Sou a joia que sou porque fui lapidada. Não nasci pronta — fui feita. Cada pressão que suportei, cada crise que atravessei, cada escolha difícil que tomei foi um ato de lapidação. A joia bruta tem potencial. A joia acabada tem história.
Minha história não acabou aqui. Ela continua todos os dias que eu acordo, abro os olhos para o amanhecer sobre Goiânia, agradeço o dia antes mesmo de verificar o celular, e decido — de novo, cada vez de novo — ser quem sou com tudo que tenho.
A Herreira vai continuar. O sonho internacional vai se concretizar. Mais mulheres vão se olhar no espelho com uma joia nossa e se sentir mais inteiras. Mais revendedoras vão construir independência financeira com a nossa parceria. Mais páginas serão escritas — desta história e de outras que ainda não começaram.
"Não me tornei a joia que sou apesar das imperfeições. Tornei-me por causa delas."
E quando eu olho para tudo isso — para os dezessete anos, para os R$ 21 milhões, para as crises e as vitórias, para os filhos crescendo, para o marido que ficou, para as revendedoras que confiam, para as clientes que voltam, para o livro nas suas mãos — o que sinto, antes de qualquer outra coisa, é gratidão.
Gratidão a Deus, que sustentou quando eu não conseguia me sustentar sozinha. Que enviou pessoas certas nos momentos exatos. Que transformou o que parecia derrota em aprendizado e o que parecia fim em recomeço.
Gratidão a mim mesma — por não ter desistido. Por ter continuado quando era mais fácil parar. Por ter apostado em algo que eu ainda não podia provar que funcionaria.
E gratidão a você, que chegou até aqui neste livro. Que me deu seu tempo, sua atenção, sua abertura para entrar na minha história. Que talvez reconheça em alguma parte destas páginas algo da sua própria jornada.
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A joia que sou não está pronta. Ainda está sendo lapidada. E nisso — nessa incompletude viva, nesse processo contínuo de se tornar — está toda a beleza que preciso.
Com amor, com fé e com gratidão.
Patrícia Caramaschi
Goiânia, 2026