GEO para Saúde: Como Aparecer Quando o Paciente Pergunta à IA
GEO para saúde é o trabalho de fazer a inteligência artificial citar o seu nome quando o paciente pergunta ao ChatGPT, ao Gemini ou ao Modo IA do Google quem procurar para um sintoma, uma especialidade ou um procedimento na cidade dele. GEO vem de Generative Engine Optimization, a otimização para os motores que geram respostas. Este curso gratuito mostra como fazer isso sem sair das regras do seu conselho profissional.
14 módulos práticos com exemplos de consultório, compliance por conselho profissional (CFM, CFO, CFF), LGPD, Schema.org para saúde e um plano de ação de 30 dias para aparecer quando a IA recomendar na sua especialidade.
O que o paciente pergunta à IA, e o que ela precisa ler para citar você
A pergunta do paciente quase nunca é "melhor médico". Ela traz sintoma, bairro, convênio e horário. Cada forma de pergunta pede um tipo de informação, e o curso trata cada uma num módulo.
| Pergunta típica do paciente | O que a IA precisa encontrar | Onde o curso trata |
|---|---|---|
| "Dor no joelho ao subir escada: que especialista procurar?" | Conteúdo educativo que responde logo na primeira frase, assinado com nome e registro no conselho e revisado pelo profissional | Módulos 8 e 9 |
| "Dermatologista em Campinas que atende o meu convênio" | Nome, endereço, telefone, especialidade e lista de convênios iguais no site, no Google Business Profile e na Doctoralia | Módulos 6 e 10 |
| "Clínica de fisioterapia perto de mim aberta no sábado" | Horário, endereço e tipo de estabelecimento declarados em dados estruturados (Schema.org, a marcação que descreve a clínica para máquinas) | Módulo 7 |
| "Esse médico é bom? Tem reclamação?" | Avaliações reais e respostas públicas que não expõem dado de saúde do paciente | Módulos 3, 4 e 10 |
Faça o teste do módulo 1 com estas quatro perguntas, trocando especialidade e cidade pelas suas, e anote quem aparece.
O que você vai aprender
Ao final deste curso, você saberá como aparecer quando pacientes perguntam à IA sobre sua especialidade, dominará as regras de compliance do seu conselho, saberá criar conteúdo citável e terá um plano de ação de 30 dias para implementar.
A forma como pacientes encontram profissionais de saúde mudou radicalmente. Em 2024, a jornada era: Google → site da clínica → telefone → agendamento. Em 2026, a jornada dominante é: Google → AI Overview → ChatGPT/Gemini/Perplexity → agendamento direto (muitas vezes sem visitar nenhum site).
Dados que todo profissional de saúde precisa conhecer
- Segundo a pesquisa TIC Saúde 2024 do NIC.br, 17% dos médicos brasileiros já utilizam IA generativa na prática profissional (20% no setor privado, 14% no setor público).
- 60% de todas as buscas no Google terminam sem nenhum clique -- o chamado zero-click (Semrush, 2025).
- As visitas encaminhadas por plataformas de IA cresceram 117,4% em um ano (Similarweb, setembro de 2026, junho de 2025 a maio de 2026 contra os 12 meses anteriores).
Paciente digital e E-E-A-T
O capítulo 1 em vídeo, com a ponte para o capítulo 2: a jornada do paciente de 2024 a 2026, os números da TIC Saúde 2024, da Semrush e da Similarweb, o que mudou na prática, o teste de perguntar à IA pela sua especialidade na sua cidade, YMYL, os quatro pilares do E-E-A-T, as regras de cada conselho profissional e a página "Sobre" como ação imediata.
Transcrição
0:00Boas-vindas a esta videoaula de abertura do curso gratuito GEO para Saúde.
0:05Hoje, a gente vai mergulhar fundo no capítulo 1, sobre o novo paciente digital e como a busca funciona em 2026, com uma continuação bem direta no capítulo 2, que trata de YMYL e E-E-A-T, ou seja, por que a saúde joga em uma liga totalmente diferente na internet.
0:22O paradigma de como os pacientes encontram profissionais de saúde mudou de um jeito fundamental. A simples indicação boca a boca ou aquela placa bonita na frente do consultório já não contam toda a história.
0:34Nesta nossa análise de hoje, vamos detalhar exatamente o que está acontecendo com a presença digital de quem atua na área da saúde. E para estruturar a nossa conversa, vamos passar rapidinho pelos seguintes temas. Primeiro, a nova jornada digital.
0:47Depois, os números da mudança e o que mudou na prática. Em seguida, a gente entra na regra de YMYL e saúde no Google. conhece os quatro pilares E-E-A-T e fecha tudo de forma superprática com as regras de ação imediata.
1:01Tudo com base em fatos e voltado para a rotina do consultório. Vamos lá, seção 1, a nova jornada digital, ou seja, a mudança na captação de pacientes. Aquele caminho tradicional de busca na internet simplesmente deixou de ser a única realidade.
1:16Pensa só na diferença entre essas duas linhas. Em 2024, a jornada passava pelo Google, ia para o site da clínica, gerava um telefonema e só então o agendamento. Agora, o cenário que se projeta para 2026 desenha uma rota tecnológica bem diferente.
1:32A jornada dominante passa pelo Google, pelos resumos do AI Overview e por plataformas como ChatGPT, Gemini ou Perplexity, e vai direto para o agendamento. O detalhe importante aqui é que isso acontece muitas vezes sem que a pessoa sequer visite o site do profissional.
1:49Seção 2 – Os números da mudança Vamos olhar os dados sobre o comportamento digital, porque, para entender essa transição, nada melhor do que observar o mercado. Olha que interessante esse dado interno. Segundo a pesquisa TIC Saúde 2024, do NIC.br, 17% dos médicos brasileiros já usam IA generativa na prática profissional diária.
2:10Se a gente quebrar esse dado, são 20% no setor privado e 14% no setor público. Ou seja, a adoção tecnológica é uma realidade fortíssima entre os próprios colegas da saúde. E do lado do paciente, o comportamento também se transformou.
2:24Cerca de 60% das buscas no Google terminam sem nenhum clique extra, o que a gente chama de zero-click. Esse é um dado da Semrush em 2025. Basicamente, o paciente já consegue a resposta que precisa diretamente na tela de busca, sem abrir outras páginas.
2:38As visitas encaminhadas por plataformas de IA cresceram 117,4% em apenas um ano. Esse é um dado da Similarweb que compara o período de junho de 2025 a maio de 2026, com os 12 meses anteriores.
2:53Esse volume imenso de tráfego vindo direto da inteligência artificial mostra por que estar preparado para os algoritmos é uma necessidade urgente. Avançando para a nossa terceira seção, o que mudou na prática e a nova realidade do consultório.
3:08Traduzindo esses números, o que muda no dia a dia da captação? A dinâmica inteira mudou. Na prática, a primeira consulta do paciente já acontece lá na inteligência artificial, bem antes dele pensar em agendar. E os detalhes importam demais.
3:22As avaliações online alimentam esses modelos de linguagem constantemente. Se os perfis na internet estiverem incompletos ou inconsistentes, eles são ativamente ignorados pela tecnologia.
3:32Resumindo, quem não tem uma presença digital bem estruturada está ficando invisível no mercado. E aqui entra o teste prático deste capítulo. Vale a pena abrir ferramentas como o ChatGPT, o Gemini ou o Perplexity e digitar melhor, a especialidade e a cidade de atuação.
3:48Depois é só anotar. O nome aparece? Com quais informações? Os dados estão corretos? Esse é o exato ponto de partida do nosso curso. Por exemplo, se alguém buscar pelo melhor cardiologista em São Paulo no ChatGPT, vai receber uma lista de nomes já com algumas justificativas.
4:04No Google, o AI Overview vai resumir alguns profissionais bem no topo, antes de qualquer resultado tradicional. Quem não entra nessas respostas estruturadas fica fora do radar de quem está buscando atendimento. Seção 4. YMYL e saúde no Google Essa é a regra de ouro da saúde na internet.
4:21A inteligência artificial não escolhe nomes por acaso. Existem regras de segurança muito estritas. Tudo gira em torno de um conceito chamado Your Money or Your Life.
4:30O Google coloca a saúde nessa categoria simplesmente porque uma informação médica errada pode prejudicar a vida das pessoas. Por causa disso, os critérios de qualidade são absurdamente mais rigorosos. O que isso significa na prática?
4:42Que um conteúdo solto, sem um autor identificado e sem credencial verificável perde toda a força. Um site sem o protocolo HTTPS, sem uma página "Sobre" bem construída e sem os dados claros do autor é visto pelo algoritmo como não confiável.
4:57E isso nos leva à seção 5. Os quatro pilares E-E-A-T. É assim que a qualidade algorítmica é avaliada na área da saúde. A primeira letra é o E, de Experience, ou Experiência Prática. O algoritmo dá muito mais valor para quem vive a rotina do consultório.
5:14É bem simples. Um cardiologista escrevendo um texto sobre arritmia tem infinitamente mais peso algorítmico do que um material genérico produzido por um redator sem nenhuma formação médica. A segunda letra é a Expertise, que representa a especialização formal.
5:29É aqui que os motores de busca procuram validação. Eles buscam entender a formação acadêmica e o registro ativo no conselho de classe, seja o CRM, o CRO ou o CRF.
5:40É o sinal verde de que o profissional realmente domina aquele assunto do ponto de vista educacional. O A vem de Authoritativeness, que é a autoridade reconhecida. E olha, não é sobre falar de si mesmo, mas sim sobre a validação que vem de fora.
5:54Isso é construído através de publicações em revistas indexadas, presença em congressos e algo que tem muito impacto, as citações feitas por colegas de profissão na internet. E a última letra é o T, de Trustworthiness, a confiabilidade do ambiente.
6:09A informação apresentada precisa ser precisa, atualizada e sempre com as fontes citadas. Do ponto de vista técnico, a página tem que rodar num ambiente seguro, com HTTPS ativo, e apresentar uma política de privacidade clara para quem acessa.
6:24Finalmente, seção 6, regras e ação imediata. É hora de falar sobre a adequação profissional, porque a presença digital tem que estar totalmente alinhada com as normativas éticas do Brasil. E cada conselho tem as suas particularidades.
6:37Para o médico, gerido pelo CFM e CRM estadual, é fundamental apresentar o número do CRM e, para quem atua como especialista, o RQE, que é o Registro de Qualificação de Especialista.
6:48O dentista, ligado ao CFO e CRO, pode usar fotos de antes e depois, mas precisa do termo de consentimento do paciente, o TCLE. O farmacêutico responde ao CFF e CRF e tem que estar de olho nas restrições adicionais da Anvisa para a publicidade de medicamentos.
7:04Para o nutricionista, regras do CFN e CRN, nada de prescrever suplementos em conteúdo aberto. E o fisioterapeuta, regulado pelo COFFITO e CREFITO, tem permissão para demonstrar técnicas desde que não prometa resultados.
7:17O alerta final e a ação imediata que fica disso tudo é focar na estrutura dos dados. Para o Google e para os modelos de linguagem, o peso está num autor identificado, numa credencial verificável e no dado referenciado.
7:30A melhor coisa a fazer agora é revisar se o site tem uma página "Sobre", bem feita, com o nome completo, o número do conselho profissional, a especialidade e, no caso dos médicos, o RQE.
7:41Tudo acompanhado de uma foto profissional e os links corretos para os perfis oficiais. A evolução que a gente viu da busca tradicional para as respostas das inteligências artificiais deixa uma mensagem muito clara.
7:53A presença algorítmica pesa hoje exatamente tanto quanto a presença física em um consultório bem montado. E na área da saúde, a credencial verificável é a base de tudo.
O novo paciente digital, em conversa
Dois apresentadores percorrem a abertura do curso: a jornada que passa pelo AI Overview e pelos assistentes de IA até o agendamento, os dados de adoção de IA generativa entre médicos, as buscas sem clique, as cinco mudanças práticas, o teste do nome nas respostas de IA, por que saúde é YMYL, os pilares do E-E-A-T e o que cada conselho exige na comunicação.

Transcrição
0:00Bom, geralmente quando a gente fala sobre um diagnóstico médico, existe toda uma expectativa, né? Uma expectativa cultural de precisão absoluta Aham, aquela coisa quase matemática, né? Exato, tipo engenharia mesmo A pessoa cai, machuca o braço, vai para o pronto-socorro, aí o raio-x mostra aquela linha branca irregular na tela A médica aponta para o monitor e diz, olha, o problema está exatamente ali E isso é super reconfortante, de certa forma A imagem é clara, o diagnóstico é binário, sabe?
0:31Ou o osso está fraturado ou ele está intacto. O ser humano, bom, ele gosta que as coisas sejam tangíveis. Pois é. Mas aí, quando a gente tenta transferir esse mesmo olhar analítico para a presença digital de um consultório hoje, de repente parece que essa máquina de raio-x pifou.
0:47Nossa, com certeza. Parou de funcionar. O cenário que a profissional de saúde enxerga ao olhar para a própria clínica na internet é, para ser bem direto, uma neblina total. É a definição absoluta de águas turvas.
1:01O que funcionava com precisão cirúrgica há muito pouco tempo, hoje simplesmente não entrega o mesmo resultado. O mapa mudou enquanto a viagem ainda estava acontecendo. É por isso que a gente está aqui no nosso mergulho de hoje.
1:14A gente vai analisar bem a fundo o material do curso gratuito GEO para Saúde. Isso, focando especificamente nos dois primeiros capítulos. Exatamente, o capítulo 1 que é o novo paciente digital, como você é encontrado em 2026 e a continuação direta no capítulo 2 que aborda YMYL e E-E-A-T explicando por que saúde joga em liga diferente E o nosso grande objetivo com essa conversa é desatar esse nó A gente quer explicar para profissional de saúde com consultório próprio seja ela médica, dentista, nutricionista, fisioterapeuta, farmacêutica ou até para quem gere uma clínica mesmo, sabe?
1:54E detalhe, gente que nunca estudou marketing na vida. Isso, explicar o que de fato está rolando nos bastidores. A gente precisa desvendar por que os pacientes estão chegando, ou o que é pior, deixando de chegar, através dessas respostas de inteligência artificial.
2:10Então, vamos desempacotar isso tudo, dando um passo atrás para entender a jornada do paciente. Porque ela mudou drasticamente. Tipo, em 2024, que foi literalmente ontem, a jornada era bem linear Bem óbvia, né?
2:27Sim, o paciente sentia uma dor, entrava no Google, clicava no site da clínica, pegava o telefone e fazia o agendamento Era uma rua de mão única, na clínica tinha muito controle ali da vitrine Mas agora em 2026, a jornada dominante é outra Passa pelo Google, sim, mas aí esbarra no AI Overview, que é aquele resumo gerado por IA no topo da página.
2:52E depois ainda segue para outras plataformas. Exato, tipo o ChatGPT, Gemini ou Perplexity, e termina no agendamento direto. O detalhe maluco aqui é que, muitas vezes, isso acontece sem que o paciente visite nenhum site. Zero. Ele não pisa no site oficial.
3:10E para entender o peso disso, a gente precisa olhar para os números que o material traz, sem arredondar nada. Olha só, segundo a pesquisa TIC Saúde 2024, do NIC.br, 17% dos médicos brasileiros já usam inteligência artificial generativa na prática profissional.
3:28Espera, 17% já é bastante gente? Bastante. E ó, quebrando esse número, são 20% no setor privado e 14% no setor público. Caramba! Pois é. Mas o impacto maior está do lado do paciente.
3:44Temos um dado da Semrush, em 2025, dizendo que cerca de 60% das buscas no Google terminam sem nenhum clique. É o famoso zero-click. Então, só para esclarecer esse conceito do zero-click, para quem gere uma clínica, a pessoa lê a resposta na própria página de busca, se dá por satisfeita e não clica em nenhum link.
4:05O site da clínica fica lá abandonado. Fica às moscas. E para gravar, as visitas encaminhadas por plataformas de IA cresceram 117,4% em um ano. Isso é dado da Similarweb, tá? Comparando de junho de 2025 a maio de 2026 com os 12 meses anteriores.
4:25117,4%. É uma avalanche. Mas me diz uma coisa, como que isso se parece na prática? Tipo, na tela do celular do paciente. Imagina que o paciente abre o ChatGPT e pergunta pelo, sei lá, melhor cardiologista em São Paulo. Certo.
4:42A resposta não é uma lista de sites. É uma lista direta de nomes. Alguns nomes vêm com uma baita justificativa de por que estão ali e outros nomes aparecem soltos. E no Google, o AI Overview resume os profissionais antes dos resultados tradicionais.
4:57Ou seja, quem não aparece nessas respostas de IA... Simplesmente não existe para a maioria dos pacientes. Fica invisível. Nossa. E o curso lista umas cinco mudanças práticas muito sérias sobre isso, né? Aham. Cinco pontos essenciais.
5:12O primeiro é que os pacientes hoje confiam muito mais na resposta da IA do que em anúncio pago. Claro. Parece mais neutro, né? E a segunda mudança, bom, é que a primeira consulta meio que já acontece na IA, antes do agendamento real. Exatamente.
5:28Terceiro, as avaliações dos pacientes na internet são o que alimenta os modelos de linguagem hoje. E o quarto ponto é cruel. Perfis incompletos ou inconsistentes são ignorados de cara pelos algoritmos. O que leva à quinta mudança, né?
5:42Profissionais sem presença digital estruturada estão sumindo do mapa. O alerta do texto é tipo, se o nome não aparece quando o paciente pergunta à IA pela especialidade na cidade, essa pessoa já está perdendo pacientes para quem aparece.
5:55A fila anda muito rápido. Mas se é tão fácil ficar invisível, como a profissional pode saber como ela está sendo vista agora? O curso abre justamente com um teste prático para isso. A instrução é abrir o ChatGPT, o Gemini e o Perplexity e digitar melhor, mais a especialidade, mais a cidade.
6:13Tipo, melhor nutricionista em Curitiba. Tá, a pessoa digita isso. E o que ela precisa observar na tela? Ela tem que anotar se o nome dela aparece, com quais informações aquele perfil é construído e, super importante, se os dados estão corretos.
6:29Mas vem cá, e se a inteligência artificial simplesmente inventar os dados. Colocar a médica num bairro errado, por exemplo. A culpa é da máquina, que está alucinando, ou a presença digital da clínica, que está uma bagunça?
6:42Olha, a responsabilidade de manter essa presença estruturada é da clínica. O modelo raspa informações fragmentadas. Se está bagunçado na internet, a máquina se confunde. E por que o Google e a IA são tão exigentes assim?
6:55Por que ignorar um perfil incompleto de um médico em vez de só mostrar? Porque saúde não é um assunto comum, sabe? E é aqui que a gente entra no capítulo 2. Tem uma sigla que muda tudo. Y-M-Y-L. Y-M-Y-L? O que é que significa isso na prática?
7:12Vem do inglês, your money or your life, sua vida ou seu dinheiro. O Google põe saúde aí porque uma informação errada pode prejudicar a vida das pessoas. Faz todo sentido.
7:22Então eles aplicam critérios de qualidade muito mais rigorosos para a saúde do que para outros setores. O texto até faz uma comparação bem boa. Um artigo sobre sintomas de infarto passa por um rigor infinitamente maior do que um artigo sobre os melhores restaurantes da cidade.
7:38Com certeza, não dá para errar no infarto, né? E na prática da clínica, como isso bate? Bate pesado. Conteúdo sem autor identificado ou sem credencial verificável perde força. Um site sem o protocolo HTTPS. Aquele cadeado de site seguro lá em cima, né?
7:54Isso mesmo. Sem o cadeadinho HTTPS, sem uma página "Sobre" e sem dados do autor, a máquina tacha como não confiável. Entendi. E para passar nessa peneira gigante do YMYL, o algoritmo usa uma outra métrica, não é? Uma outra sigla.
8:10Exato. Os quatro pilares do E-E-A-T. E-E-A-T. Bom, vamos desconstruir isso letra por letra. O primeiro E, eu imagino que seja experiência, certo? Exatamente. Experiência. Imagina um cardiologista escrevendo sobre arritmia.
8:26Ele tem a vivência diária de consultório. O contraste que o material faz é com um redator sem formação médica escrevendo sobre o mesmo assunto. A máquina prefere quem bota a mão na massa. E o segundo E? Especialização.
8:40Isso. Exige formação acadêmica e registro ativo no conselho, tipo CRM, CRO ou CRF. Beleza. Então temos experiência e especialização. E o A? Autoridade, que é provada com publicações em revistas indexadas, idas a congressos e citações por colegas da área na internet.
9:02Ah, se os outros te citam, você tem autoridade. E o T fecha com o quê? Confiabilidade. O conteúdo precisa ser preciso, atualizado, bem transparente, ter fontes citadas e, na parte técnica, ter o HTTPS e uma política de privacidade clara.
9:19Mas, peraí, isso quer dizer que não adianta a clínica ter muito dinheiro, contratar o melhor redator do mundo para o blog, se o texto não carregar o carimbo da formação e o registro de quem assina? Não adianta. A máquina diferencia quem apenas escreve bem de quem tem a credencial médica exigida pelo E-E-A-T.
9:39Nossa, e falando em credencial, é muito interessante ver como essas regras do algoritmo casam direitinho com as regras de ética de cada profissão no Brasil. Demais. E o curso detalha isso profissão por profissão. Vamos passar por elas aqui?
9:52Vamos lá. Começando pela medicina. Para o médico, exige o CFM e o CRM estadual. O número do CRM precisa estar lá na comunicação. E para quem se apresenta como especialista, é obrigatório o RQE. Que é o Registro de Qualificação de Especialista.
10:08E na odontologia? Para a dentista, exige CFO e CRO. E tem um detalhe, pode mostrar aquelas fotos de antes e depois da odontologia, mas sim, só mediante o TCLE, o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, assinado pelo paciente. Legal. E os farmacêuticos?
10:27Farmacêutico exige o CFF e o CRF, e o texto lembra que tem restrições adicionais pesadas da Anvisa para a publicidade de medicamentos. E a área da nutrição, como fica? A nutricionista precisa do CFN e do CRN, E a regra diz que é proibido prescrever suplementos em conteúdo público, de forma genérica.
10:47Faz sentido. Faltou fisioterapeuta, né? Isso. Fisioterapeuta exige COFFITO e CREFITO. O profissional pode demonstrar técnicas na internet, mas sem prometer resultados.
10:58Quer dizer, o que o algoritmo quer para dar visibilidade digital, que é a tal credencial transparente, é exatamente o que o Conselho de Ética já exige no mundo físico, um valida o outro. Um espelho perfeito, né? Não tem como fugir.
11:12Bom, para a gente fechar esse nosso mergulho, a gente precisa de uma ação prática imediata que o material recomenda. O que a profissional que nos ouve tem que fazer agora? Ela deve conferir hoje mesmo se o site da clínica tem uma página "Sobre".
11:27Essa página tem que ter o nome completo, número do conselho profissional, especialidade, o RQE, no caso de médico, além de uma foto profissional e links para os perfis oficiais. Esse é o combo básico, né?
11:39É o mínimo essencial para demonstrar o E-E-A-T para o algoritmo. Porque, no fim das contas, a lógica da inteligência artificial é a mesma do Google. Prioriza um autor identificado, credencial verificável e dado com referência. Sem isso, a clínica fica para trás.
11:55É uma mudança de jogo enorme. Bom, a gente vai ficando por aqui. Muito obrigado por acompanhar mais essa conversa e até a próxima. Até!
Exemplo prático: abra o ChatGPT e digite "melhor cardiologista em São Paulo". Você verá uma lista de nomes -- alguns com justificativa, outros sem. Agora faça a mesma busca no Google. O AI Overview mostrará um resumo com 2-4 profissionais, antes dos resultados tradicionais. Se você não aparece nessas respostas, a maioria dos pacientes simplesmente não sabe que você existe.
O que mudou na prática
- 1.O paciente chega à consulta com uma lista de nomes que a IA montou antes de ele ver qualquer anúncio.
- 2.A primeira "consulta" acontece na IA -- antes mesmo do agendamento.
- 3.Reviews e avaliações alimentam diretamente os modelos de linguagem.
- 4.Perfis incompletos ou inconsistentes são ignorados pelos algoritmos.
- 5.Profissionais sem presença digital estruturada estão se tornando invisíveis.
Se o seu nome não aparece quando um paciente pergunta à IA sobre a sua especialidade na sua cidade, você já está perdendo pacientes para quem aparece. Essa é a nova realidade da busca em saúde.
Faça o teste agora: abra o ChatGPT, Gemini e Perplexity e pergunte "melhor [sua especialidade] em [sua cidade]". Anote se o seu nome aparece, com quais informações, e se os dados estão corretos. Esse é o ponto de partida do curso.
Você entende a mudança de paradigma na busca por profissionais de saúde: do Google tradicional para respostas de IA generativa, e compreende por que a presença algorítmica é agora tão importante quanto a presença física.
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Alexandre Caramaschi
Chief Strategy Officer da Nuvini (Nasdaq: NVNI), Founder da Brasil GEO, cofundador da NAIA e cofundador da AI Brasil. Foi CMO da Semantix, empresa brasileira de dados e IA listada na Nasdaq. É pioneiro em Generative Engine Optimization e no conceito de Business-to-Agent no mercado brasileiro.
Este curso faz parte do material educacional da Brasil GEO, empresa brasileira especializada em Generative Engine Optimization. Os dados utilizados são da pesquisa TIC Saúde 2024 (NIC.br), paper Princeton/Georgia Tech 2023, e regulamentações atualizadas dos conselhos profissionais. Para dúvidas, entre em contato pelo WhatsApp ou LinkedIn.