85 termos. Busque pelo nome, pelo assunto ou por uma palavra da definição.
- A2A (Agent2Agent, protocolo de agente para agente)
- Padrão aberto que permite a um agente descobrir outro agente, saber o que ele faz e passar tarefas adiante, mesmo quando os dois foram construídos por fornecedores diferentes. Chegou à versão 1.0 estável em 09/04/2026, sob a Linux Foundation, com mais de 150 organizações participantes. O MCP liga o agente às ferramentas; o A2A liga o agente a outros agentes.
- Agente
- Programa que recebe um objetivo, decide sozinho a sequência de passos, usa ferramentas e sistemas para executá-los e devolve um resultado. A autonomia sobre os passos intermediários é o que o separa de um assistente que apenas responde perguntas: pense no estagiário a quem você entrega a tarefa inteira.
- Agentic Operating Model (modelo operacional agêntico)
- Desenho de como a sua empresa delega, orquestra, verifica e governa trabalho executado por agentes. Este curso o organiza em cinco camadas: Intenção (Intent), Especificação (Spec), Orquestração de agentes (Agent Orchestration), Verificação (Verification) e Governança (Governance). A divisão em cinco camadas é cunhagem deste curso, sem norma de mercado por trás, e nenhum auditor externo vai reconhecer os nomes.
- Agile (metodologia ágil)
- Modo de organizar o trabalho de software que predominou dos anos 2000 até a chegada dos agentes: entrega em ciclos curtos de duas semanas, estimativa de esforço em pontos, reunião diária de acompanhamento e revisão ao fim de cada ciclo. Tudo que ele mede é esforço humano aplicado, e é essa a pergunta que perde sentido quando parte da execução passa a ser feita por máquina.
- Alucinação (hallucination)
- Resposta inventada, entregue com a mesma segurança de uma resposta correta. Vem do modo como o modelo funciona, calculando a continuação mais provável do texto em vez de consultar uma verdade, e por isso o erro não tem cara de erro: a checagem precisa vir de fora. Num agente com permissão de agir, a alucinação deixa de ser texto errado e vira ação errada.
- API (application programming interface, interface de programação de aplicações)
- Porta programável de um sistema, parecida com o balcão de pedidos por telefone: outro sistema pede um dado ou dispara uma ação sem passar por tela nenhuma. É por essa porta que os agentes tocam os sistemas da sua empresa, do estoque à agenda.
- Arbitragem por agentes (agentic arbitrage)
- Deslocamento de valor que acontece quando um agente entrega o resultado que você comprava de um software por assinatura, sem abrir nenhuma das telas pelas quais você paga. Cada renovação de contrato passa a comparar uma fatura conhecida com um custo de construção e manutenção que quase nenhuma empresa mediu.
- Arnês de execução (harness)
- Tudo que a sua empresa monta em volta do modelo, como o arreio que dirige a força do cavalo, para que ele produza resultado confiável: regras de trabalho, ferramentas conectadas, verificadores automáticos, limites de gasto e de permissão. É a parte que continua sua quando o modelo do mês seguinte substituir o de hoje, o que costuma torná-la mais valiosa que a escolha do modelo.
- Autonomia excessiva (excessive agency)
- Risco catalogado pelo OWASP em que o agente recebe mais ferramenta, mais permissão ou mais liberdade do que a tarefa exige. Basta uma alucinação ou uma instrução maliciosa para que esse excesso vire ação real e irreversível. Suponha o agente de agenda de um salão que também ganhou acesso ao caixa: um erro dele já mexe no dinheiro.
- Benchmark (placar de comparação)
- Conjunto padronizado de tarefas com resposta conhecida, aplicado a vários modelos para ordená-los numa lista pública. Funciona como prova de vestibular: mede desempenho naquelas questões, e não capacidade geral. Dois cuidados de leitura antes de citar um placar em reunião: nota alta numa prova já conhecida convive com desempenho baixo numa prova nova e mais difícil, e praticamente nenhum placar pontua custo.
- Camada determinística
- O conjunto de verificações que devolve sempre o mesmo resultado para a mesma entrada, como a balança que marca o mesmo peso para o mesmo pão: compilar, checar tipos, rodar a bateria de testes, aplicar regra de formato. Custa quase nada por execução e responde sim ou não, sem opinião. Toda pergunta que puder ser respondida aqui e for mandada para um modelo custa mais e devolve menos certeza.
- CD (continuous delivery, entrega contínua)
- Prática de manter o software sempre em estado publicável, como a vitrine arrumada que abre quando o dono decide, com a publicação disparada por decisão de negócio em vez de por mutirão de fim de mês. Complementa o CI: o CI prova que a mudança não quebrou o que existia, o CD a leva ao ar.
- CI (continuous integration, integração contínua)
- A esteira automática que, a cada mudança proposta, compila o sistema, roda os testes e reprova o que quebrou. Quando alguém diz que o CI está verde, significa que essa esteira não encontrou problema entre os que ela sabe procurar.
- Commit
- Registro de alteração salvo no histórico do sistema, como uma linha do livro-caixa: autor, data e a lista do que mudou. É a menor unidade que o histórico guarda, e vários commits formam um PR. Serve à governança por um motivo direto: é o que permite dizer, meses depois, quem mudou o quê e em que momento.
- Confiança demonstrada
- Segundo eixo da autonomia, ao lado do raio de dano: quanto uma classe de tarefa já provou, em execuções repetidas e registradas, que merece mais liberdade. Lembra o funcionário novo que só ganha a chave do caixa depois de fechá-lo certo por semanas. Amplia-se por tipo de tarefa, o que evita conceder autonomia por impressão geral sobre a ferramenta.
- Contrato de entrega (Spec Acceptance Pack)
- Os onze itens que uma especificação precisa ter antes de ser delegada a um agente, agrupados por três perguntas: qual problema resolver, sob que restrições e com que liberdade e orçamento. Cada item que você deixa em branco vira decisão silenciosa do agente. O mais esquecido é o de fora de escopo, que é também o único que exige decisão de negócio em vez de descrição técnica.
- Control plane de agentes (sala de controle)
- Plataforma que funciona como a torre de controle de um aeroporto para os agentes: enfileira trabalho, aplica política antes de deixar executar, isola credenciais e ambiente, registra tudo que foi feito e submete o resultado a um portão de aprovação. Em 2026 essa camada saiu do plano conceitual e passou a ter preço de tabela, contrato de suporte e concorrência entre fornecedores.
- Controles anti-fraude da verificação (anti-gaming)
- Os três controles que impedem o agente de fabricar a própria aprovação: arquivos de teste em modo somente leitura para quem implementa, verificador rodando em sessão separada da de quem gerou o código, e achados identificados pelo conteúdo (a regra violada, o nome da função ou do campo afetado e a forma do problema) em vez de por arquivo e linha. Sem eles, um índice alto de completude de evidência mede apenas a habilidade do agente em preencher campos, como a prova corrigida pelo próprio aluno.
- Critério de aceite
- A frase que descreve o que precisa ser verdade para a entrega ser aceita, escrita de um jeito que um teste, um comando ou um documento consiga declarar cumprida. Quando a checagem depende de alguém achar que ficou bom, ainda é desejo. Suponha um escritório contábil: "a guia sai com o CNPJ do cliente certo" é critério; "a guia fica boa" é desejo. Escrevê-lo antes da execução é o que impede o agente de decidir sozinho, depois, o que contava como sucesso.
- Custo por mudança verificada (Cost per Verified Change)
- Quanto custou cada alteração que chegou à produção com prova anexada, somando tokens de modelo, infraestrutura de execução e horas humanas de revisão. No orçamento que você aprova, ele ocupa o lugar que o custo por story point ocupava.
- Custo por tarefa concluída
- O que se paga para levar uma tarefa até o fim, incluindo as tentativas que falharam no caminho. Preço por token não prevê esse número: um modelo barato que erra três vezes sai mais caro que um modelo caro que acerta na primeira. Os placares públicos de agentes pontuam acerto e não custo, então toda comparação nesse eixo é reconstrução feita por terceiros, com premissas que você precisa ler antes de citar.
- DAST (dynamic application security testing, teste dinâmico de segurança)
- Varredura que ataca a aplicação em execução, do lado de fora, como o chaveiro contratado para tentar abrir a sua porta, procurando falha explorável no comportamento real. Complementa o SAST, que lê o código parado e nunca vê o sistema funcionando.
- Definição de pronto (Definition of Done)
- Lista que o time considera suficiente para chamar uma tarefa de concluída, como o checklist da cozinha antes de o prato sair. Nasceu num mundo em que quem escrevia o código era uma pessoa, com julgamento conhecido e reputação em jogo. Quando o autor passa a ser um agente, a lista continua útil e deixa de bastar, e é essa lacuna que a definição de verificado deste curso preenche.
- Definition of Verified 2.0 (definição de verificado)
- Cunhagem deste curso, sem correspondência em norma de mercado. Promove a definição de pronto a exigência de prova, pela fórmula: pronto, mais evidência automatizada, mais validação adversarial, mais revisão humana proporcional ao raio de dano. Na prática vira um checklist de quinze itens e um dossiê anexado à entrega.
- Depreciação de produto (deprecation)
- Aviso formal de que um produto, um recurso ou uma versão vai deixar de existir, com prazo declarado para quem depende dele migrar. Passado o prazo, aquilo para de funcionar. Apesar do nome idêntico, nada tem a ver com a depreciação contábil: o que você recebe do fornecedor é uma data em que a sua dependência silenciosa vira prazo de projeto.
- Diff
- Diferença entre o antes e o depois de uma alteração, mostrada linha a linha como o controle de alterações de um contrato no editor de texto, com o que saiu de um lado e o que entrou do outro. Revisar por diff é ler só o que mudou, sem reler o sistema inteiro. O volume dele explica por que a revisão humana vira gargalo assim que o agente começa a produzir em escala.
- Disjuntor (circuit breaker)
- Mecanismo que interrompe a operação sozinho quando um limite é ultrapassado, do mesmo modo que o disjuntor do quadro de luz desarma antes de a fiação queimar. Em operação com agentes, ele corta a repetição de uma chamada que vem falhando, ou a queima de orçamento sem progresso, antes que alguém perceba pelo relatório do dia seguinte.
- Disponibilidade geral (GA, general availability)
- Estágio em que o fornecedor declara o produto pronto para produção, com preço público, suporte e compromisso de nível de serviço. Antes dele vêm prévia e beta, uma espécie de loja em pré-inauguração, que não sustentam dependência de produção nem cláusula de contrato.
- Dossiê de evidências (Evidence Manifest)
- Formato proposto neste curso: o resumo anexado à entrega com os comandos executados, os resultados obtidos, o que ficou sem cobertura e o plano de reversão. É o artefato que torna a definição de verificado auditável por alguém que não leu uma linha do código. O nome em inglês fica registrado aqui porque é assim que ele aparece em material de fornecedor.
- Drift (deriva de comportamento)
- Degradação silenciosa do comportamento de um agente ao longo do tempo, depois de uma troca de modelo, de uma mudança de contexto ou da chegada de dados novos. Lembra a receita que segue igual no papel enquanto o prato muda porque trocou o cozinheiro. Nenhuma bateria de testes de integração o detecta, porque o código continua idêntico e o que mudou foi o comportamento.
- E2E (end to end, teste de ponta a ponta)
- Teste que percorre o caminho completo do usuário, da tela ao banco de dados, como o cliente oculto que faz o pedido no balcão e acompanha até a entrega. É o mais lento e o mais caro de manter, e o único que prova que as partes funcionam juntas.
- Escada de autonomia da Gartner
- Classificação de quatro degraus para agentes corporativos: Observe (apenas lê e exibe), Advise (recomenda, com o humano decidindo), Act with Approval (executa mediante aprovação explícita) e autônomo sob guardrails. Serve como referência externa citável em conselho. Mede o que o agente faz, enquanto a escala L0-L5 deste curso mede o que a credencial dele permite no pior caso.
- Eval (avaliação de agente)
- Teste desenhado para comportamento probabilístico, que a bateria tradicional não cobre: casos de referência, casos adversariais, verificação de chamada de ferramenta, testes de política, testes de memória e testes de deriva. Responde se o agente continua acertando o que já acertava depois de qualquer mudança de modelo, instrução ou ferramenta. Lembra o exame que o motorista profissional refaz a cada renovação da carteira.
- Executor e verificador (Doer-Verifier)
- Desenho em que um agente executa a tarefa e outro, em sessão e contexto separados, verifica o resultado, como o fechamento de caixa conferido por outra pessoa. Existe porque modelos reconhecem e preferem a própria saída: a segunda leitura feita por quem escreveu devolve confirmação em lugar de crítica. O rótulo em inglês circula em material técnico e não tem instituição por trás.
- Gate (portão de aprovação)
- A regra que uma entrega precisa cumprir para seguir adiante, e o ponto exato do processo em que essa regra é aplicada. Funciona como a vistoria que libera o veículo: quem não cumpre o critério não passa. O curso mantém o termo em inglês porque é assim que ele aparece na ferramenta e na conversa do time.
- Golden prompt (caso canônico)
- Pedido de referência com a resposta esperada já acordada, como o bolo de teste que a confeitaria refaz quando troca de farinha, reexecutado a cada troca de modelo, de instrução ou de ferramenta. Serve para provar que o agente continua entregando aquilo que ele já entregava.
- Guardrail (trilho de contenção)
- Controle técnico que limita o que o agente consegue fazer, aplicado pela infraestrutura, fora do texto de instrução. Funciona como a trava na gaveta do caixa. Uma frase no prompt é um pedido; um guardrail é um impedimento.
- Guardrails de terminação de loop
- Os três controles que garantem que um agente autônomo para, do mesmo jeito que o timer desliga o forno: teto de iterações, detecção de não progresso e teto de orçamento em tokens, dinheiro e tempo. São independentes do nível de permissão, porque um agente com o menor acesso possível ainda consegue rodar indefinidamente e queimar orçamento.
- Handoff de contexto (passagem de bastão)
- Arquivo de progresso versionado, como o livro de passagem de plantão de uma clínica, do qual uma sessão nova de agente retoma uma tarefa longa. Existe porque o modelo só consegue considerar uma quantidade limitada de texto por vez: quando o trabalho atravessa dias, o histórico da conversa não cabe mais, e a continuidade passa a depender desse registro escrito fora do agente.
- Identidade de agente
- Credencial própria de cada agente, como o crachá individual de um funcionário, separada da credencial da pessoa que o acionou, que responde quem é o agente, o que ele pode tocar e em nome de quem age. Deixou de ser discussão conceitual em maio de 2026: o Google levou a Agent Identity, construída sobre o padrão aberto SPIFFE, à disponibilidade geral em 06/05/2026, e a Microsoft levou o Entra Agent ID à disponibilidade geral em 01/05/2026, com política de acesso condicional específica para agente autônomo e para agente agindo em nome de um usuário.
- Injeção indireta de instrução (indirect prompt injection)
- Instrução maliciosa escondida em um conteúdo que o agente lê no curso do trabalho, como um e-mail, um documento, um comentário de chamado ou uma página da web, e que ele passa a obedecer como se tivesse vindo de você. O ataque dispensa acesso ao seu sistema: basta plantar o texto onde o agente vai buscar contexto. Suponha o agente que lê o e-mail de uma oficina e encontra, escondida numa mensagem, a ordem de conceder desconto total.
- Intervalo de confiança
- A faixa dentro da qual o valor real provavelmente está, dado o tamanho da amostra, declarada ao lado do número, como a previsão do tempo que dá mínima e máxima em vez de uma temperatura só. Faixa estreita indica medição firme; faixa larga indica que o número do meio é palpite educado. Quando a faixa atravessa o zero, o estudo não distingue ganho de perda, e citar só o número do meio transforma medição em promessa.
- Isolamento por worktree
- Cada agente trabalha em uma cópia própria do repositório (a pasta com todo o código do sistema), como cozinheiros em bancadas separadas, com diretório e ramo separados, e integra o resultado por PR. Evita a colisão silenciosa em recursos sequenciais, como números de migração de banco, chaves de funcionalidade e nomes de ramo, quando vários agentes atuam ao mesmo tempo no mesmo código.
- Janela de contexto (context window)
- Quantidade máxima de texto que o modelo consegue considerar de uma vez, como o tamanho da mesa em que ele espalha os papéis, somando instrução, documento, histórico e resposta. Em 2026 deixou de ser argumento de venda, porque os modelos de topo passaram a operar na mesma ordem de grandeza; quem ainda compara fornecedor por esse número está comparando o que virou piso. A comparação que decide é custo por tarefa concluída.
- KPI (key performance indicator, indicador-chave de desempenho)
- O número que a liderança acompanha para saber se algo vai bem, como o marcador de combustível do carro. Antes de eleger qualquer um deles para um painel de agentes, leia o verbete da lei de Goodhart.
- L0-L5 (escada de autonomia deste curso)
- Escala de seis degraus que gradua o poder do agente pelo que a credencial dele permite no pior caso, de L0 (apenas leitura) a L5 (agir sozinho onde o erro é irreversível). É cunhagem deste curso e nenhuma instituição a normatizou. A única taxonomia de níveis de autonomia com respaldo institucional publicado é a do Knight First Amendment Institute (Feng, McDonald e Zhang, 28/07/2025), que vai de L1 a L5 e não tem L0.
- Lei de Goodhart
- Quando uma medida vira meta, ela deixa de ser uma boa medida. Aplicada a um painel de agentes: se a contagem de mudanças verificadas ou o consumo de tokens ganham bônus atrelado, a resposta racional do time passa a ser fatiar entregas e queimar tokens. É por isso que os indicadores deste curso são diagnóstico coletivo e ficam fora da avaliação individual de desempenho.
- LLM (large language model, modelo de linguagem de grande porte)
- O motor estatístico por trás dos agentes. Ele calcula a próxima palavra provável a partir do texto que recebeu, como o corretor automático do celular em escala muito maior, o que explica ao mesmo tempo a fluência da escrita e a segurança com que ele erra.
- Mapa de Provas (Quality Evidence Stack)
- As dez camadas de evidência que uma entrega pode carregar, de testes unitários e verificação de tipos até teste de carga, varredura de segurança e revisão adversarial. Cada camada responde a uma pergunta diferente, e o mapa funciona como diagnóstico: para cada uma, você marca se ela está automatizada, manual ou inexistente.
- MCP (Model Context Protocol, protocolo de contexto de modelo)
- Padrão aberto que liga um agente às ferramentas e às fontes de dado da empresa, cumprindo para agentes o papel que a tomada padronizada cumpre para eletrodomésticos: quem fabrica o aparelho e quem instala a tomada não precisam se conhecer. É mantido na Linux Foundation desde dezembro de 2025. A revisão datada de 28/07/2026 é a maior desde o lançamento e quebra compatibilidade com o que está instalado hoje, com prazo de doze meses até a remoção do que foi descontinuado, de modo que quem tem servidor MCP em operação precisa de um plano de migração com dono e data. Lembre da cadeia de suprimentos: cada servidor MCP instalado é um fornecedor a mais na sua.
- Model routing (roteamento de modelos)
- A política que define qual modelo, ou qual ferramenta sem modelo nenhum, executa cada tipo de tarefa: raciocínio caro no plano e na revisão adversarial, modelo intermediário na reescrita, modelo eficiente no repetitivo e verificação determinística no que puder ser conferido por comando, do jeito que a oficina manda o diagnóstico difícil ao mecânico sênior e a troca de óleo ao aprendiz. Vira documento com dono e data de revisão, saindo da preferência individual de quem programa.
- Montagem (build)
- O passo em que o computador transforma o código escrito no programa que efetivamente roda, e o resultado desse passo. Lembra conferir se o bolo saiu inteiro da forma antes de provar o sabor. Quando alguém diz que a montagem passou, ou que o build está limpo, quer dizer que o sistema pelo menos se monta inteiro sem erro estrutural. É a mais barata das provas e a que menos diz sobre o comportamento na frente do cliente, e por isso abre a bateria em vez de encerrá-la.
- MTTR (mean time to restore, tempo médio até restaurar o serviço)
- Quanto tempo, em média, o serviço leva para voltar ao normal depois de uma falha. É a medida que traduz um incidente em minutos de cliente sem atendimento: numa padaria com a maquininha fora do ar, é o tempo de fila sem cobrança.
- Orquestração de agentes
- A camada que decide qual agente executa cada etapa, em que ordem, com qual permissão e a que custo, e junta os pedaços no fim. Quem orquestra não executa, como o mestre de obras: distribui, acompanha e cobra. É a terceira das cinco camadas do modelo operacional deste curso, e a primeira que costuma ficar sem dono nomeado.
- OWASP Top 10 for Agentic Applications 2026
- Lista de referência de risco de segurança para aplicações com agentes, publicada pelo OWASP Gen AI Security Project em 09/12/2025. Organiza o risco pela arquitetura do agente, com categorias como abuso de identidade e privilégio e execução inesperada de código. Em julho de 2026 é a referência publicada mais diretamente aplicável a agentes, já que não existe perfil do NIST finalizado para eles.
- p95 (percentil 95)
- O tempo de resposta que 95% das requisições respeitam. Pense na fila do caixa: é a espera que 95 de cada 100 clientes não ultrapassam. Serve para escrever desempenho de forma verificável, no lugar da palavra rápido. A mesma lógica vale para P50, P75 e P85 em previsão de prazo: P85 é a data que 85% dos cenários simulados respeitam.
- PR (pull request, pedido de incorporação)
- Pacote em que uma alteração de software é proposta, discutida e aprovada antes de entrar no produto. É a menor unidade que a maioria das empresas consegue contar, o que a torna o denominador natural para custo e para prova.
- Produção (ambiente de produção)
- O sistema no ar, atendendo cliente real com dinheiro real. É o oposto do ambiente de teste, onde o erro custa uma correção e mais nada. Sempre que este curso escreve em produção, leia na frente do cliente.
- Prompt
- Texto de instrução entregue ao agente, como o bilhete de tarefas deixado para um funcionário: o que ele deve fazer, o que não pode fazer e em que formato responder. Prompt de sistema é a camada fixa dessas instruções, que vale para todas as tarefas daquele agente. Mudar o prompt muda o comportamento sem que uma linha de código seja tocada, o que é útil e perigoso pelo mesmo motivo: regra escrita ali vale como pedido, e um pedido pode ser contornado por instrução que chegue depois. O impedimento de verdade mora no guardrail.
- Prompt caching (cache de contexto)
- Guardar o começo estável do pedido enviado ao modelo (instruções, convenções, especificação) para não pagar preço cheio por ele em toda chamada. A releitura custa cerca de um décimo do preço de entrada, e gravar custa um pequeno prêmio. O que interessa a quem aprova orçamento é a pegadinha: abaixo de um tamanho mínimo o desconto simplesmente não é criado, sem erro e sem aviso, e a equipe segue acreditando que paga um décimo enquanto paga a conta inteira. Antes de contar com essa economia na projeção, peça a fatura.
- Proporção de anestesia
- Cunhagem deste curso, sem lastro em terminologia de mercado: a fatia dos testes de uma bateria que continuaria verde mesmo com o comportamento errado na frente do cliente. O nome vem do efeito, porque o painel verde desliga a desconfiança que teria pegado o defeito. Como toda cunhagem deste material, não espere que um auditor externo reconheça o termo.
- QA (quality assurance, garantia de qualidade)
- A função que confere se o que foi construído corresponde ao que foi pedido, como o conferente da expedição antes de o caminhão sair. No desenho clássico ela é a última etapa da fila, o que a torna a primeira a ser atropelada quando o prazo aperta e a que menos escala quando a geração de código acelera.
- Raio de dano (blast radius)
- Até onde vai o estrago se aquela ação der errado: quantos clientes atinge, quanto dinheiro move, qual dado toca, se é reversível e em quanto tempo. É a régua que este curso usa para graduar quanta prova exigir de cada entrega e quanto poder conceder a cada agente. Suponha uma clínica: o agente que só lê a agenda tem raio pequeno; o que desmarca consultas tem raio grande. No mercado o termo circula em inglês, como blast radius.
- Regressão
- Quando algo que funcionava para de funcionar por causa de uma alteração feita em outro canto do sistema. É o defeito mais caro da era dos agentes, porque a entrega parece correta: o que foi pedido funciona, e o estrago aparece num caminho que ninguém reexecutou. Suponha a loja que muda o cálculo do frete no site e, sem perceber, faz o cupom de desconto parar de funcionar.
- Reward hacking (fraude do critério de sucesso)
- Fraude em que o agente cumpre a letra do critério sem cumprir o propósito dele, por exemplo passando no teste sem resolver o problema. A forma grave, em que um agente com acesso ao próprio processo de avaliação o altera para se aprovar, chama-se reward tampering. É a razão de existir dos controles anti-fraude da verificação.
- ROI (return on investment, retorno sobre o investimento)
- Quanto a iniciativa devolveu em relação ao que consumiu. Em projeto com agentes, o número só é auditável quando o denominador inclui o custo de verificar o que foi gerado, que é justamente a parcela que costuma ficar fora da planilha.
- SAST (static application security testing, análise estática de segurança)
- Varredura que lê o código parado, sem executá-lo, como quem confere a planta antes da obra, procurando padrões conhecidos de vulnerabilidade e segredos deixados no repositório. Roda na esteira automática, com custo marginal próximo de zero por execução.
- SDLC (software development life cycle, ciclo de vida de desenvolvimento de software)
- A sequência clássica pela qual uma ideia vira software: descoberta, especificação, implementação, teste, liberação e operação. É o processo que a chegada dos agentes reorganiza, com destaque para a posição em que a prova entra na fila.
- SLA (service level agreement, acordo de nível de serviço)
- O compromisso contratual de disponibilidade e de tempo de resposta que um fornecedor assume, com consequência definida quando descumpre. É o que separa, na prática, um produto em disponibilidade geral de um produto em prévia.
- Spec (especificação executável)
- Documento curto que define o problema, o que fica de fora, as restrições e a prova de que a entrega atendeu, escrito antes de o agente começar. Cada frase vaga nele transfere uma decisão de negócio para a máquina, que a toma em silêncio e com o julgamento que você já conhece. O mercado chama a prática de spec-driven development, ou SDD.
- Story point, velocity e sprint
- O vocabulário de medição do Agile. Sprint é o ciclo de trabalho, em geral de duas semanas; story point é a estimativa de esforço relativo de uma tarefa; velocity é a soma dos pontos concluídos por ciclo. Os três medem esforço humano aplicado, e é por isso que deixam de servir como indicador de conselho quando parte do trabalho passa a ser executada por agente.
- TDAD (Test-Driven Agentic Development)
- Linha de pesquisa que mede o que acontece quando um agente resolve o problema pedido e quebra comportamento anterior no mesmo movimento, e que propõe tratar regressão como métrica de primeira classe na avaliação de agentes.
- TDD (test-driven development, desenvolvimento guiado por testes)
- Escrever o teste que falha antes de escrever o código que o faz passar, como combinar a medida com o marceneiro antes do corte, no ciclo vermelho, verde, refatoração. Com agentes, funciona como contrato de delegação: o teste escrito antes define o que conta como sucesso, e o agente perde a chance de decidir isso sozinho depois.
- Tiny teams (times pequenos)
- Times de engenharia de quatro a cinco pessoas, com casos de dois a três, que ganham capacidade combinando gente e agentes em vez de crescer em número. O Gartner projeta 60% das organizações nesse formato até 2029, contra um patamar atual de cerca de 15%, e enquadra o movimento como reestruturação de capacidade.
- Token (unidade de cobrança de modelo)
- O pedaço de texto em que os modelos de linguagem cobram, algo próximo de uma sílaba longa. Tudo que você envia conta como entrada e tudo que o modelo devolve conta como saída, e a saída custa alguns múltiplos da entrada. É o item que faz a fatura de uma operação com agentes subir ou descer, e o número que mais aparece em diretoria sem que ninguém explique. Cuidado com o falso cognato dentro deste curso: na aula de segurança, token quer dizer outra coisa, e o verbete seguinte trata dela.
- Token de acesso (credencial de agente)
- A chave que prova quem é o agente e abre as portas que ele pode abrir. Nada a ver com a unidade de cobrança que carrega o mesmo nome: aqui o token é segredo, e o nível real de autonomia de um agente é o alcance dessa chave, não o que está escrito na política.
- Triagem de falha
- O protocolo para quando o dossiê de evidências volta vermelho: causa-raiz antes da correção, com a hipótese vindo do agente e a decisão ficando com o humano; escalonamento por teto de tentativas; e dono definido por classe de falha antes de o incidente acontecer. Metade da vida real de uma operação com agentes é o dossiê vermelho.
- Trust pipeline (esteira de confiança)
- Nome que este curso cunhou para o sucessor do CI/CD. Além de compilar e testar, a esteira produz o pacote de provas que sustenta a aprovação da mudança.
- Trust Velocity
- Cunhagem deste curso e métrica-mãe do painel de conselho: quanto resultado verificado o sistema produz por unidade de tempo, custo e risco. Ocupa o lugar da velocity de story points, sem norma nem referência pública de comparação por trás, o que impede benchmarking contra outras empresas.
- Ultracode
- Termo criado por este curso para a categoria "modo de raciocínio elevado do seu conjunto de ferramentas", qualquer que seja o fornecedor. Nomeia a camada que planeja, decompõe, verifica e audita o trabalho dos demais agentes.
- Validation Debt (passivo de validação)
- Cunhagem deste curso para o estoque de mudanças já geradas e ainda não verificadas, que cresce sempre que a capacidade de gerar corre à frente da capacidade de conferir. Aparece no painel como passivo, do mesmo modo que uma dívida aparece no balanço.
- Validation Engineering (engenharia de validação)
- A disciplina que responde "como saber se ficou melhor?" com dono nomeado, instrumentos definidos e rito de execução. Converte o imposto de verificação, hoje pago de forma desorganizada por quem estiver disponível, em capacidade instalada com orçamento próprio.
- vCPU-hora
- Uma hora de um núcleo virtual de processador na nuvem. É a unidade em que se cobra a máquina onde o agente roda, somada e separada da cobrança por token. Orçamento que só considera token esquece essa linha, que é justamente a que cresce quando o agente fica tentando, como o taxímetro que corre com o carro parado no trânsito.
- Verificação Noturna (Nightly Agentic Verification)
- Rotina em que o orquestrador roda a validação estruturada durante a noite, com os testes impactados, a bateria completa, os testes de ponta a ponta, a varredura de segurança e as avaliações de agente, e entrega pela manhã um dossiê de evidências pronto para revisão humana priorizada por risco. Máquina de noite, julgamento de dia. O nome em inglês fica registrado porque é assim que a rotina aparece em material de fornecedor.
- Verification tax (imposto de verificação)
- Cunhagem deste curso para o saldo entre o tempo economizado gerando software e o tempo gasto conferindo o que foi gerado. É convenção didática deste material, sem origem em relatório de mercado: nenhum instituto de pesquisa publica o termo, e você deve desconfiar de qualquer atribuição em contrário que circule por aí.