do navegador mostra o que a página baixa, e desde 27/07/2026 o Lighthouse, a auditoria que já vem no Chrome, tem uma verificação que lista os recursos da web que a página usa e se todos os navegadores atuais os aceitam. As duas leituras viram o radar do capítulo com os três rótulos.

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Post do web.dev de 27/07/2026, assinado por Jeremy Wagner, chamado The Baseline Features audit is now available in Lighthouse. O texto explica que a auditoria fica na categoria Best Practices, identifica os recursos da plataforma usados na página, inclusive em scripts de terceiros, e mostra se cada um é Widely available, Newly available ou Limited availability.

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Página da documentação do Chrome DevTools chamada Inspect network activity, de Kayce Basques, com o caminho Docs, Chrome DevTools, Panels, uma frase que apresenta o tutorial prático do painel de rede e a capa do vídeo Inspect Network Activity, Chrome DevTools 101.

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Post do blog do Next.js de 13/07/2026, de Andrew Imm e Josh Story, chamado Next.js Security Release and Our Next Patch Release. Um aviso no topo informa que a correção de julho, prevista para 20/07/2026, passou para 21/07/2026. O texto diz que a equipe formalizou um programa de correções de segurança e que o volume de pesquisa de vulnerabilidades cresce com descoberta assistida por modelos de linguagem.
Os três rótulos do radar, com exemplos do trimestre
1 de 3Alerta: resolver nesta semana
Correção de segurança numa biblioteca que o site usa.
- Exemplo: Next.js 16.4.1 e 15.5.28, publicadas em 14/10/2026
Atualização: esperar a janela
Versão nova que melhora, mas não corrige falha.
- Exemplo: Next.js 16.4, de 06/10/2026, para quem está na 16.3
Novo: avaliar no próximo projeto
Recurso que muda o jeito de construir.
- Exemplo: Cache Components, que será o padrão no Next.js 17
Faça agora: o primeiro radar do site da empresa
Passo 1: Abra o site no Chrome, aperte F12 e vá à aba Lighthouse.
Deu certo quando: O painel de auditoria aparece ao lado da página.
Erro comum: Não achar a aba: ela pode estar escondida atrás do botão >> na barra de abas.
Passo 2: Rode a auditoria com a categoria Best Practices marcada.
Deu certo quando: O relatório mostra a seção de recursos com o estado de suporte de cada um.
Erro comum: Rodar com extensões ligadas, que entram no relatório.
Passo 3: Copie para uma planilha os itens com suporte limitado.
Deu certo quando: Uma lista curta, às vezes vazia, o que já é uma resposta.
Passo 4: Peça ao time técnico a lista de pacotes com atualização pendente e rotule cada linha: alerta, atualização ou novo.
Deu certo quando: Nenhuma linha fica sem rótulo.
No fim você tem: O radar do trimestre em uma planilha, com o que resolver nesta semana separado do que pode esperar.
Aplicar os recursos ao projeto
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Dependências chegam ao pacote por referências
Módulos conectados por importações alimentam a preparação. A saída inclui JavaScript e CSS; o navegador recebe a saída publicada, e não as ferramentas usadas na preparação.
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O empacotamento: os módulos de autoria entram no empacotador, que segue as importações, corta o código que ninguém usa quando consegue enxergar isso e gera um arquivo único num script clássico, no formato IIFE. Imagem, fonte e estilo ficam de fora e pedem entrega à parte.
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Mantenha uma família de ícones coerente e nomeie cada botão
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Testar os três sinais que autorizam o terceiro degrau
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Dê o play, troque a velocidade e ligue a legenda; o painel ao lado mostra o estado que o player publica e que a etiqueta crua esconde.
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Achar um destino entre quarenta digitando três letras
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Pacote
Abrir no capítuloValidar desempenho, autenticação e segurançasharp, svgoReact Flow (xyflow)
Disparar um pedido e ver o orquestrador distribuir, conferir e responder
Alterne paralelo e sequencial, ligue e desligue a verificação e use a medição real; observe o tempo de parede em cada combinação.
Pacote
Abrir no capítuloConstruir as cenas do orquestrador, do paralelismo e do robô@xyflow/reactGSAP, Web Workers e number-flow
Dividir mil tarefas entre trabalhadores reais e correr três ritmos de geração
Execute com um trabalhador, depois com quatro e oito, e compare o tempo; em seguida percorra a corrida e separe a espera inicial do ritmo.
Pacote
Abrir no capítuloConstruir as cenas do orquestrador, do paralelismo e do robôgsap, @number-flow/reactThree.js com React Three Fiber, drei, Rapier e XR
Carregar o braço robótico, ver a física trabalhar e entrar na cena com o visor
Carregue a cena pelo botão, inicie o ciclo, mostre os ângulos das juntas, troque a câmera e a velocidade; com visor, entre em realidade virtual.
Pacote
Abrir no capítuloConstruir as cenas do orquestrador, do paralelismo e do robôthree, @react-three/fiber, @react-three/drei, @react-three/rapier, @react-three/xrMotion
Ver quatro agentes em raias trocando mensagens e a revisão devolvendo um trecho
Reproduza os 60 s de modelo, percorra o tempo pelo controle e esconda as mensagens para comparar a leitura; repare no tempo de parede contra a soma.
Pacote
Abrir no capítuloEspecificar, medir e produzir as cenas da máquinamotionMediaRecorder, Canvas 2D e Long Animation Frames (plataforma)
Medir o quadro da cena e gravar seis segundos dela em vídeo
Suba as partículas, force um bloqueio de 300 ms e leia o medidor; depois grave seis segundos, veja o codec escolhido e baixe o arquivo.
Pacote
Abrir no capítuloEspecificar, medir e produzir as cenas da máquinasem pacotesigma.js, graphology com ForceAtlas2 e cosmos.gl
Ver o grafo real do curso e um grafo de milhares de nós se organizarem em aglomerados
Rode o layout no grafo real, passe o mouse pelos nós e busque uma entidade; troque para 20 mil nós e leia o medidor; depois carregue o modo massivo na placa de vídeo.
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Abrir no capítuloAnimar um grafo de conhecimento amplo em movimentosigma, graphology, graphology-layout-forceatlas2, graphology-generators, @cosmos.gl/graph
Capítulos vizinhos em Frontends com Vibecoding
- 04Dirigir o prompt e avaliar a entrega do agente
- 05Escolher a stack e projetar suas dependências
- 06Investigar uma stack e priorizar atualizações
- 07Construir a identidade com tokens, CSS moderno e DESIGN.md
- 08Construir componentes, usar o registro e publicar o catálogo